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Câncer de colo de útero: diagnóstico, sintomas e tratamento

Câncer de colo de útero: diagnóstico, sintomas e tratamento

É o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, ficando atrás do câncer de mama. A parte inferior do órgão, chamada de “colo” é a porção exposta no fundo vaginal, por isso essa suscetibilidade.

Tipos de câncer de colo de útero

• Carcinoma Espino Celular (CEC): o CEC é um tumor formado por células escamosas ocasionado, na maioria das situações, pelo vírus HPV;

• Adenocarcinoma: esse tipo de câncer de colo de útero é menos frequente. Os adenocarcinomas se desenvolvem a partir de células glandulares que produzem muco do endocérvice.

Causas do câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero resulta de uma modificação genética de células, que geralmente é associada à ação de alguns tipos de papiloma humano vírus (HPV). Estudos demonstram que mais de 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que, desse total, 32% estão contaminadas com os tipos de HPV causadores do câncer de colo de útero.

Lesões no útero, por vezes provocadas pelo HPV, devem ser tratadas o mais cedo possível: é a partir delas, em consonância com outros fatores de risco, que o câncer pode se desenvolver, anos mais tarde, no colo do útero. Em geral, as lesões são descobertas em exames preventivos, como papanicolau, vulvoscopia e colpscopia.

Fatores de risco da doença

• Iniciação sexual precoce;

• Variedade de parceiros sexuais;

• Doenças Sexualmente Transmissíveis;

• Sistema imunológico enfraquecido;

• Histórico da doença na família;

• Uso da pílula anticoncepcional (acima de 5 anos);

• Tabagismo.

Sintomas do câncer de colo de útero

No estágio inicial, o câncer de colo de útero não apresenta sintomas. A detecção precoce do tumor maligno só ocorre se a mulher tem o hábito de fazer os exames preventivos anualmente. Caso contrário, a doença evolui silenciosamente até surgirem os sintomas:

• Corrimento: o corrimento na vagina com odor e coloração fora do comum é um indicativo de câncer de colo de útero;

• Sangramento: o sangramento vaginal, fora do ciclo menstrual, entre uma menstruação e outra, ou quando a mulher já está na menopausa, é outro sintoma dessa doença. O sangramento pode ocorrer também durante as relações sexuais;

• Dor: o câncer de colo de útero causa dor nas relações sexuais e também na pelve. Podem surgir dores nas costas e pernas;

• Anemia: o sangramento intenso e constante pode levar a um quadro de anemia;

• Outros: é importante lembrar que o câncer de colo de útero também pode causar problemas no sistema urinário e no aparelho intestinal.

Durante um exame de rotina, como o papanicolau, é possível rastrear esse câncer. Outra forma de diagnóstico é a realização de vulvoscopia e colposcopia, incluindo a coleta de material para a biópsia. Ressonância magnética, tomografia computadorizada e ultrassonografia são outros exames que podem ser feitos, principalmente quando a doença está em estágio avançado.

Quais são os estágios do câncer de útero?

Os quatro estágios nos quais a doença pode ser descoberta são os seguintes de acordo com a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO)

  • Estágio I: quando o câncer ainda está restrito apenas ao útero;
  • Estágio II: quando o câncer passa a comprometer além do colo uterino, mas ainda sem chegar até a parede óssea da pelve (parametrios )
  • Estágio III: quando o tumor atinge a parede da pelve, trompas e ovários ou o terço inferior da vagina; com ou sem hidronefrose; que é a dilatação dos rins por obstrução.
  • Estágio IV: quando o câncer alcança a bexiga, o reto ou outros órgãos fora da pele “verdadeira”

Há ainda um “estágio 0”, considerado um tipo de “pré-câncer”. Ele é identificado quando as células cancerígenas estão apenas superficialmente no colo do útero. Nesses casos, as chances de cura são altamente promissoras, chamadas de neoplasias intra-epiteliais.

Quais são os tratamentos para cada estágio do câncer de útero?

O principal tratando para a doença é a histerectomia, que significa a retirada cirúrgica total ou parcial do útero. Entretanto, há algumas outras opções, que devem ser avaliadas caso a caso pelo especialista. Confira:

Estágio 0: como ainda não há câncer efetivamente, além da histerectomia simples, o tratamento pode ser feito com cirurgia à laser, criocirurgia ou conização a frio, entre outras metodologias.

