câncer de ovário

Tire suas dúvidas sobre o câncer de ovário

Tire suas dúvidas sobre o câncer de ovário

O câncer de ovário é a doença ginecológica mais difícil de ser diagnosticada devido grande parte dos tumores malignos só se manifestarem quando já estão em um quadro avançado. O seu surgimento está relacionado a fatores hormonais, genéticos e ambientais.

Por se manifestar de maneira tardia, se tornou o tumor ginecológico responsável pelo maior número de mortes. Além disso, também é a segunda doença ginecológica mais comum na vida das mulheres, atrás somente do câncer de colo de útero. 

Esse tumor pode se desenvolver em qualquer faixa etária, porém é mais comum em mulheres acima de 40 anos de idade.

Sintomas

O câncer de ovário não apresenta sintomas em sua fase inicial, porém na medida em que o tumor vai se desenvolvendo ou se alastrando para outros órgãos, surgem alguns sintomas. Os mais frequentes são:

  • Dor na região pélvica ou abdominal;
  • Sentir vontade de urinar mais vezes do que o normal;
  • Inchaço abdominal;
  • Perda de apetite;
  • Perda de peso;
  • Dores nas costas ou pernas;
  • Alterações menstruais;
  • Dor durante relações sexuais;
  • Prisão de ventre ou diarreia;
  • Sensação de náusea ou azia;
  • Fadiga.

Causas

A causa do câncer de ovário ainda é desconhecida. O que se sabe é que esse tumor surge através de alterações genéticas que modificam as características da célula, dificultando sua capacidade de se multiplicar de forma rápida e de adquirir irrigação dos vasos sanguíneos vizinhos.

Com isso, uma aglomeração de células é formada e elas são chamadas de tumores locais.

Já quando o câncer se dissemina para outros órgãos, formando tumores distantes do local inicial, ocorre a chamada metástase.

Tipos de tumores no ovário

Existem três tipos específicos de tumores no ovário, que são:

Tumores epiteliais

Considerado o mais comum, ocorre quando há o surgimento do tumor no tecido da superfície na região externa do órgão.

Tumores de células germinativas

Seu início se dá nas células que são responsáveis pela produção dos óvulos. É o tipo considerado mais raro e ocorre normalmente em mulheres mais jovens.

Tumores estromais

Seu surgimento ocorre nas células que formam os ovários e que são responsáveis pela produção dos hormônios femininos progesterona e estrogênio.

Tratamento 

O tratamento depende do tipo e da gravidade que o câncer apresenta e alguns fatores também devem ser considerados, como: idade, qualidade de vida e o desejo do paciente de ter filhos ou não.

Para tumores que estão em fase inicial, o tratamento é mais simples e consiste na realização de uma cirurgia para remover o útero e o ovário.

Já para os casos em que a doença está em um estágio mais avançado é feita a remoção de todos os tumores visíveis. Esse é um método que aumenta a chance de sobrevivência do paciente.

Em alguns casos, após a cirurgia os pacientes devem ser submetidos a sessões de quimioterapia.

Gravidez após o câncer

O desejo de engravidar após o câncer de ovário ter sido diagnosticado ainda em sua fase inicial, deve ser esclarecido com o médico, já que a orientação pode variar a depender do caso.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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Tire suas dúvidas sobre o câncer de ovário

Tire suas dúvidas sobre o câncer de ovário



O câncer de ovário é o segundo tumor ginecológico mais frequente no Brasil. Em primeiro lugar, está o câncer de colo do útero.

Quase 4 mil mulheres perderam a vida em decorrência do tumor ovariano, em 2017. Para 2020, espera-se 6.650 novos casos da neoplasia, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Neste artigo, busco esclarecer as principais dúvidas das mulheres com relação a este tipo de câncer. Por isso, a leitura é essencial como medida de prevenção.

Quais são os sintomas do câncer de ovário?

Nos estágios iniciais, os sintomas do câncer de ovário podem ser confundidos com outras doenças, já que, inicialmente, ele manifesta sinais sutis. Infelizmente, esta é uma neoplasia que demonstra sintomas em estágios mais avançados.

