câncer de colo do útero

4 fatores de risco para o câncer de colo do útero

4 fatores de risco para o câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero é um dos cânceres ginecológicos mais frequentes. Essa região do nosso corpo compreende a  porção inferior do útero, que se conecta à vagina. Ele é o ponto de separação entre os órgãos internos e externos da mulher.

O crescimento acelerado das células que sofrem alteração no seu DNA, no caso desses tumores, podem ser originadas a partir de agressões decorrentes das lesões infecciosas ocorridas nessa região. Muitas delas são consequências do HPV.

É certo que algumas mulheres com HPV não chegam a desenvolver o câncer. Isso acontece devido ao acompanhamento médico recorrente que possibilita o diagnóstico precoce e, portanto, um trabalho direcionado ao tratamento e prevenção do câncer de colo de útero. 

Além do HPV, existem outros fatores que podem colaborar para o surgimento desse tipo de câncer. Vamos falar sobre eles. Entenda.

Fatores de risco do Câncer de colo de útero

Para deixar claro, um fator de risco é uma situação que favorece ou aumenta as chances para o desenvolvimento de certas doenças, como os tumores.  Quando uma pessoa faz parte do grupo de risco, não significa necessariamente que ela terá a doença. Entretanto, é necessário que o controle e a prevenção sejam realizados com maior atenção.

Infecções pelo HPV

As infecções recorrentes e não tratadas pelo  Vírus do Papiloma Humano podem evoluir para um tumor. Esse é o principal fator de risco associado à doença. O exame preventivo é o modo mais eficaz para diagnosticar esse tipo de infecção. Uma vez infectada, a mulher deve fazer todo o acompanhamento de acordo com as orientações do seu médico.

Infecção por clamídia

A clamídia é uma bactéria transmitida durante o ato sexual. Ao se alojar no colo do útero, provoca uma infecção que além de causar infertilidade, pode evoluir para um quadro de câncer. Os sintomas da infecção, geralmente não são percebidos pelas mulheres, o que torna a doença ainda mais perigosa. 

Histórico familiar

Mulheres que têm casos da doença  na família, entre os parentes de primeiro grau, mãe ou irmã, estão cerca de 3 vezes mais suscetíveis a desenvolvê-la. 

Gravidez precoce

Meninas que tiveram o primeiro filho antes dos 17 anos tem o dobro de chances de terem câncer do colo de útero, do que aquelas que só engravidaram após os 25 anos.

Tabagismo

Esses fator está associados a quase todos os tipos de câncer. Estima-se que a mulher fumante tem 2 vezes mais chances de ter a doença em relação às que não fumam. Isso ocorre devido às substâncias prejudiciais contidas no cigarro que são absorvidas pelo pulmão,  viajando por toda a corrente sanguínea. Essas substâncias causam diversas alterações no organismo, além de diminuir a capacidade de defesa do sistema imunológico. 

É possível  prevenir?

A maioria dos fatores de risco para o câncer de colo de útero são possíveis de serem evitados. A começar pelas infecções provocadas pelo HPV e Clamídia. 

A transmissão dessas doenças são advindas de de relação sexual desprotegida. Sendo assim, usar preservativo, inclusive com os parceiros fixos é a forma mais segura de prevenção. Como os sinais no primeiro estágio da infecção podem ser silenciosos, o acompanhamento ginecológico frequente permite o diagnóstico precoce.

Existe uma campanha nacional de vacinação contra o HPV.  As vacinas são administradas em meninas e meninos durante início da adolescência. Recomenda-se tomar a primeira dose antes dos 26 anos. Entretanto, é importante lembrar que essa vacina não imuniza contra todos os tipos de HPV existentes. Portanto, o uso do preservativo durante as relações sexuais continua sendo necessário mesmo para quem tomou a vacina.

Hábitos de vida saudáveis e visitas frequentes ao seu médico são uma forma importante de prevenir contra diversas doenças, dentre elas o câncer de colo de útero.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Tratamento cirúrgico do câncer de colo do útero

Tratamento cirúrgico do câncer de colo do útero



O câncer de colo do útero, também conhecido como câncer cervical, é um tipo de tumor provocado pela infecção por determinados tipos oncogênicos de HPV – Papilomavírus Humano.

Embora frequente, a infecção genital por esse vírus não causa nenhum tipo de doença grave na maioria dos casos. Entretanto, quando há alterações celulares anormais, o quadro pode evoluir para câncer.

Essas alterações podem ser detectadas no exame ginecológico preventivo e são tratáveis e potencialmente curáveis em boa parte dos casos, quando há diagnóstico precoce. Por isso a importância da realização periódica do exame de prevenção.

Uma das principais alternativas para tratar o câncer de colo de útero é a cirurgia. E, ao contrário do que muitos imaginam, não existe somente um tipo de tratamento cirúrgico para essa condição. Veja a seguir quais são as operações disponíveis para tratar tumores no colo uterino, conforme cada indicação.

Cirurgia a Laser

Nesse procedimento, um feixe de laser é usado, a fim de remover amostras teciduais para análise ou queimar as células anormais. Tal cirurgia é geralmente eleita para tratar lesões pré-cancerosas e não os tumores invasivos.

Criocirurgia

Na criocirurgia uma sonda metálica resfriada com nitrogênio líquido é colocada diretamente no colo uterino com a finalidade de congelar as células anormais e destruí-las. Essa técnica é recomendada para tratar cânceres invasivos.

Conização

A conização é uma técnica que consiste na remoção de uma amostra de tecido do colo do útero. Tal amostra tem o formato de cone e é removida com o auxílio de um fio aquecido ou com o bisturi. O intuito é colher material para realizar biópsia e, então, determinar o tratamento a partir do estadiamento.

Traquelectomia

A traquelectomia é uma alternativa para mulheres em idade reprodutiva, que ainda desejam ter filhos. Nesse procedimento, o colo do útero é removido, mas o corpo do útero é mantido.

O médico insere uma bolsa alinhavada que atua como uma abertura artificial do colo do útero dentro da cavidade uterina. Isso viabiliza uma gestação normal, embora seja necessária a realização de cesariana.

Histerectomia Simples

Nessa operação ocorre a remoção do útero (corpo e colo uterino), visando preservar as estruturas adjacentes, como linfonodos pélvicos, vagina, ovários e trompas de falópio. A cirurgia pode ser feita através de incisão cirúrgica na parte frontal do abdômen ou através da vagina. A técnica pode ser laparoscópica, robótica ou aberta, realizada sob anestesia local ou geral.

Histerectomia Radical

Na histerectomia radical o cirurgião não retira somente o útero, mas também, tecidos próximos ao órgão, a parte superior da vagina e, se houver razão clínica justificável, ovários e trompas também podem ser retirados. A  cirurgia pode resultar em infertilidade e problemas urinários ou intestinais, em alguns casos.

Exenteração Pélvica

Cirurgia mais extensa e complexa, a exenteração pélvica é indicada para tratar a recidiva de câncer no colo do útero. Nessa técnica são removidos os mesmos tecidos e órgãos da histerectomia radical e os linfonodos pélvicos passam por dissecção. Se o câncer tiver se disseminado para o reto, vagina, bexiga ou cólon, provavelmente será preciso remover esses órgãos também.

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