Estágio I: se a paciente desejar manter a fertilidade, pode ser realizada uma biópsia em cone para análise de material. Se as bordas do cone não apresentarem células cancerígenas, a paciente só precisará fazer exames periódicos, sem necessidade de mais tratamento. Se houver células cancerígenas, ela pode ser tratada com mais uma biópsia em cone ou com uma traquelectomia radical (que remove o colo do útero e a parte superior da vagina), nos casos mais severos em que o tumor atingiu os vasos sanguíneos ou linfáticos. As mulheres que não desejam manter a fertilidade podem fazer uma histerectomia total e/ou radioterapia da região pélvica.

Estágio II: para manter a fertilidade nesse estágio, só há a opção da traquelectomia radical, com remoção de gânglios linfáticos pélvicos. De outra forma, a paciente pode realizar uma histerectomia radical e radioterapia, interna ou externa, com ou sem acompanhamento de quimioterapia e em casos mais avançados ainda neste estagio quimiorradiação definitiva.

Estágio III: apenas quimioterapia com radioterapia podem ser aplicadas.

Estágio IV: no estágio mais avançado, o câncer já não é mais curável. A combinação de quimioterapia e radioterapia serve para aliviar os sintomas e promover mais qualidade de vida, mas não como um tratamento efetivo.

Nos casos de recidiva no mesmo local, há a opção mais radical de exenteração pélvica, que remove diversos órgãos da região, ou quimioterapia e radioterapia para retardar o avanço do tumor.

As melhores opções de tratamento do câncer de útero dependem de cada paciente, e do estagio de diagnostico e elas deverão ser discutidas com seus médicos designados.Tratamento do câncer de colo de útero

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer de Pâncreas: sintomas, causas e tratamento

Câncer de Pâncreas: sintomas, causas e tratamento

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo responsável pela produção de hormônios como insulina e a digestão de alimentos,  dividida em cabeça, corpo e cauda; e localizada bem profunda no abdômen, entre estômago, duodeno, baço e recebendo em sua cabeça as vias biliares.

O câncer de pâncreas é incomum em jovens, sendo mais comum a partir dos 60 anos. A incidência da doença aumenta com o avanço da idade chegando a quase 10x comparando jovens e idosos (80 anos)

O diagnóstico precoce é muito difícil e normalmente acidental, também não está entre os mais comuns. Corresponde a 2% de todos os casos de câncer no Brasil, porém 4% das mortes por câncer são em decorrência do câncer de pâncreas, tamanha sua agressividade.

A seguir, confira mais informações sobre o câncer de pâncreas, assim como seus sintomas, causas e tratamentos.

Quais são as causas e fatores de risco?

Não há uma causa específica que justifique o crescimento rápido e desordenado de células no pâncreas (assim como também acontece com outros tipos de câncer).

Existem, no entanto, alguns fatores de risco, que aumentam as chances de manifestação da doença. Veja alguns deles:

  • Antecedente na família de câncer de pâncreas parece ter algum envolvimento,
  • O principal fator de risco relacionado a doença é o tabagismo, chegando a 3x maior a chance no fumante x não-fumante. O tempo de consumo de tabaco e seus derivados e também sua quantidade aumentam esse risco.
  • Alimentação rica em carne, alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas associados a pouca presença de frutas, legumes e vegetais também aumentam o risco de desenvolver a doença,
  • Exposição prolongada a solventes e petróleo,
  • Pancreatite crônica e Diabetes Mellitus,
  • Cirurgia prévia para ulcera gastrica ou duodenal com retirada da vesícula biliar também é um fator.

Sintomas do câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas não apresenta sinais específicos, principalmente nos estágios iniciais o que dificulta e muito seu diagnostico precoce. Os sintomas dependem da região onde está localizado o tumor, e os mais genéricos são: perda de apetite e de peso, fraqueza, diarreia e tontura.

O tumor na cabeça do pâncreas provoca icterícia ( coloração amarelada na pele e olhos) devido a obstrução das vias biliares.

Em tumores avançados, dor na região das costas, nas mais variadas intensidades pode ocorrer. Outro sintoma de estágios mais evoluídos é o aumento do nível de açúcar no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina, demonstrando função do pâncreas já em declínio.

E o tratamento para a doença?

O câncer de pâncreas tem chances de alta sobrevida em 5 anos se for descoberto na fase inicial e tem como pilar do tratamento, a cirurgia. O principal objetivo da cirurgia é curar o paciente com câncer de pâncreas, removendo o tumor por completo com necessidade de margens oncológicas adequadas, sem deixar vestígios. Ela pode ser feita por via aberta ( mais comum e mais amplamente aceita e praticada), videolaparoscópica ou até mesmo robô assistida.

Radioterapia e quimioterapia, associados ou não, podem ser utilizados para redução do tamanho do tumor, alívio dos sintomas ou complementação da cirurgia.