Quando isso acontece, os principais sintomas incluem:

  • inchaço;
  • dor pélvica ou abdominal;
  • dificuldade em comer ou sentir-se cheio rapidamente;
  • sintomas urinários (urgência ou frequência).

Caso os sintomas persistam por mais de duas semanas, não hesite em buscar a ajuda do seu ginecologista.

Existe prevenção para o câncer de ovário?

Infelizmente, não. O que existe é a observação de que o uso de contraceptivos orais diminuem em até 50% o risco de desenvolvimento da doença, caso sejam utilizados por, no mínimo, cinco anos.

Outra observação interessante é que a gravidez e a amamentação também reduziram o risco de câncer no ovário. Outros estudos mostraram que a ligadura, a histerectomia e a remoção dos ovários também foram medidas preventivas responsáveis pela redução de novos casos da doença.

De todo modo, em caso de risco comprovado para a doença, como genes ligados ao desenvolvimento deste tipo de tumor, deve-se conversar com o seu médico sobre as melhores ações a serem tomadas.

Há relação entre o câncer de mama e o câncer de ovário?

O câncer de mama e de ovário podem ser causados ​​por mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Os genes podem ser detectados em exames genéticos.

A relação entre as doenças existe, inclusive, quando uma mulher desenvolve câncer de mama antes dos 50 anos. Nessas pacientes, existe duas vezes mais chances para o desenvolvimento de um câncer de ovário.

A alteração em outros genes tem associado o câncer de ovário, inclusive, aos cânceres colorretal e de útero.

Quem removeu o ovário tem risco para a doença?

Não. Porém, existe um tipo de tumor semelhante ao câncer de ovário que ainda pode ser desenvolvido, mesmo após a remoção dos órgãos. Estamos falando do câncer de peritôneo, que deve ser tratado com os mesmos medicamentos usados para o tratamento do câncer ovariano.

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8 fatores de risco para câncer de ovário

8 fatores de risco para câncer de ovário



O câncer de ovário pode se desenvolver em mulheres que apresentem um ou mais fatores de risco para a doença. Por isso, é importante saber se há alguma condição para seu o desenvolvimento.

O fator de risco é exatamente isso: uma condição que aumenta a probabilidade de ter algum tipo de câncer. No caso do câncer de ovário, são fatores de risco principais a faixa etária da mulher, seu histórico reprodutivo, assim como alterações hormonais.

No entanto, há ainda muitos outros, como se verá a seguir. Contudo, apresentar um ou mais dos fatores não quer dizer que você terá câncer. Dessa forma, diante de alguma condição favorável para a doença, o melhor caminho é fazer um monitoramento com exames periódicos.

Confira, a seguir, o que pode contribuir para que uma mulher tenha câncer de ovário.

Idade

O risco de desenvolver câncer de ovário aumenta com a idade. A chegada da menopausa provoca alterações hormonais que favorecem a condição.

Estudos revelam que metade dos casos de câncer no ovário são observados em mulheres com mais de 60 anos, que já passaram pelo climatério e chegaram na menopausa.
 

Obesidade

Há uma relação forte entre câncer de ovário e obesidade. Assim, mulheres com índice de massa corporal acima de 30 têm mais chance de apresentar o problema.
 

Maternidade tardia

Aquelas que tiveram filhos depois dos 35 anos também têm um risco maior de ter um tumor maligno no ovário.
 

Tratamento para fertilidade

A fertilização in vitro é apontada como fator que pode aumentar o risco de tumor ovariano de baixo potencial de malignidade. Por isso, orienta-se que as mulheres com outros fatores de risco conversem com o médico responsável pelo tratamento sobre esta possibilidade.
 

Terapia hormonal

A terapia hormonal é cada vez mais utilizada para amenizar os sintomas desagradáveis da menopausa. No entanto, pesquisas revelaram que o uso de estrogênio por tempo prolongado pode aumentar o risco de câncer de ovário.

