câncer de pele melanoma

7 mitos sobre o câncer de pele melanoma

7 mitos sobre o câncer de pele melanoma

O câncer de pele melanoma tem sua origem nas células produtoras de melanina responsáveis pela pigmentação da pele (melanócitos). Por essa razão, os tumores costumam ser de cor preta ou marrom, entretanto, alguns melanomas não possuem pigmentos e podem se apresentar nas cores bege, branco ou rosa.

O melanoma pode surgir e se desenvolver na pele de qualquer parte do corpo, mas tende a aparecer em locais como o pescoço, rosto, pernas (frequência maior em mulheres) e tronco (mais frequente nos homens).

Em locais como planta dos pés e palmas das mãos, a doença é responsável por uma quantidade bem maior de casos em pessoas de cor negra do que em pessoas de cor branca.

Além disso, melanomas também podem surgir em outras partes do corpo, como região anal, órgãos genitais, boca e olhos, porém com uma frequência bem inferior se comparado ao melanoma da pele.

Mitos acerca do câncer de pele melanoma

Em algum momento todos podem querer se bronzear, porém é preciso tomar as devidas precauções, uma vez que o Brasil é um dos países com maior incidência de câncer de pele no mundo — cerca de quase 200 mil casos são registrados anualmente segundo o Instituto Nacional do Câncer.

No entanto, nem tudo que é dito sobre a doença é, de fato, verídico. A seguir, veja 7 mitos sobre o câncer de pele do tipo melanoma.

1- O câncer de pele não é uma doença perigosa

Há dois tipos de câncer de pele: o não-melanoma e o melanoma. O melanoma não é o mais comum, entretanto, há grandes chances de gerar metástases (quando a doença se espalha para outras partes do corpo) e, por esse motivo; pode levar ao óbito.

No entanto, a cura de ambos é possível desde que a doença seja diagnosticada e tratada precocemente.

2- Exposição em excesso ao sol é a única causa

É fato que a grande parte dos casos desse tipo de câncer têm como causa a radiação solar, porém existem outros motivos que podem favorecer o desenvolvimento da doença. Alguns deles, são:

  • Cabelos, pele e olhos claros;
  • Sardas;
  • Verrugas;
  • Histórico na família (principalmente parentes de primeiro grau que tenham adquirido a enfermidade).

3- Em dias nublados não há necessidade de usar filtro solar

Mesmo nos dias nublados a radiação tem o poder de atravessar as nuvens. Por esse motivo, é necessário, sim, usar o filtro solar também nesses dias para proteger a pele.

4- Pessoas negras não precisam usar filtro solar

Apesar de pessoas com a pele clara terem um risco maior de contrair a doença, todas as pessoas (independentemente da cor da pele), podem desenvolver o melanoma, então todos devem usar o filtro solar.

5- Depilação a laser pode facilitar o surgimento de câncer de pele

A fonte de luz do laser é distinta das lâmpadas de bronzeamento artificial e não causam e nem facilitam o câncer de pele.

6- Câncer não-melanoma pode evoluir para melanoma

São lesões diferentes, porém quando a pessoa tem um câncer de pele do tipo não-melanoma é uma indicação de que ficou exposta ao sol em excesso. Dessa forma, também poderá desenvolver o melanoma. Por essa razão, é preciso estar sempre alerta e não se expor de maneira excessiva a radiação solar.

7- Toda pinta escura é câncer de pele

Nem sempre. A pinta precisa ser examinada pelo médico dermatologista e, se após a avaliação ele detectar que essa pinta se de um câncer de pele melanoma, a cirurgia deverá ser indicada, além de radioterapia e quimioterapia, a depender de cada situação.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Saiba mais sobre o tratamento e prevenção do câncer de pele melanoma

Saiba mais sobre o tratamento e prevenção do câncer de pele melanoma



O câncer de pele melanoma é o tipo mais grave, porém, menos frequente. Ele representa apenas 3% de todos os tumores que atingem a pele. Neste caso, o melanoma apresenta maior risco, devido à sua capacidade de disseminação para outras partes do corpo.

Como o próprio nome diz, este é um tumor que atinge as células cutâneas, chamadas de melanócitos, que dão origem à pigmentação e à cor da pele.

Apesar do maior risco, a sobrevida do paciente com melanoma é bastante favorável, principalmente nas etapas iniciais de desenvolvimento do câncer.

Vamos nos aprofundar no tema, a seguir.

Sinais do câncer de pele melanoma

O melanoma pode se manifestar em forma de pintas, manchas ou outros sinais na pele. Em primeiro lugar, este é um tipo de câncer mais comum em regiões do corpo expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, costas, pescoço, mãos e braços.

No entanto, o melanoma também se desenvolve em áreas protegidas, como os olhos, parte interna da boca e genitais, por exemplo.

Nesse sentido, é preciso ficar atento ao surgimento de pintas de tom escuro e bordas irregulares, principalmente se acompanhadas de coceira e descamação. A doença também pode surgir em pintas ou verrugas já existentes.

Nesse caso, esses sinais terão alterações de tamanho, formato e coloração, incluindo bordas irregulares.

É possível prevenir o melanoma?

Sim e não. Fatores ligados ao histórico pessoal e familiar da doença, bem como alterações genéticas, são elementos de difícil intervenção para prevenir este tipo de tumor.

Em outros casos, é possível se proteger contra o câncer, evitando alguns fatores de risco, como a exposição ao sol sem proteção UV. Isso é importante principalmente para o grupo de maior risco, como pessoas de pele, olhos e cabelos claros.

Além disso, as crianças não devem ser expostas ao sol precocemente. Isso deve ocorrer somente a partir dos seis meses de idade, desde que se utilize o protetor solar voltado para essa faixa de idade.

Crianças maiores devem brincar ao ar livre somente no horário de “sol amigo”, antes das 10 h e após as 16 h.

Outra forma de prevenção é buscar um dermatologista para analisar a evolução de pintas ou verrugas. Pode ser recomendada a remoção preventiva desses sinais, em alguns casos.

Tratamento do câncer de pele melanoma

O tipo de tratamento escolhido irá depender de diversos fatores, como a idade e a saúde geral do paciente, o estágio do câncer, além de possíveis efeitos colaterais.

Assim, o câncer de pele melanoma pode ser tratado com uma cirurgia simples, feita a nível ambulatorial, ou necessitar de medicamentos e terapia com radiação. Isso irá depender da evolução da doença.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



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