Acesso nosso próximo artigo sobre câncer de pâncreas clicando aqui para conhecer um pouco mais a fundo sobre a doença. 

Agora você já conhece mais sobre o câncer de pâncreas, assim como seus sintomas, causas e tratamentos. Quer saber mais? Diagnóstico, rastreamento, novas alternativas ?! Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer de próstata: sintomas, causas e tratamento

Câncer de próstata: sintomas, causas e tratamento

O câncer de próstata é a manifestação da doença que afeta a glândula do aparelho reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga que, por sua vez, envolve a uretra (canal responsável pela ligação da bexiga a extremidade externa do pênis).

Quanto mais avançado é o grau do tumor, maiores são as mutações nas células: isso, consequentemente, resulta em maior agressividade do câncer.

É importante notar que a patologia costuma acometer homens mais velhos, com idade superior a 50 anos. Quando a doença é diagnosticada rapidamente, as chances de cura são altas. Porém, quando identificada apenas em estágio avançado, o risco de vida ao paciente é grande.

A seguir, confira mais informações sobre o câncer de próstata, assim como seus sintomas, causas e tratamentos!

Quais são as causas e fatores de risco?

Não há uma causa específica que justifique o crescimento rápido e desordenado de células na próstata (assim como também acontece com outros tipos de câncer).

Existem, no entanto, alguns fatores de risco, que aumentam as chances de manifestação da doença. Veja alguns deles:

  • Antecedente na família com câncer de próstata (como avô, pai ou tio). O risco é ainda maior caso o afetado pelo câncer de próstata seja um irmão;
  • Quando mais de um membro da família já teve a doença e o paciente tiver idade inferior a 65 anos, suas chances de desenvolvê-la aumentam entre 6 a 11 vezes;
  • Alimentação rica em carne vermelha e alimentos gordurosos com pouca presença de frutas, legumes e vegetais;
  • Altos níveis de estrogênio;
  • Obesidade e/ou sedentarismo;
  • Etnia (homens negros possuem maior chance de desenvolver câncer de próstata; os asiáticos, menor).

Sintomas do câncer de próstata

Em estágios iniciais, o câncer de próstata raramente se manifesta com sinais relevantes. Dificuldades miccionais (leves ou moderadas) são comuns e o indivíduo também pode sentir um nódulo endurecido na região da próstata.

Já em estágios avançados, os sintomas miccionais são mais expressivos, o que ocorre devido ao crescimento do tumor que começa a comprimir a uretra prostática.

E o tratamento para a doença?

O câncer de próstata é, na grande maioria dos casos, diagnosticado por meio do exame de toque retal (que deve ser realizado anualmente em homens com idade superior a 50 anos) e pela dosagem da PSA, uma proteína encontrada na circulação sanguínea.

O tratamento padrão, por sua vez, consiste na realização da prostatectomia radical, procedimento cirúrgico que retira as vesículas seminais, próstata e linfadenectomia ilíaco-obturadora bilateral.

O principal objetivo da cirurgia é curar o paciente com câncer de próstata, removendo o tumor por completo sem deixar vestígios. Ela pode ser feita por via retropúbica, perineal ou robô assistida.

Não fumar, ter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e realizar os exames (dosagem de PSA e toque retal) a partir dos 50 anos são hábitos que contribuem para a prevenção do câncer de próstata e para a saúde como um todo.

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Câncer de pele: tipos, causas e prevenção

Câncer de pele: tipos, causas e prevenção

Você sabia que o câncer de pele é o responsável por 25% de todos os tipos de câncer do corpo humano? Mais comum e mais fácil de ser adquirido, muitas vezes passa despercebido até apresentar os sintomas em avançado estágio de evolução.

Os números indicam o quanto a população mundial não tem por hábito se proteger durante a exposição solar, já que em 90% dos casos é o sol o responsável pelo seu surgimento. Exposições ao sol em praias ou piscinas não são os únicos fatores de risco, já que até simples caminhadas pelas ruas devem contar com a proteção de todo o poder nocivo dos raios solares.

Tipos de câncer de pele: saiba mais

A pele é o maior órgão do corpo humano e, por ser heterogênea, é capaz de apresentar vários tipos de câncer, divididos entre carcinomas e melanomas que indicam a origem das células em que se desenvolvem. Os carcinomas surgem das células epiteliais da pele, enquanto os melanomas são originários das células primitivas.

Os carcinomas são os mais comuns e apresentam maior chance de cura ao serem detectados precocemente, com indício mais baixo de mortalidade. Por se desenvolverem a partir de células embrionárias, os cânceres do tipo melanoma são muito agressivos e imprevisíveis, conseguindo criar metástase com mais rapidez.