 

Histórico familiar

O risco de câncer de ovário é sempre maior para a mulher que tem parente de primeiro grau diagnosticada com a doença. Além disso, quem tem familiar que já teve outros tipos de câncer, como colorretal e mamário, tem mais possibilidade de desenvolver a doença.
 

Dieta

Há evidências de que mulheres que seguem uma dieta com pouca gordura e rica em frutas, legumes e verduras têm menos chances de ter câncer de ovário. Além disso, uma boa dieta também pode prevenir outras doenças altamente debilitantes.

Ao contrário dos fatores de risco citados até agora, algumas condições diminuem as chances de ocorrência do câncer de ovário. Estudos revelaram que o uso de Dispositivo Intrauterino (DIU) diminui o risco para a doença.

Por isso, se você apresenta um ou mais fatores de risco para o câncer de ovário, consulte um médico especializado em oncologia para verificar se há necessidade de fazer exames de rastreamento.

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Os tipos de câncer de ovário

Os tipos de câncer de ovário



O câncer de ovário é um tipo de tumor maligno que tem diagnóstico difícil. Na maioria dos casos, ele só se manifesta em estágio avançado. Por isso, uma rotina de exames preventivos é importante para a saúde da mulher.

Esse tipo de câncer pode se desenvolver não só a partir do ovário. Pesquisas apontam que muitas vezes ele pode ter início nas células distais das trompas de falópio.

O tumor ovariano pode ocorrer em mulheres de qualquer faixa etária, mas é acima de 40 anos que os casos são mais frequentes. Isso acontece, em geral, porque o câncer nessa glândula feminina tem crescimento lento.

Sendo assim, os sintomas demoram a aparecer, o que resulta em que a mulher só procure o médico quando a doença já avançou bastante.

Para explicar melhor sobre esse tipo carcinoma, este artigo fala sobre os tipos de tumor de ovário mais recorrentes. Acompanhe em seguida.

Conhecendo os tipos de câncer de ovário

Existem alguns tipos de câncer de ovário. Eles são derivados de tumores com alto potencial maligno. Seguem as informações sobre eles.

Tumor epitelial

Começa a partir das células que cobrem a superfície externa do ovário. Entre 85% e 90% dos tumores ovarianos se desenvolvem a partir de alterações de células epiteliais. Elas têm várias características que são consideradas para classificá-los em diferentes tipos.

O tipo seroso é o mais comum, mas existem outros, como o mucinoso, o endometrioide e de células claras. O mucinoso e o de células claras são os que apresentam comportamento mais severo para o organismo.

Os carcinomas epiteliais de ovário são classificados também pelo grau, de acordo com seu nível de severidade.

Tumor raro

O carcinoma peritoneal primário é um tumor raro, que começa nas células que revestem o interior das trompas de Falópio e tende a se disseminar ao longo das superfícies da pelve e abdome. Por isso, muitas vezes é difícil saber onde a doença se iniciou.

Esse tipo de câncer pode ocorrer em mulheres que ainda têm ovários No entanto, é mais comum nas mulheres que já removeram os ovários para prevenir o câncer.

O câncer das trompas de Falópio também é um tipo raro. Começa nas trompas de Falópio, local por onde o óvulo se desloca do ovário para o útero. 

Tumor de células germinativas

 Começa a partir das células germinativas, ou seja, as que produzem os óvulos. A maioria dos tumores de células germinativas é benigna, embora alguns sejam cancerígenos, podendo ser letais. 
 

Tumor estromal

Começa a partir de células que formam o ovário e que produzem os hormônios femininos estrogênio e progesterona.

Causa sangramento, dor e é frequentemente diagnosticado em estágio inicial. Têm um bom prognóstico e mais de 75% das mulheres acometidas sobrevivem.

A maioria desses tumores é benigna e não se dissemina para além do ovário. Os tumores benignos podem ser tratados mediante a remoção de um dos ovários ou a parte do ovário afetada.

No entanto, alguns tipos de câncer de ovário podem afetar completamente o órgão e se disseminar para outras partes do corpo.