Abaixo, confira os tipos de carcinomas e melanoma:

Carcinoma basocelular

É o tipo mais comum, que chega a constituir 70% dos casos. Seu tumor é formado por células basais e possui um crescimento muito lento, que diminui as chances de metástase. É o menos agressivo e, ao ser retirado cirurgicamente, tem altas chances de cura. O carcinoma basocelular atinge principalmente as partes mais expostas ao sol, tais como nariz, orelhas, pescoço e ombros, com aspecto mais perolado e eventuais sangramentos.

Carcinoma espinocelular

Esse tipo de câncer de pele é formado pelas células epiteliais e de tegumento, é mais agressivo que o basocelular e capaz de atingir mais rapidamente outros órgãos, caso não seja retirado a tempo. Atinge geralmente a ponta das orelhas e o couro cabeludo, acometendo principalmente homens acima de 60 anos.

A pele da região afetada começa a enrugar e alterar sua pigmentação.

Melanomas

Há vários tipos de melanoma, como o nodular, lentiginoso acral, maligno lentigo e maligno disseminado, sendo todos muito agressivos e capazes de passar rapidamente para outros órgãos. É de alto poder letal e, embora seja o mais raro, sua incidência vem aumentando em todo o mundo.

Outros tipos

Além dos principais tipos de câncer de pele, há ainda outros tipos com menor incidência, tais como o Tumor de células de Merkel, Linfoma de cutâneo de células, carcinoma anexial, carcinoma sebáceo e sarcoma de kaposi.

Como esse câncer surge e como se prevenir?

As queimaduras provenientes do excesso do sol vão danificando a pele, até que as células começam a crescer de forma descontrolada e anormal, gerando o câncer. Dessa forma, quanto mais vezes houver queimaduras, maiores serão as chances de seu surgimento. A exposição ao sol e o histórico de queimaduras do paciente são as causas mais frequentes de câncer de pele, mas há ainda outros fatores para seu surgimento, tais como:

  • Gênero: é um tipo de câncer que atinge mais homens que mulheres.
  • Idade: mesmo passível de surgir em qualquer idade, ele costuma afetar pessoas com mais de 60 anos.
  • Pele: pessoas com a pele mais branca e olhos claros tendem a ter o câncer de pele mais facilmente.
  • Baixa imunidade: indivíduos com a imunidade enfraquecida também tendem a desenvolver mais a patologia.

A prevenção principal é utilizar protetores solares sempre que se expor ao sol, inclusive em trajetos cotidianos. O diagnóstico é dado após minuciosa análise da região da pele afetada, que pode incluir uma biópsia.

O principal tratamento é a retirada cirúrgica da região com tumor, aliada a outras ações que podem impedir o desenvolvimento do câncer.

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Câncer de ovário: sintomas, causas e tratamento

Câncer de ovário: sintomas, causas e tratamento

O câncer de ovário ocorre quando há o crescimento desordenado e descontrolado de células em um ou ambos os ovários. Vale lembrar que a função do órgão feminino é produzir óvulos e dois hormônios sexuais: progesterona e estrógeno.

Esse tipo de cancro pode ocorrer em qualquer idade, apesar de acometer especialmente mulheres a partir dos 50 anos.

Neste artigo, reunimos informações sobre o câncer de ovário, assim como seus sintomas, causas e tratamentos. Acompanhe a seguir:

Câncer de ovário e seus tipos

Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que o câncer de ovário registra, em média, 5 mil novos casos anualmente. Mais de 3/4 deles, infelizmente, são diagnosticados já em estágio avançado, o que ocorre devido ao difícil diagnóstico da doença.

Existem três diferentes tipos de câncer de ovário. São eles:

1. Tumor epitelial: ocorre no tecido que reveste a parte externa dos ovários (manifestação mais comum da doença, correspondendo a algo como 90% dos casos);

2. Tumor de estroma: esse tipo de câncer de ovário se inicia no tecido que possui células responsáveis pela produção de hormônios e se manifesta em aproximadamente 7% dos casos;

3. Tumor de células germinativas: esse, por sua vez, câncer afeta as células responsáveis pela produção de óvulos. Extremamente raro, ele é mais comum em mulheres jovens.

Causas e fatores de risco

Não há uma causa esclarecida e/ou específica para o câncer de ovário. Sabe-se apenas que ele é causado por uma mutação genética capaz de alterar a característica das células, fazendo com que elas se multipliquem rapidamente e passem a invadir os tecidos do organismo.

Já os fatores de risco da doença são: herança genética (alteração nos genes passada de mãe para filha); histórico familiar; ausência de gravidez; menopausa depois dos 50 anos; realização de tratamentos para aumentar a fertilidade; terapia hormonal; uso de DIU; tabagismo e síndrome de ovários policísticos.