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Cirurgia de câncer de ovário: como se preparar

Cirurgia de câncer de ovário: como se preparar

O câncer de ovário é o segundo tipo de câncer ginecológico mais comum, ficando atrás somente do câncer de colo do útero.

Cerca de 95% das neoplasias ovarianas são derivadas das células epiteliais, isto é, das células que revestem o órgão. Os demais 5% derivam das células germinativas que formam os óvulos e das células estromais, responsáveis por produzir grande parte dos hormônios femininos.

A ocorrência desse tipo de câncer pode ter relação com múltiplos fatores como, por exemplo, aspectos reprodutivos e hormonais, a exemplo da infertilidade, menarca precoce, menopausa tardia, etc. O histórico familiar, fatores genéticos e obesidade também aumentam a propensão ao desenvolvimento de tumores malignos no ovário.

Em fase inicial, o câncer de ovário não provoca sintomas específicos, mas à medida que ele avança, pode gerar pressão, inchaço ou dor no abdômen, costas, pelve e pernas, além de náuseas, gases, indigestão, diarreia, prisão de ventre e fadiga. É importante ficar atento a qualquer sinal de anormalidade, pois a detecção precoce é fundamental no sucesso do tratamento.

A abordagem terapêutica para tratamento deve ser definida de acordo com o tipo de tumor, estadiamento do câncer, idade e condições clínicas da pessoa acometida. A cirurgia se configura como um dos principais pilares do tratamento de tumores ovarianos. Uma vez que se trata de um procedimento invasivo, é fundamental que a mulher se prepare para passar por esse processo. Confira a seguir como deve ser o pré-operatório.

Entenda a importância da cirurgia

A cirurgia de câncer de ovário é o recurso principal para tratar a maioria dos tumores ovarianos. Ela tem duas funções essenciais: reduzir o volume do tumor ou extirpá-lo por completo, além de possibilitar o estadiamento da doença, para definir o seu  grau. Durante a operação são retiradas amostras de líquido e tecido que, posteriormente, serão enviados para a biópsia.

Prepare-se psicologicamente

A técnica utilizada, extensão e complexidade da cirurgia  variam de quadro para quadro. Em alguns casos, não é necessário remover ambos os ovários e o cirurgião pode preservar o útero, assim como a capacidade reprodutiva.

Em outros casos, para tratar a doença, além de retirar esses órgãos, o médico tem que retirar as trompas e até mesmo mexer na bexiga, pâncreas, vesícula, baço e/ou estômago.

A mulher precisa estar preparada mentalmente para passar por esse processo, pois o psicológico fortalecido é fundamental em sua recuperação. É essencial cogitar, inclusive, a possibilidade de não engravidar ou entrar na menopausa precocemente como efeito colateral do tratamento.

Adote os cuidados pré-operatórios

Antes de se submeter à operação, entretanto, é necessário realizar os exames pré-cirúrgicos, incluindo avaliação cardíaca e sanguínea, esclarecer todas as dúvidas com o cirurgião, informar sobre o uso de medicações e existência de outras doenças prévias, respeitar o período de jejum e outras orientações do médico que acompanha o caso.

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Tudo o que você precisa saber sobre tratamento do câncer de ovário

Tudo o que você precisa saber sobre tratamento do câncer de ovário

Os ovários fazem parte do sistema reprodutor feminino. Estão localizados do lado direito e esquerdo do útero e têm a função de produzir hormônios (estrógeno e progesterona) e óvulos. O câncer de ovário é mais comum em mulheres acima de 40 anos, mas pode se manifestar em qualquer idade. É um dos tumores mais letais e tem a característica de ser assintomático. Geralmente seu diagnóstico acontece quando já está em fase avançada. 

As causas da doença podem ser genéticas (mutação nos genes BRCA 1 e BRCA 2), hereditariedade (histórico de câncer de mama ou ovário em parentes de primeiro grau), idade avançada e obesidade. Fatores hormonais e reprodutivos também influenciam, tais como infertilidade, nunca ter tido filhos, menstruação antes dos 12 anos e menopausa após os 50 anos.