Sintomas do câncer

O câncer de ovário, infelizmente, costuma manifestar sintomas apenas em estágios mais avançados. São eles:

  • Dor na pelve e/ou região abdominal;
  • Aumento no volume/inchaço na região abdominal;
  • Sensação rápida de plenitude ou dificuldade para se alimentar;
  • Distúrbios urinários, como urinar em maior quantidade ou frequência.

Apesar de menos comum, também é possível a manifestação dos seguintes sintomas:

  • Prisão de ventre;
  • Indigestão;
  • Fadiga;
  • Dor na coluna ou durante o sexo;
  • Ciclo menstrual desregulado.

Tratamentos

O tratamento para câncer de ovário irá depender do estágio e tipo do câncer da paciente, além de qualidade de vida, idade, vontade de ter filhos e saúde como um todo.

O principal tratamento diz respeito à realização de cirurgias. Algumas das principais opções são:

  • Cirurgia Salpingo-ooforectomia unilateral: o processo remove uma trompa de falópio e um ovário;
  • Cirurgia Salpingo-ooforectomia bilateral: remove ambas as trompas e ovários;
  • Histerectomia total:  remove o colo do útero e o próprio útero.

Radioterapia, quimioterapia, medicina personalizada e terapias complementares também são métodos de tratamento para o câncer de ovário.

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Câncer: saiba mais sobre a doença

Câncer: saiba mais sobre a doença

Todo mundo já ouviu falar sobre câncer, mas nem todos sabem, exatamente, o que ele é. A doença atinge cerca de 14 milhões de pessoas no mundo todo, anualmente, fazendo mais de 8 milhões de vítimas. Esse número abriga mais de 100 tipos diferentes de câncer, entre os quais os mais comuns são os de pulmão e o de mama.

Trata-se de uma enfermidade na qual algumas células malignas e descontroladas se multiplicam, invadindo tecidos e os destruindo. Essas células, quando se acumulam, formam tumores. Os tumores cancerígenos ou malignos sinalizam perigo de vida, enquanto os benignos são constituídos apenas de células parecidas com as do tecido original, que se dividem vagarosamente.

Naturalmente, todas as células são compostas de cromossomos, que contêm genes. Os genes fornecem uma “memória química” chamada DNA, pela qual a célula “sabe” como se portar e o que fazer. No contexto do câncer, ocorre uma mutação genética, fazendo com que a célula receba instruções erradas. Ela passa, então, a se dividir agressivamente e a contaminar outras células.

Afinal, o que causa o câncer?

Há muitos fatores que podem provocar a doença. Os diferentes tipos de cânceres possuem suas próprias causas, a maioria externa, como o ambiente ou os hábitos nocivos do paciente. Em outros casos, a fonte do problema é interna, normalmente genética. É possível, ainda, que uma relação entre fatores internos e externos crie um risco maior.

Em 80% a 90% dos cânceres, as causas são externas. Elas incluem o tabagismo, o alcoolismo, hábitos sexuais, hábitos alimentares, radiação solar, uso de medicamentos e outros. Esses aspectos podem ser próprios do indivíduo ou comuns à sua posição social e cultural. A hereditariedade é possível, mas rara, mesmo que a genética influencie na doença. É mais provável, muitas vezes, que membros da mesma família tenham apenas sido expostos às mesmas condições.

O envelhecimento também facilita o surgimento das células enfermas. Além disso, idosos passaram mais tempo em contato com diversos fatores de risco. Portanto, pessoas de mais idade são mais suscetíveis à doença.

Tratamentos para o câncer

O tratamento depende do tipo de alteração maligna, o quão avançada ela está e as condições gerais do paciente. Muitas vezes, é preciso combinar mais de um tipo de tratamento para que ele seja eficaz. Confira, a seguir, os principais:

Cirurgia

A cirurgia retira o tumor cancerígeno e, se for feita ainda no início do desenvolvimento maligno, pode ser curativo. Em alguns casos, a cirurgia é indicada como parte do tratamento para reduzir danos ao organismo ou promover uma melhor qualidade de vida.

Quimioterapia

A quimioterapia compreende vários medicamentos, que podem ser aplicados de diversas maneiras, e que são levados ao corpo inteiro pelo sangue. Esses componentes químicos destroem as células malignas e impedem que elas continuem se multiplicando.

Radioterapia

Nesse tipo de terapia, radiações são aplicadas para destruir o tumor cancerígeno e impedir que as células se espalhem mais.