Sinais de alerta 

Na fase inicial, não aparecem sintomas. Eles são contínuos na fase avançada, durando mais de duas ou três semanas. Os sinais podem ser: 

  • constipação;
  • dor ou inchaço no abdômen;
  • aumento do volume do abdômen;
  • alteração na função digestiva;
  • alterações no ciclo menstrual;
  • dor na pelve;
  • aumento da frequência urinária.

Tratando o câncer de ovário

O tratamento mais adequado será escolhido pelo médico, de acordo com o estado de saúde da mulher, do tipo de câncer e tamanho da lesão. As possibilidades são quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Uma terapêutica não exclui a outra, podendo ser aplicado até dois tipos ao mesmo tempo.

A quimioterapia é um tratamento feito por medicamentos via oral ou intravenoso. Tem como objetivo destruir ou diminuir as células cancerígenas no corpo. Seus principais efeitos colaterais são náuseas e vômitos. O médico poderá prescrever remédios para aliviar esses efeitos. A mulher poderá receber o tratamento em ambulatório, onde toma a medicação e volta para casa, ou em internação, passando todo o período da quimioterapia no hospital.

A radioterapia é feita por meio da exposição a raios ionizantes, que destroem as células tumorais ou impedem que aumentem. Na maioria dos casos, o tumor pode desaparecer ou a doença pode ser controlada. Os efeitos colaterais são ressecamento da pele, diarreia ou prisão de ventre, alterações no paladar, dor ao engolir, cansaço, perda de apetite e náuseas. 

A cirurgia para retirada do tumor pode ser realizada antes ou depois da quimioterapia/radioterapia. A decisão pela intervenção cirúrgica dependerá, principalmente, do tamanho da lesão. Caso seja muito grande, poderá ser realizada após quimioterapia ou radioterapia.

Importante

O período de tratamento é muito estressante porque pode durar muito tempo. Para diminuir os efeitos psicológicos e físicos da terapia, o médico poderá sugerir tratamentos complementares. 

O acompanhamento clínico após o término do tratamento de câncer de ovário é de seis a 12 meses até dois anos. Após esse período a consulta é anual. Em todas as visitas, o médico solicitará tomografia e exames laboratoriais para verificar se há remissão da doença ou se ela voltou aparecer. 

 

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Tudo o que você precisa saber sobre o tratamento e prevenção do câncer de ovário

Tudo o que você precisa saber sobre o tratamento e prevenção do câncer de ovário

O câncer de ovário é uma doença que atinge cerca de 6 mil mulheres por ano no país e possui uma elevada taxa de mortalidade. Portanto, detectar o tumor o quanto antes é essencial para um tratamento com bons resultados.

Entretanto, em muitos dos casos, a patologia age de forma silenciosa, fazendo com que as pacientes cheguem ao consultório em condições avançadas. Dessa forma, é muito importante investir em medidas preventivas.

Neste texto, vamos falar sobre isso e sobre algumas formas de tratamento. Continue a leitura!

Como ocorre o câncer de ovário?

Os ovários são duas pequenas glândulas que fazem parte do aparelho reprodutor feminino. Neles, ocorre a produção dos hormônios progesterona e estrogênio, bem como dos óvulos. Portanto, aqui já fica clara a importância dessa parte do corpo da mulher, não é mesmo?

Entretanto, por diversos fatores, as células dessa região ficam doentes, dando origem ao câncer. Alguns fatores de risco para que isso acontece são:

  • Histórico familiar;
  • Idade (a doença é mais comum após os 40 anos, mas pode ocorrer em outras fases da vida);
  • Mutações genéticas, como dos genes BRCA1 e BRCA2, também associados ao câncer de mama;
  • Maus hábitos de vida, como tabagismo e sedentarismo.

Sinais da doença

Os sintomas do câncer de ovário costumam se confundir com diversos outros problemas de saúde, como questões gastrointestinais. Assim, nem todas as pacientes correm para o médico para entender o que pode estar de errado.

Então, além de ficar atenta ao histórico familiar, principalmente de um parente direto, como a mãe, a mulher deve observar os seguintes sintomas:

  • Dores na região pélvica;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Inchaço e aumento do volume abdominal;
  • Prisão de ventre com relativa frequência;
  • Alterações gastrointestinais;
  • Menstruação irregular.

Principais formas de prevenção

Agora que você já sabe melhor sobre essa doença, fica mais fácil entender como preveni-la, não é mesmo?

A principal forma de prevenção é a manutenção de hábitos saudáveis, uma vez que as chances de desenvolvimento de um câncer têm total ligação com o estilo de vida que levamos. Assim, confira o que fazer:

  • Manter uma alimentação balanceada e rica nutricionalmente;
  • Fazer atividade física regularmente;
  • Cuidar da saúde mental com práticas meditativas, terapia, entre outras medidas;
  • Consultar o ginecologista para avaliações periódicas;
  • Fazer mapeamento genético, quando há recomendação médica, que podem identificar mutações.

Com relação a esse último ponto, lembramos do caso da atriz Angelina Jolie, que optou pela remoção dos ovários, quando um exame revelou elevadas chances de desenvolvimento de câncer.

Tratamentos indicados

A conduta médica para tratar a doença varia conforme a gravidade do quadro e a fase de vida da mulher. Isso porque, em muitos casos, existe recomendação cirúrgica em que não somente os ovários são removidos, mas, também, o próprio útero.

Portanto, é preciso avaliar se a mulher ainda está em idade fértil e tem o desejo de gerar um filho. E, mais uma vez, o diagnóstico precoce ajudará nesse processo, pois, assim, é possível retirar apenas a estrutura comprometida.

Além disso, existe o tratamento por meio de quimioterapia e radioterapia, que podem ser complementares à cirurgia para a remoção do câncer de ovário. Seja como for, somente a avaliação médica individualizada será capaz de determinar a abordagem em cada caso.

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7 sinais do câncer de ovário

7 sinais do câncer de ovário

O câncer de ovário é uma grave doença que atinge mulheres, principalmente, após os 40 anos. A doença também pode se desenvolver em outras fases da vida, inclusive durante a idade fértil. E, para que o tratamento seja bem sucedido, é primordial um diagnóstico precoce.

Portanto, o primeiro passo é ficar atenta aos fatores de risco e sinais dessa patologia e, então, procurar ajuda médica. Neste texto, vamos mostrar sete deles. Acompanhe!

1# Histórico familiar

Esse não é exatamente um sintoma, mas é um dos principais fatores de risco para o câncer de ovário. Portanto, se a mãe, avó ou irmã teve a doença, é fundamental que a mulher faça acompanhamento médico regularmente.

Em alguns casos, pode até mesmo ser indicada uma avaliação genética, para a identificação de mutações, como nos genes BRCA1 e BRCA2.

Foi justamente isso que motivou a atriz Angelina Jolie a retirar as mamas e os ovários. Mas, lembre-se de que cada caso deve ser sempre avaliado individualmente.

2# Inchaço constante

Vez ou outra é normal que a mulher apresente inchaço na região da barriga e pelve. Porém, se isso for constante, é importante procurar uma avaliação médica, pois este é um dos sintomas do câncer.

3# Prisão de ventre recorrente

A constipação é um sinal comum a diversos problemas de saúde, portanto, nem sempre está associado ao câncer de ovário.

Entretanto, a evolução de um tumor na região pélvica pode, sim, interferir no bom funcionamento do intestino. Por isso, é fundamental conversar com seu médico sobre isso.

4# Menstruação irregular

Este é outro sinal que está ligado a outras situações, como a Síndrome do Ovário Policístico (SOP). No entanto, a presença de um tumor na região também pode interferir no ciclo menstrual da mulher.

5# Dor pélvica

O câncer pode demorar a apresentar sintomas. Mas, quando a pessoa percebe dores constantes na região pélvica, este é um sinal de alerta importante, que pode estar ligado ao agravamento da doença.