Por fim, vale acrescentar que o câncer é mais controlado do que curado, mas sua cura é de fato possível sob determinadas condições, principalmente quando o diagnóstico é realizado precocemente.

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4 tipos de tratamento do câncer

4 tipos de tratamento do câncer

O câncer é uma patologia que causa uma grande preocupação em todas as pessoas que a enfrentam, envolvendo familiares e demais pessoas do convívio do paciente. O problema, de fato, por vezes é incurável, mas é preciso que se saiba que existem perspectivas otimistas em diversas situações.

O que pouca gente sabe, por exemplo, é que há várias formas de tratamento que, quando realizadas ainda nos primeiros sintomas, podem proporcionar mais qualidade de vida e a remissão da doença.

A seguir, confira 4 tipos de tratamento de câncer:

Medicamentos

Os tratamentos mais recentes voltados para o câncer utilizam alguns medicamentos específicos que são diferentes dos medicamentos quimioterápicos tradicionais. Dentre os mais utilizados, estão a terapia biológica e a terapia alvo.

A terapia biológica utiliza do próprio sistema imunológico para combater o câncer e amenizar os efeitos colaterais de outras terapias também usadas durante o tratamento. Essas terapias biológicas são capazes de diminuir e até cessar o crescimento das células cancerosas, além de fortalecer o organismo para aguentar os impactos das outros procedimentos terapêuticos.

A terapia alvo, por sua vez, ataca diretamente o interior das células cancerosas, fazendo com que elas parem de se desenvolver. Dessa forma, é bem comum que ela seja utilizada em conjunto com as outras terapias tradicionais.

Quimioterapia

Uma das formas mais comuns de tratar o câncer é o processo de quimioterapia. Esse tipo de tratamento pode ser feito tanto por via oral como por via venosa. Em alguns casos, é utilizado mais de um medicamento quimioterápico, o que pode acarretar efeitos terapêuticos mais rápidos.

Esse tipo de tratamento é aplicado para tratar os tipos de câncer que se espalham pelo corpo, uma vez que é uma terapia sistêmica, que consegue atingir a todas as partes do organismo. As doses dos medicamentos são prescritas pelo médico especialista, o oncologista, que vai proceder de acordo com o tipo e a gravidade do câncer.

Radioterapia

Diferente da quimioterapia, esse tipo de tratamento é indicado para os casos em que o câncer afeta uma região específica do corpo. Existem duas formas de fazer radioterapia: através da radiação externa, que é realizada por meio de raios de alta energia, ou por meio da radioterapia interna, que é feita através de implantes que são colocados no corpo, próximos ao tumor.

Cirurgia

Por fim, outro tipo de tratamento bastante frequente para o câncer é a cirurgia, que, assim como a radioterapia, é capaz de tratar apenas uma parte específica afetada pelo tumor. Nesses casos, retira-se a parte comprometida do corpo, buscando-se extrair todo o tumor. Ainda nesse tipo de tratamento, podem ser indicadas também sessões de radioterapia ou de quimioterapia, a depender do órgão atingido pela doença.

Esses são os principais tipos de tratamento de câncer. O diagnóstico e a indicação do melhor procedimento a ser realizado, é claro, cabe ao médico especialista. Só esse profissional poderá avaliar o nível de evolução da doença em relação ao quadro de saúde do paciente, prescrevendo a metodologia terapêutica mais adequada.

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Por que ainda não se tem uma cura específica para o câncer?

Por que ainda não se tem uma cura específica para o câncer?

O que chamamos de câncer é, na verdade, uma série de doenças diferentes que possuem em comum o tumor maligno, que pode ser fatal. Para muitas dessas patologias, há tratamentos que podem impedir seu desenvolvimento e até mesmo exterminá-las, enquanto outras permanecem incógnitas para a medicina.

Assim como o Mal de Parkinson, o Alzheimer, a esclerose e a AIDS, grande parte dos cânceres não tem cura. Muitos tumores assustam pela sua imprevisibilidade e são devastadores para os pacientes e seus familiares.

Mas afinal, por que isso acontece? Para analisar a questão, vamos primeiro rastrear como acontece o desenvolvimento da doença.

Como se inicia um câncer?

Desejar a cura do câncer é como querer que as infecções também tenham uma solução para todos os seus tipos. Cada tipo tem um tratamento específico e, mesmo que tenham padrões comuns, ainda assim não é possível criar uma só fórmula para acabar de vez com essas doenças. O processo de pesquisa é gradual e distinto, onde, num grau comparativo, a oncologia ainda é uma área da medicina que “sabe pouco” sobre seu foco de atuação.

Cada tumor maligno tem as características próprias do órgão no qual se iniciou. Além disso, um mesmo tecido consegue ter uma evolução distinta, que pode ser diferente em cada pessoa. Tumores com aparência idêntica podem ter evoluções completamente opostas. Enquanto um avança mais lentamente e pode ser melhor detectado em exames, outro se espalha com muita rapidez, antes mesmo de serem descobertos.

A forma como as células se desenvolvem pelo corpo é o grande mistério da doença. Células saudáveis de um órgão só conseguem se desenvolver nele, enquanto as cancerígenas se espalham e se desenvolvem facilmente em qualquer local do corpo, o que se chama de metástase.

A estratégia do câncer é semelhante à estratégia da própria vida humana. Enquanto todos já fomos uma única célula a partir da fusão do espermatozoide com o óvulo, para em seguida se transformar em milhares, o câncer também se forma de uma única célula e se prolifera em milhares.

Segundo cientistas, quando a ciência conseguir ter identificado a causa dessa capacidade de proliferação de todos os tipos de tumores cancerígenos, será possível também saber como se forma a própria vida, já que os princípios são os mesmos.

Essa identificação pode fazer com que a ciência faça o processo inverso ao câncer: enquanto as células malignas destroem o corpo, a ciência poderá rejuvenescer, ampliando radicalmente a qualidade de vida da humanidade.

É possível, sim, curar alguns tipos de câncer

Há uma mística em torno do câncer, onde muitas pessoas ainda se referem a ele como o “nome que não se deve ser pronunciado”, como se apenas a menção sobre a doença fosse capaz de atraí-la.

O câncer não é uma doença em si, mas um tipo de doença. E é preciso identificá-lo para que seja ministrado o tratamento correto. Afinal de contas, não há um tratamento uniforme e sim várias possibilidades.

É importante ter em mente que o quadro do câncer não é tão desesperador e irreversível quanto se pode pensar. A grande maioria dos tumores tem grandes chances de serem curados na fase inicial. Alguns deles têm chance de reversão até mesmo em estágio avançado, como é o caso do câncer nos testículos.

Muitos pacientes vão aprendendo a trocar o nome “cura” por “controle”, ao conseguirem ter uma vida longa e de qualidade mesmo com a doença, apenas administrando o tratamento. O fundamental é manter os exames em dia, prevenindo imprevistos no futuro.

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Cirurgia para tumores: como funciona?

Cirurgia para tumores: como funciona?

Um dos possíveis e mais eficientes tratamentos para tumores é o procedimento cirúrgico. Hoje em dia, os mais variados tumores podem ser devidamente retirados por meio de cirurgia, com métodos cada vez mais seguros e minimamente invasivos.

Nesse contexto, antes de abordarmos mais profundamente o procedimento, é válido entender o que é e como exatamente “se forma” um tumor. Vamos lá?

A ocorrência dos tumores

O tumor corresponde a um crescimento desordenado de células em qualquer tecido do corpo humano. Eles aparecem quando as células se subdividem em grandes quantidades. Além disso, quanto ao grau de perigo, os tumores podem ser classificados como benignos e malignos.

A depender do local do corpo onde ele cresce, o tumor pode se espalhar para outras regiões em um processo conhecido como metástase. Sendo assim, para evitar esse processo de propagação, um dos tratamentos possíveis e mais eficientes é a cirurgia.

A realização da cirurgia para tumores

As causas para o surgimento de algum tumor no organismo do indivíduo são variadas. Entre elas, podemos citar desde traumas e fatores genéticos a hábitos nada saudáveis, tais como má alimentação, tabagismo, excesso de bebidas alcoólicas e outros.

O tumor no intestino, por exemplo, pode ser tratado por meio de uma intervenção cirúrgica. Sendo assim, o tipo de cirurgia que será efetuada dependerá do local onde está o câncer, bem como de outros fatores, tais como o seu tipo (se é benigno ou maligno), do tamanho e também do quanto ele já se propagou pelo organismo. Em determinadas situações, há a possibilidade apenas de retirar um pedaço ínfimo da parede do intestino ou, caso necessário, extrair uma porção maior.

A cirurgia também pode ser uma intervenção viável para tratar tumores no pulmão. Sendo assim, técnicas cirúrgicas distintas podem ser realizadas nesse caso. Uma delas é a chamada Pneumonectomia, que consiste na extração de todo o pulmão. A lobectomia, por sua vez, efetua a retirada do lobo inteiro do pulmão que foi atingido pelo tumor. Há também a Segmentectomia, em que só uma parcela do lobo é retirada.

Nesse cenário, é importante salientar que o tipo de cirurgia a ser realizado levará em consideração questões como o tamanho e a localização do tumor no pulmão (e o mesmo ocorre quando o procedimento considera outros órgãos).

Além disso, a cirurgia para tumores também pode ser efetuada quando a região atingida é o cérebro. Tais intervenções cirúrgicas são delicadas, pois deve ser feita sem acarretar nenhuma alteração nas funções normais do órgão.

É importante que o paciente tenha em mente, no entanto, que com os recursos tecnológicos que os médicos possuem à disposição atualmente, tais procedimentos cirúrgicos são realizados com bastante sucesso em grande parte dos casos.

No caso do cérebro, o procedimento para remoção do tumor também considera o tipo e a localização do mesmo – nesse órgão, o especialista tentará retirar a maior quantidade de tumor possível.

Portanto, a cirurgia para tumores, sejam eles cerebrais, no intestino, ou em qualquer outra região do corpo, é um procedimento de extrema importância para o tratamento dos cânceres e outras patologias atualmente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Tudo o que você precisa saber sobre quimioterapia

Tudo o que você precisa saber sobre quimioterapia

Você provavelmente já ouviu falar em quimioterapia, certo? Trata-se de um procedimento frequentemente indicado para tratamentos de câncer. Nesse sentido, os compostos químicos usados nesse tipo de terapia eliminam as células cancerígenas de desenvolvimento rápido.

Vale destacar que o processo pode ser prescrito em conjunto com outros tratamentos do câncer, tais como a radioterapia e a cirurgia oncológica. A quimioterapia pode ser ministrada por via oral ou na forma injetável. Para saber mais sobre o processo terapêutico, acompanhe a leitura!

Conheça os tipos de quimioterapia

  • Quimioterapia curativa: Este procedimento é aplicado quando o objetivo é atacar diretamente o tumor, impedindo o crescimento das células neoplásicas. Serve para casos de tumores nos testículos, leucemia aguda, doença de Hodgkin e outros tipos de câncer.

 

  • Quimioterapia adjuvante: É utilizada após a cirurgia de câncer. A finalidade, neste caso, é matar eventuais células cancerígenas localizadas na região próximo do tumor, removido cirurgicamente, e daquelas que estejam circulando pelo corpo. Um exemplo de aplicação da quimioterapia adjuvante é sua realização após a retirada da mama afetada pelo câncer.

 

  • Quimioterapia neoadjuvante: Este tipo de quimioterapia é utilizado antes de um procedimento cirúrgico ou da radioterapia. O objetivo é reduzir parcialmente o tumor, antes de fazer a cirurgia ou submeter o paciente à radioterapia. Costuma ser aplicada em casos de câncer em tecidos moles.

 

  • Quimioterapia paliativa: Aqui, o objetivo não é a cura do câncer, mas a sobrevida do paciente, como é o caso de pessoas que tem tumores nos pulmões.

Efeitos da quimioterapia

A ação da quimioterapia não fica restrita ao câncer: afeta também as células saudáveis. Por isso, o tratamento quimioterápico é realizado em ciclos, para não prejudicar a renovação celular da medula óssea e das mucosas que revestem o aparelho digestivo.

A toxidade varia conforme o tipo de composição química, quantidade de doses, estado de saúde e idade do paciente. A tomada de decisão quanto à realização ou não da quimioterapia leva em conta vários critérios:

  • Se há contraindicação ao paciente quanto às drogas que serão utilizadas na quimioterapia;
  • Se o paciente está ou não com infecção;
  • Se o emagrecimento do paciente, a partir do diagnóstico de câncer, não é superior a 10% do peso corporal anterior;
  • Se a composição do sangue está dentro do padrão (são analisadas as taxas de hemoglobina, leucócitos, plaquetas, neutrófilos, ureia, ácido úrico, bilirrubina, creatinina e transaminases);
  • Como se encontra a capacidade funcional do paciente, conforme os parâmetros Karnofsky e Zubrod.

Alguns pacientes podem ter poucos ou nenhum efeito colateral. Nem todos sofrem queda de cabelo, náuseas e vômitos diários, durante a quimioterapia. Cada organismo reage de maneira diferente.

Em alguns casos, a quimioterapia também pode afetar o funcionamento do coração, pulmões, fígado e sistema nervoso. Outro problema é que, anos depois, pode surgir outro tipo de câncer. Todos esses esclarecimentos serão feitos pela equipe médica, antes de definir a melhor estratégica de tratamento do câncer.

O check-up anual é importante para o diagnóstico precoce de várias doenças, como o câncer. Homens, por exemplo, devem fazer o exame de próstata anualmente. Da mesma forma, as mulheres precisam fazer os exames preventivos de câncer de mama e do útero.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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