6# Dor durante a relação sexual

Isso pode estar relacionado a uma pressão do tumor nos órgãos vizinhos, ou estar relacionado com a falta de lubrificação, causada por alterações hormonais. Portanto, se a relação sexual começar a ficar desconfortável, marque uma consulta com seu médico.

7# Vontade frequente de fazer xixi

O crescimento de um tumor também pode ter impacto na bexiga, fazendo com que ela pareça estar sempre cheia. Por isso, a vontade de fazer xixi acaba sendo mais frequente que o normal.

Prevenção do câncer de ovário

Agora que mostramos alguns sinais da doença, ficou claro que vários deles se confundem com outras condições de saúde, certo? Por isso, a medida mais importante é manter um acompanhamento médico frequente.

Além disso, se cuidar no dia a dia é primordial. Confira alguns exemplos:

  • alimentação equilibrada em nutrientes;
  • prática regular de atividade física;
  • cuidados gerais com a saúde mental, como ter o hábito de meditar, manter convívio social e bons momentos entre amigos e familiares;
  • abstenção total ao cigarro;
  • realização de exames periódicos.

Ou seja, mantenha um estilo de vida que favoreça o bem-estar, tanto de seu corpo como da mente. Isso irá te ajudar na prevenção de uma série de doenças, inclusive o câncer de ovário.

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O que você ainda não sabe sobre câncer de ovário: tire suas dúvidas

O que você ainda não sabe sobre câncer de ovário: tire suas dúvidas

Dentre as especificidades do aparelho reprodutor feminino estão os ovários, que são responsáveis pela produção de óvulos e de hormônios, como o estrogênio e a progesterona. Quando células doentes começam a se desenvolver nesses órgãos, a mulher pode ser diagnosticada com câncer de ovário. Ele ocorre com maior frequência em mulheres acima de 50 anos, porém ele pode acontecer em todas as faixas de idade.

Quando pensamos nos tipos de câncer mais comuns no Brasil, esse é um dos menos frequentes, mesmo que apresente grande letalidade. Dados do Instituto Nacional do Câncer — INCA apontam que cinco mil casos surgem no Brasil a cada ano.

Por ser difícil de diagnosticar precocemente, a grande maioria é descoberta já em estágios avançados. Portanto, trata-se de uma doença que requer muita atenção, desde a busca de informações ao tratamento.

Neste artigo, você vai conhecer mais sobre esse problema e tirar algumas de suas dúvidas. Confira!

Quais são os principais fatores de risco desse tipo de câncer?

Os motivos para que a doença se desenvolva podem ser diversos, por isso é importante observar o histórico familiar e a herança genética. Isso porque parentes próximos que tenham tido o câncer podem ser indicadores de propensão à doença. A alteração genética nos genes BRCA 1 e BRCA 2, que são passados de mãe para filha, é outro fator.

As mulheres também devem se atentar para o início dos ciclos menstruais antes dos 12 anos e para a menopausa após os 50 anos. As mulheres que não engravidaram, que são tabagistas, que fazem ou fizeram uso de dispositivo intrauterino – DIU e tratamentos para fertilidade também estão dentro do grupo de risco. Todas elas devem fazer acompanhamento médico constante.

Quem tem SOP apresenta maiores possibilidades de câncer?

Ter o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos — SOP não é motivo para pânico. Em linhas gerais, o problema é comum e mesmo detectável em meninas e adolescentes.

Os cistos nos ovários só apresentam riscos à saúde quando forem maiores de 10 cm e apresentarem áreas sólidas e líquidas. Logo, ir sempre ao ginecologista e fazer os exames regularmente é suficiente para manter o quadro sob controle.

Como entender os sintomas?

O câncer de ovário é geralmente descoberto quando já está em fases mais avançadas. Um dos motivos para isso é que ele costuma ser confundido com outros tipos de doenças menos graves, como as gastrointestinais. As mulheres apresentam o aumento do volume abdominal, dores na mesma região e vontade frequente de urinar.

Para que o diagnóstico aconteça cada vez mais cedo, os médicos levam em consideração a frequência dos sintomas e a combinação deles. Se as pacientes tiverem dois ou mais sintomas por mais de três semanas, elas são encaminhadas para a realização de exames. Os médicos especialistas para o diagnóstico e tratamento são os ginecologistas e oncologistas.

Quais os exames necessários para o diagnóstico de câncer de ovário?

O primeiro exame a ser pedido pelo médico é o ultrassom pélvico, que observa toda a região da pélvis e a parte externa dos órgãos genitais. Exames de toque também são importantes; neles, o médico deve para sentir e inspecionar o útero e os ovários.

Também são requeridos outros tipos de exames de imagem, pois eles podem determinar o tamanho, a forma e a estrutura dos ovários.

Os exames de sangue não são descartados, uma vez que a presença da proteína CA 125 é um dos apontamentos para o diagnóstico desse câncer. Por fim, também pode ser pedida uma biópsia para analisar o tecido e comprovar a presença de células cancerígenas.

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A fertilidade feminina é afetada após o diagnóstico de câncer de ovário?

A fertilidade feminina é afetada após o diagnóstico de câncer de ovário?

Receber um diagnóstico de câncer, de qualquer tipo que seja, é um grande choque para qualquer pessoa. No entanto, em mulheres que desejam engravidar, esse choque é ainda maior, pois temem que o tratamento possa afetar a fertilidade, especialmente nos casos em que a doença surge no sistema reprodutivo, como o câncer de ovário.

Esse tipo de câncer corresponde a cerca de 4% de todos os casos de tumores malignos entre a população brasileira, e é o oitavo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, ou seja, sua taxa de incidência é relativamente alta.

Tratamento para o câncer de ovário

O grande problema desse tipo de câncer é que, diferente de outros tipos de cancros do sistema reprodutor feminino, a exemplo do câncer de colo de útero que é facilmente identificado por um do Papanicolau, esse tipo de câncer tem sintomas muito parecidos com os de uma dor abdominal. Além disso, trata-se de uma região que é pouco acessível, mesmo diante da realização de exames.

Isso significa que, quando é diagnosticado, na grande maioria dos casos o tumor já se encontra em estágio avançado, pois é agressivo e pode apresentar metástase de forma rápida e apenas em alguns raros casos descoberto por “acidente” em exames ginecológicos de rotina . No entanto, mesmo diante disso, o número de mortalidade por esse tipo de câncer caiu muito nas últimas décadas, e com o tratamento adequado é possível levar uma vida normal e, dependendo do caso, manter a fertilidade.

Isso porque o tratamento do câncer que surge no ovário exige a retirada do tumor e, claro, do ovário. No entanto, dependendo do caso e com o diagnóstico precoce, é possível retirar apenas um ovário, fazendo com que o outro permaneça, mantendo a capacidade reprodutiva da mulher.

Contudo, essa lógica não se aplica em casos mais avançados, pois a cirurgia exige a retirada dos ovários, trompas, útero, parte do tecido que cobre o estômago e intestino e os linfonodos formados ao redor. Nesse caso, a fertilidade da mulher é afetada.

Portanto, falamos infelizmente de uma exceção, na grande maioria dos casos deve-se recorrer a métodos alternativos à gravidez convencional.

Alternativas à gravidez

Mesmo que haja a retirada de grande parte do sistema reprodutivo da mulher para o tratamento do câncer de ovário, existe uma série de alternativas para que ela ainda assim consiga gerar um filho que tenha seu DNA.

Antes de o tratamento ser iniciado, é possível lançar mão de técnicas como o congelamento do ovário, o congelamento do embrião e mesmo da transposição ovariana para que seja possível fertilizar o óvulo posteriormente. Os avanços nessa área são atualmente imensos e existem grandes profissionais dedicados exclusivamente a essa área. 

Assim, o câncer de ovário não implica necessariamente infertilidade, pois, mesmo nos casos mais graves, a mulher ainda pode gerar um filho. Por isso, é necessário fazer consultas e exames periódicos para garantir que qualquer problema seja identificado e tratado tão cedo quanto for possível.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

OBS – em nossa cidade já dispomos de profissionais bastante capacitados nesta área.

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos