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Câncer é hereditário?

Câncer é hereditário?

A herança genética preocupa muita gente, principalmente quando se trata de tumores, porque, geralmente, essa condição favorece o desenvolvimento de determinadas patologias. Mas, apesar disso, podemos dizer que o câncer é hereditário?

Antes de responder o questionamento deste artigo, ressalto que existe, sim, a chance de determinados indivíduos desenvolverem tipos de cânceres que tenham relação com o DNA herdado. Quer ver um exemplo?

Em geral, as mulheres que herdam genes modificados, como BRAC1, BRAC2, têm 80% de chance de desenvolverem cânceres de ovários e mama. Da mesma forma, o retinoblastoma, câncer na retina, pode evoluir nas pessoas que apresentam modificação no gene RB1. 

Por outro lado, quando a condição cancerígena está presente no pulmão, que é o tipo que mais mata no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é o principal fator de risco.

Ou seja, o ato de fumar aumenta em 40 vezes a possibilidade de alguém desenvolver o tumor, porque, das 5 mil substâncias químicas presentes na fumaça, 50 são cancerígenas.

Quer saber se a hereditariedade é um fator determinante no aparecimento de neoplasias? Então, continue a leitura!

Afinal, câncer é hereditário?

Em geral, todos nós recebemos cópias dos genes do pai e da mãe, correto? E, na maioria das vezes, essas transcrições genéticas são normais. Porém, algumas pessoas recebem esses materiais com alterações, seja do lado materno ou seja do lado paterno.

E, normalmente, as pessoas com mutações hereditárias apresentam 50% de chance de transmitir a doença aos filhos, porque essas modificações potencializam a ameaça de câncer, mas isso não amplia a chance de elas desenvolverem cada tipo de tumor. Além disso, nem todo mundo que nasce nessa condição desenvolve cancro.

Então, de modo geral, o câncer não é hereditário. No entanto, se há casos recorrentes ou manifestações precoces na família, é importante, sim, dar uma atenção especial à prevenção.

Quais tipos de câncer são considerados hereditários?

Como adiantei, o de mama e o de ovários são resultado da herança autossômica dominante, cuja relação está associada à influência de alterações germinativas nos genes.

Nesse caso, as mulheres que possuem histórico familiar precisam realizar o teste genético, a fim de que o especialista possa indicar o tratamento mais apropriado no caso de haver manifestação da doença.

Inclusive, a depender da gravidade, algumas são orientadas a passar por cirurgias preventivas, no intuito de diminuir a probabilidade de manifestação do tumor. Há outros, ainda, que podem ser causados devido a alterações nos genes, veja alguns:

  • gástrico;
  • próstata;
  • rim;
  • tireoide;
  • intestino;
  • retina;
  • pâncreas;
  • colorretal.

Que fatores aumentam a chance de se desenvolver a doença?

É importante ressaltar que, além da condição genética, alguns indicadores externos também precisam ser levados em consideração. Dentre eles, está a obesidade, quando se pensa em possibilidades de o indivíduo desenvolver neoplasias.

Se você não sabe, mais de 10 tipos de cancro estão associados ao excesso de peso. Portanto, é fundamental observar com atenção a tabela de Índice de Massa Corporal (IMC), principalmente quando o IMC é igual ou superior a 30.

Outros motivos, comumente ligados à manifestação de tumores, têm relação com a exposição contínua à radiação e ao tabagismo — somente no Brasil, o índice de mortalidade no caso de a enfermidade ocorrer no pulmão chega a 82%.

Nesse sentido, também é imprescindível lembrar que alguns medicamentos, algumas infecções e a falta de uma alimentação saudável também aumentam o risco de desenvolvimento da doença.

Então, o câncer é hereditário? Agora, você consegue ter uma noção sobre o peso da hereditariedade na manifestação das neoplasias. Contudo, o entendimento sobre a transmissão da patologia é mais complexo e implica avaliação médica e exames.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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6 sinais de câncer do colo do útero

6 sinais de câncer do colo do útero

Você sabia que o câncer de colo do útero foi o responsável pela morte de 530 mil mulheres no mundo? Sabe dizer por que essa neoplasia está dentre as que mais atingem as mulheres da América Latina?

Bem recentemente, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fez a triste constatação de que as mulheres latinas, juntamente com as do Caribe, estão em perigo.

Incidência do câncer do colo do útero

Infelizmente, todo ano são registrados cerca de 56 mil novos casos, e aproximadamente 28 mil mulheres perdem a vida. Se incluirmos Canadá e EUA, o número de diagnósticos sobre para 72 mil e o de óbitos chega a 34 mil.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de 16.370 novos casos e mais de 6 mil mortes em função desse tipo de tumor. Para que você tenha uma ideia da projeção estatística da doença nas regiões brasileiras, infelizmente, as mulheres do Norte do país são as mais afetadas — seguidas pelas das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Apesar de, neste artigo, eu reportar as mazelas do câncer do colo do útero, também trago boas notícias: sim, é possível prevenir a doença! Então, se você quer ficar por dentro dos sinais dessa enfermidade para se proteger, leia este artigo até o final!

1. Corrimento vaginal anormal

Se você perceber alterações como coloração marrom e mau cheiro, consulte o seu ginecologista, porque ele poderá, por meio de exames, averiguar o quadro. Afinal de contas, não dá para bater o martelo nem para sim nem para não, antes de investigar os motivos.

2. Sangramento vaginal sem motivo

Outro ponto de atenção são os sangramentos entre as menstruações e também durante as relações sexuais. Caso você perceba essa modificação, não hesite em consultar o ginecologista, porque, quanto mais cedo essa alteração for identificada, melhor será para a sua saúde.

3. Perda de peso

Devo dizer que esse é um processo de autoconhecimento, pois não há ninguém mais capacitado que a própria pessoa para perceber certas mudanças, ainda que sutis. Portanto, se o seu peso é 65 kg e, no espaço de um mês, ele cai 5 kg, 8 kg, 10 kg, 17 kg, sem exercício ou dieta, então, algo precisa ser verificado.

4. Sensação de pressão

Não se engane, pois o corpo fala. É claro que não devemos confundir qualquer sintoma com os sinais do câncer de colo do útero. Contudo, determinadas sensações, quando são persistentes, devem ser investigadas.

Por exemplo, a percepção de pontadas ou compressão no interior da barriga, dependendo da região, tende a indicar problemas no útero. Principalmente se, aliado a isso, também estiverem os sintomas citados anteriormente e os que virão em seguida.

5. Dor abdominal

Durante o contato íntimo ou quando você vai ao banheiro, a dor pélvica é persistente? Então, marque uma consulta com o clínico geral para avaliar essa insistência, porque as pequenas manifestações podem esconder grandes problemas.

6. Vontade de urinar com frequência

Uma mulher quando está grávida, normalmente, sente vontade de ir ao banheiro com mais frequência, correto? Mas, se essa não é a sua condição, fique ligada, porque pode ser sintomas de cistite, diabetes, ansiedade, depressão e até do câncer em questão neste artigo. Nesse caso, somente uma análise aprofundada poderá determinar a causa.

Viu como é possível se proteger do câncer do colo do útero somente observando, com atenção, algumas ocorrências? Nesse sentido, convido você para compartilhar essa informação com outras mulheres, pois, juntos, podemos mudar essas estatísticas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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6 dicas para prevenir o surgimento de câncer

6 dicas para prevenir o surgimento de câncer

O câncer pode ser evitado? Quais são as chances de você reduzir a probabilidade de manifestação da doença? Alguém da sua família ou você já teve ou tem algum tumor? Nossa, quantas perguntas!

Quando faço esses questionamentos, o meu objetivo é entender o quanto você sabe sobre esse universo, que infelizmente faz parte da vida de muita gente.

Informação como ferramenta de prevenção ao câncer

Afinal de contas, nós, na condição de profissionais da saúde, não podemos determinar métodos de imunidade total, mas podemos ajudar você a ter uma saúde melhor. Ou seja, não nos cabe dizer faça isso ou aquilo e nunca terá câncer, pois há outros indicadores envolvidos nessa compreensão.

Apesar disso, temos a importante missão de fornecer informações relevantes de prevenção. Então, neste artigo, listei algumas condições que ajudarão você a diminuir o risco. Quer ver quais são elas? Continue a leitura!

1. Pratique exercícios físicos

O nosso corpo não foi constituído para ficar parado. Por isso, não é de espantar que haja relação entre sedentarismo e diversas doenças.

Quando o seu corpo não está em movimento, a chance do surgimento de determinadas patologias, como depressão, obesidade, pressão alta, cardiopatias, diabetes, osteoporose e trombose são iminentes. Por sinal, muitas dessas condições estão associadas à formação de tumores.

Para que você tenha uma ideia, as mortes relacionadas ao sedentarismo em 2017 passaram de 1 milhão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Portanto, os benefícios das atividades físicas são incontestáveis quando falamos de bem-estar.

2. Evite comidas industrializadas

Já ouviu essa expressão: se você não consegue ler o que está escrito no rótulo, então não é bom para a saúde? Pois é!

De fato, as transformações na sociedade, desde a Revolução Industrial, são incontestáveis, principalmente depois do advento da internet. Hoje, a maioria das pessoas, em função da vida corrida, come fora de casa e, muitas vezes, consome comidas industrializadas.

No entanto, a alta concentração de sódio, açúcar e substâncias químicas tornam esses alimentos nocivos. Portanto, consumir essas iguarias com frequência é colocar a vida em risco.

3. Adote alimentação saudável

Por outro lado, as vantagens de ingerir produtos naturais são muitas, porque, com o consumo de frutas, legumes, verduras, grãos, conseguimos obter as vitaminas de que o organismo precisa.

Por exemplo, alguns cânceres são evitados quando você consome mais fibras, gorduras boas, frutos do mar. Enfim, quanto mais nutritivos forem os alimentos, melhor. Dessa forma, procure descascar mais e desembalar menos, combinado?

4. Fique longe do cigarro

O câncer de pulmão é um dos que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente porque a fumaça contém cerca de 50 substâncias cancerígenas. E, normalmente, a formação do tumor tem relação direta com o ato de fumar. Nesse caso, faça o possível para evitar esse hábito.

5. Faça sexo seguro

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) comumente estão associadas aos cânceres de pênis, de colo do útero e de garganta. É fato que o sexo não seguro pode desencadear uma série de problemas. Dessa forma, cuide da sua intimidade e, consequentemente, isso aumentará a sua expectativa de vida.

6. Faça exames periódicos

Fazer check-up pelo menos 1 vez no ano também é uma forma de evitar o surgimento de tumores, porque, com os exames em dia e o olhar atento do médico, os riscos diminuem. Afinal de contas, o seguro morre de velho.

Viu como algumas pequenas atitudes contribuem com a manutenção do seu bem-estar e protegem você do câncer? Então comece a praticá-las hoje mesmo e compartilhe essas boas-novas com o máximo de pessoas, porque, assim, também estará ajudando-as a blindarem mais a saúde.

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Cirurgia para câncer de cólon: saiba como é realizada

Cirurgia para câncer de cólon: saiba como é realizada

O câncer de cólon, que também é conhecido como câncer colorretal e câncer de intestino, está entre os que mais matam brasileiros — perde apenas para o de próstata, segundo a Agência Nacional para Pesquisa do Câncer. Um tratamento importante para a doença é a cirurgia para o câncer de cólon.

Para que você tenha noção da gravidade, mais de 36 mil novos casos surgirão até o final de 2019, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, é importante ressaltar que entre 2008 e 2017 o crescimento da neoplasia foi de 27% e o número de óbitos entre 2006 e 2016 chegou a 45%.

No mundo, a situação não é muito diferente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa neoplasia também ocupa as primeiras posições no ranking dos cânceres de maior mortalidade. Nesse sentido, a entidade ainda alerta para o surgimento de 1,4 milhão de novos casos.

Vale acrescentar que, como forma de tratamento, a intervenção cirúrgica nesse contexto é o método mais recomendado, inclusive na fase inicial da doença. Então, a fim de esclarecer o processo de cirurgia para o câncer no cólon, preparei este artigo. Leia-o até o final e veja como esse procedimento ajuda a salvar vidas!

Quais são os estágios do câncer de cólon?

Necessariamente, a metodologia cirúrgica adotada pelo especialista dependerá muito da evolução do tumor. De todo modo, a cirurgia é fundamental, sobretudo no início. Porém, antes de partimos para os pormenores da operação, destaco alguns estágios dessa neoplasia.

Estágio 1

Quando o tumor fica retido na camada muscular do cólon ou na mucosa ou reto alto, a probabilidade de cura é alta — com recuperação de até 95%.

Estágio 2

Esse é o instante em que o tumor fica delimitado à parte da membrana que reveste o reto ou o cólon, também chamada de serosa. Ou seja, nessa fase, os órgãos vizinhos são atingidos. E, nessas condições, a operação é combinada com outros procedimentos no pós-operatório, o que dá ao paciente a chance de até 84,5% de cura.

Estágio 3

Quando os linfonodos próximos da região do cólon ou do reto são afetados, mesmo que isso não tenha atingido outros órgãos, a cirurgia também é combinada com outras metodologias no pós-operatório. Contudo, é fundamental avaliar riscos, como o retorno da doença, por exemplo. Aqui, a probabilidade de o enfermo ser curado varia entre 34,9% a 87,6%.

Estágio 4

Nessa condição, o procedimento cirúrgico é recomendado em casos muito específicos, porque essa é a fase em que o tumor já se espalhou para órgãos mais distantes, como ossos, pulmão, fígado. Portanto, a possibilidade de melhora não passa de 20%.

Quais são os tipos de cirurgia para câncer de cólon?

O cirurgião, a depender da necessidade, poderá optar por intervenção colonoscópica, que se trata de um processo pouco invasivo. Logo, ela é ideal para a retirada de tumores superficiais ou pequenos, confinados na membrana mucosa. Entretanto, há outros procedimentos, como será mostrado a seguir.

Laparoscopia

A operação de colectomia remove uma parte do cólon ou todo ele e os gânglios linfáticos perto do órgão. Ela pode ser feita via laparoscópica, através de pequenas incisões — orifícios por onde o aparelho é introduzido. Assim, o cirurgião pode acompanhar o procedimento passo a passo, com o auxílio da câmera.

Aberta

Esse método tem como objetivo retirar a parte afetada do intestino. Trata-se de uma cirurgia de médio porte, cuja duração pode chegar a 4 horas. Em raríssimos casos, o cirurgião opta pela colostomia temporária. Mas, é claro, isso também depende da condição oncológica do paciente.

A cirurgia para câncer de cólon é o principal método, sobretudo, quando a doença está na fase inicial. Mas, infelizmente, 45% dos brasileiros deixam de realizar exames de rotina de fezes e urina que são vitais para a manutenção da saúde. Então, alerte outras pessoas e faça os testes também.

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5 mitos e verdades sobre o câncer

5 mitos e verdades sobre o câncer

Os números de mortes causadas por algum tipo de câncer, geralmente, tendem a deixar as pessoas assustadas. Por isso, muitas nem querem ouvir essa palavra, por receio ou medo de atrair a doença para as suas vidas. Provavelmente você conhece alguém assim, não mesmo?

No entanto, mesmo que isso soe negativo, não podemos fechar os olhos, uma vez que a desinformação provoca ainda mais danos. Por exemplo, algumas pessoas acreditam que a doença é contagiosa, quando, na verdade, não é.

Quer mais? Outras acham que receber o diagnóstico de algum tumor é decreto de morte. É claro que, em determinados casos, as chances de um paciente sobreviver são mínimas, mas, a depender do estágio, do tipo, do tratamento, sim, é possível ter sucesso no combate à patologia.

Percebeu como alguns posicionamentos podem confundir as pessoas? Então, pensando nisso, preparei este artigo no intuito de expor alguns mitos e verdades a respeito da doença. Quer ver? Continue a leitura!

1. A amamentação protege do câncer de mama

Sim, e isso tem uma explicação. Para que você tenha ideia, o ato do bebê ao sugar o seio da mãe promove um movimento, gerando certa esfoliação mamária.

Dessa forma, algumas células são eliminadas, ao passo que outras são renovadas. E, no final da lactação, aquelas cujo material genético apresenta lesões se autodestroem.

2. O tumor é hereditário

Depende, pois nem todos os cânceres têm relação com a hereditariedade. Por exemplo, o tumor que surge na mama pode ter relação com alguma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Ou seja, é uma característica que pode ter sido herdada.

Porém, a neoplasia que aparece no pulmão, na maioria dos casos, tem o cigarro como causa principal de sua manifestação, uma vez que na fumaça são encontradas cerca de 50 substâncias cancerígenas. Viu como não podemos generalizar?

3. O uso de micro-ondas provoca neoplasias

Já ouviu essa por aí? Então, o modelo de radiação presente no micro-ondas não é capaz de gerar danos ao DNA das células, ou seja, mais um mito. No entanto, mesmo que o eletrodoméstico não seja nocivo, a minha orientação é que você o utilize conforme as instruções do fabricante, certo?

4. Rosto, pescoço e nariz são áreas suscetíveis à doença

Sim, é verdade. Geralmente, essas regiões ficam mais expostas à radiação solar, sendo assim, ficam mais suscetíveis às alterações genéticas. Logo, a probabilidade de um indivíduo desenvolver um tumor nesses locais é significativa. Portanto, use protetor solar diariamente e chapéus e bonés nos dias mais ensolarados.

5. As atividades físicas e a alimentação saudável ajudam a prevenir a doença

Com certeza. Normalmente, quando você combina práticas saudáveis, aumenta de maneira considerável as chances de ter uma vida sem doenças. Inclusive, o sedentarismo está associado a diversas patologias que levam ao surgimento de cânceres — a obesidade é uma delas.

A verdade é que ninguém quer ter câncer, e isso parece óbvio. Entretanto, a busca pela informação correta deve ser rotineira, principalmente numa época em que a disseminação das informações passa por outros canais de comunicação, que muitas vezes não são oficiais. Então, para evitar problemas e dúvidas, investigue sempre!

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Como é o tratamento cirúrgico do câncer gástrico?

Como é o tratamento cirúrgico do câncer gástrico?

Dos tumores que surgem no estômago, o câncer gástrico é o responsável por cerca de 95% deles, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ao passo que os linfomas representam 3% e os sarcomas, que são um tipo bastante raro, constituem o restante dessa projeção.

Fatores de risco para o câncer gástrico

Geralmente, esse tipo de doença atinge pessoas com mais de 50 anos, principalmente os homens entre 60 e 70 anos. Ou seja, 65% dos pacientes têm em comum essa característica. Vale dizer que em 2017 a neoplasia matou 14.314 brasileiros, dos quais 5.107 eram mulheres e 9.207 eram homens.

Mesmo que as estatísticas apontem para números de mortalidade significativos, é importante acrescentar que a possibilidade de cura não é nula. Inclusive, há casos de pacientes que se viram livre da neoplasia depois do tratamento cirúrgico.

No entanto, ressalto que a detecção precoce é fundamental, porque isso ajuda a potencializar a taxa de sobrevida dos pacientes. Então, neste artigo destaco como é feito o tratamento cirúrgico do câncer gástrico, levando em consideração os estágios da doença, vamos lá?

Estágio 1

Geralmente, nessa fase, o tumor fica numa camada superficial do estômago, sendo possível obter a cura pelos meios cirúrgicos. A partir daí, podemos recorrer à cirurgia ou ao procedimento endoscópico.

É imprescindível acrescentar que nem todos os candidatos à cirurgia são aptos para método endoscópico, uma vez que alguns tumores, mesmo que de forma rasa, conseguem entrar profundamente na parede gástrica. Então, a metodologia adotada dependerá do diagnóstico do paciente.

Estágio 2

Quando o tumor atinge o revestimento muscular do estômago ou compromete uma quantidade significativa de linfonodos próximos dessa área, adota-se a cirurgia radical, chamada de gastrectomia.

Nesse tipo de operação, retiram-se as partes afetadas do intestino e do esôfago. Contudo, a depender do quadro, o baço também é retirado. Vale acrescentar ainda que essa técnica, normalmente, trabalha em conjunto com outros tipos tratamentos.

Estágio 3

À medida que o câncer gástrico avança, a metodologia adotada tende a ser mais incisiva, porque nessas etapas, geralmente, os tumores ganham outras proporções. Por exemplo, no estágio 3, o tumor já não está numa camada superficial, mas infiltrado no órgão.

Logo, isso compromete de 7 a 15 linfonodos linfáticos nas proximidades do estômago. Portanto, a gastrectomia também é a opção indicada, principalmente porque ela é combinada com outros métodos.

Estágio 4A

Quando temos mais de 15 linfonodos comprometidos, certamente, estamos diante de um caso em que os órgãos vizinhos foram atingidos. Portanto, a remoção dos órgãos afetados é o que pode ajudar o paciente, logo, é a estratégia principal.

Até porque a probabilidade de disseminação da doença é alta. Então, o tratamento cirúrgico é a maneira que se tem de reforçar a ação do procedimento terapêutico.

O sucesso do tratamento cirúrgico do câncer gástrico depende de alguns fatores fundamentais, como a descoberta precoce da doença. Sabemos que esse tipo de doença não é tão fácil de ser detectado, mesmo assim, você deve se atentar para os sintomas, já que eles indicam possíveis problemas.

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Tire suas dúvidas sobre o câncer de rim

Tire suas dúvidas sobre o câncer de rim

Muitas vezes silencioso, e por isso perigoso, o câncer no rim não é um dos tumores malignos mais comuns, mas, ainda assim, deve ser fonte de preocupação para todos. Afinal, mesmo que represente apenas 3% das doenças malignas que atingem pessoas no mundo todo, a verdade é que em 1/3 dos casos, o câncer é diagnosticado quando já alcançou a metástase. 

Além disso, o Brasil não tem nenhum programa específico que busque evidenciar casos desse tipo de tumor em adultos e idosos do país. Isso torna ainda mais importante que você entenda exatamente o que é esse tipo de tumor e seus sintomas.

Neste post, conheceremos as principais características do câncer nos rins, seu tratamento e as formas de prevenção. Acompanhe!

O que é o câncer de rim? 

Trata-se de um tumor que acomete o sistema urinário. Vale lembrar que a principal função do rim é ajudar na eliminação de substâncias metabolizadas pelo organismo, levando as impurezas para a urina, e, por isso, essa é uma das funções comprometidas durante o câncer nesse órgão. 

De uma forma geral, esse tipo de tumor surge unicamente em um dos rins, por meio da proliferação desenfreada das células dos túbulos dos néfrons, formando nódulos. Porém, também é possível que o câncer atinja os 2 rins ao mesmo tempo e até se espalhe rapidamente para os órgãos mais próximos. 

Sintomas 

É muito raro que a doença apresente sintomas, principalmente em seus estágios iniciais. Já nos casos avançados, existem alguns, como: 

  • sangue na urina;
  • dor abdominal;
  • dores constantes nas costas; 
  • perda de peso; 
  • fadiga constante; 
  • dor no flanco; 
  • febre.

Como é feito o diagnóstico? 

Geralmente, o diagnóstico é feito por acaso, quando o paciente está fazendo exames de rotina ou relacionados à outra doença. Quando pensamos na doença nos estágios iniciais, então, esse processo é ainda mais comum. 

Atualmente, não existe um tipo de exame que sirva apenas para identificar o câncer renal, mas traços do tumor podem ser identificados no exame de sangue, de urina e, principalmente, ultrassom e tomografia computadorizada. 

Qual o tratamento?

O melhor tratamento para esse tipo de câncer é a cirurgia, que pode retirar completamente o rim ou apenas o tumor, a depender do estágio da doença. Em casos mais graves, é possível que seja necessário retirar, além do rim, a glândula adrenal e linfonodos da região. 

Como prevenir o câncer no rim? 

Manter uma vida com alimentação saudável, prática de exercícios, evitar fumar e beber, são alguns dos pontos que podem ajudar na prevenção, não só desse tipo de câncer, mas também de diversos outros. 

Por fim, fazer exames de rotina anualmente e acompanhar de perto os resultados também são maneiras de identificar a doença em seus estágios iniciais e evitar o avanço do tumor. 

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Câncer no pulmão — diagnóstico e tratamentos

Câncer no pulmão — diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico e tratamento do câncer no pulmão são duas grandes dúvidas de boa parte das pessoas. Afinal, apesar de ser um dos mais vistos, as informações são pouco divulgadas. 

Ao contrário do que alguns imaginam, a verdade é que esse tumor é altamente tratável quando identificado ainda no início. Para tanto, reconhecer os sintomas e manter uma rotina de exames é crucial. 

Acompanhe este artigo e entenda as principais formas de diagnóstico e tudo o que você precisa saber sobre o tratamento do tumor nos pulmões. 

Como é feito o diagnóstico de câncer no pulmão?

Quase sempre assintomático em suas fases iniciais, identificar esse tipo de câncer por meio dos sintomas é bem difícil. Muitas vezes, o paciente só começa a apresentar os sinais mais graves, como tosse com sangue, depois que o tumor se tornou metastático. 

Além disso, não há um exame específico apenas para identificar a doença. A principal forma de diagnóstico, então, é por meio de exames de imagem, como a radiografia do tórax, que deve ser acompanhado de uma tomografia computadorizada para confirmar a presença de tumor no pulmão. 

A inclusão de exames de imagem na rotina é uma ótima forma de garantir a identificação da doença em seu estágio inicial. 

Grupos de risco   

Para quem faz parte do grupo de risco desse tipo de câncer, é ainda mais importante garantir uma rotina de exames recorrentes. Cerca de 90% dos casos da doença são provocados por fumo ou exposição a agentes químicos, como o amianto, radônio, arsênio e outros. 

Quais os principais tratamentos disponíveis? 

O tratamento adotado vai depender de uma série de fatores, desde o tipo de câncer no pulmão, o estágio em que a doença se encontra e até o estado físico do paciente. Algumas vezes, é possível utilizar mais de um tratamento ao mesmo tempo, visando a melhora na qualidade de vida da pessoa. 

Cirurgia 

Quando o câncer ainda é pequeno e é identificado em sua fase inicial, a melhor forma de tratamento é a cirurgia. Isso porque todo o tumor é removido durante a operação e isso potencializa as chances do paciente de tratar a doença. 

A depender do caso, a cirurgia retira apenas o tumor, uma parte inteira do pulmão atingido pela doença ou, até mesmo, o pulmão inteiro. 

Quimioterapia  

Em caso de câncer de pequenas células, o tratamento já exige outros procedimentos, como a quimioterapia e radioterapia. Aqui, o objetivo é destruir completamente as células cancerígenas ou apenas impedir que o tumor continue a crescer. Geralmente, é uma opção quando não é mais possível fazer a cirurgia de retirada da parte afetada pelo tumor. 

Radioterapia 

A radioterapia também visa destruir as células cancerígenas do câncer no pulmão, mas, dessa vez, utilizando a radiação. É comum que esse tipo de tratamento seja acompanhado por outros, como a própria cirurgia ou quimioterapia. 

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Mitos e verdades sobre o câncer de estômago e esôfago

Mitos e verdades sobre o câncer de estômago e esôfago

O câncer de estômago e esôfago é um dos mais comuns entre adultos, atingindo mais homens que mulheres. Anualmente, são diagnosticadas mais de 20 mil pessoas com a doença e, apesar disso, é pouco conhecida pelos brasileiros. 

A má informação contribui para a disseminação de diversos mitos, assustando as pessoas diagnosticadas muito mais do que deveria. Afinal, apesar de muito comum, esse tumor é altamente tratável e, quando identificado em sua fase inicial, tem mais de 90% de chances de cura. 

Quer entender melhor esse tipo de tumor e descobrir os principais mitos e verdades sobre a doença? Confira este post. 

Mitos e verdades sobre o câncer de estômago e esôfago

Quem tem gastrite vai ter câncer de estômago ou esôfago.

Mito. A verdade é que boa parte das pessoas diagnosticadas com gastrite não desenvolverão câncer. É necessária uma série de fatores para que o tumor apareça no órgão, o que inclui alimentação e outros hábitos. 

Entretanto, a situação é diferente quando estamos falando de gastrite atrófica. Nessa doença, o próprio sistema imunológico começa a atacar o revestimento do estômago, causando problemas graves que podem aumentar as possibilidades de ocorrência do câncer de estômago. 

Refluxo gástrico aumenta as chances de desenvolver o câncer. 

Depende. É possível que o refluxo gástrico comece a provocar alterações graves no revestimento do esôfago por causa do ácido que vem do estômago. Nesses casos, o processo provoca algumas doenças, como a esofagite, que sim, aumenta as chances do órgão desenvolver um tumor. 

No entanto, isso não significa que todo refluxo gástrico é fator de risco, principalmente se o paciente receber o tratamento adequado. 

Indivíduos com H. Pylori têm mais chances de ter tumor no estômago.

Mito. A H. Pylori é mais comum do que se imagina e existem dados que indicam que, pelo menos, 40% dos brasileiros têm a bactéria. No entanto, a maior parte das pessoas infectadas apresenta pouquíssimos sintomas, que não evoluem ao longo do tempo. 

Há poucas chances de alguém infectado com a bactéria desenvolver câncer, mesmo quando está afetado pela gastrite ou outras doenças no estômago provocadas pela H. Pylori. 

Sendo assim, apenas é necessário ter atenção quando a bactéria aparece junto a outras doenças de risco, como a gastrite atrófica. 

Fumar é fator de risco para o câncer de estômago e esôfago

Verdade. Fumar é um forte fator de risco e contribui não só para a presença do câncer de estômago, mas também para o tumor em outros órgãos, como o pulmão. O risco é maior quando o cigarro é associado a hábitos alimentares ruins e vida sedentária. 

Existem alimentos que podem proteger contra a doença

Verdade. A maioria dos profissionais considera que uma dieta rica em sal e alimentos processados é uma das grandes causas desse tipo de câncer. Da mesma forma, também existem alimentos que são grandes aliados para a prevenção da doença, incluindo frutas ricas em vitamina C, hortaliças e legumes. 

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Você já ouviu falar da imunoterapia?

Você já ouviu falar da imunoterapia?

Quando estamos falando em câncer, certamente, os tratamentos mais conhecidos são a quimioterapia e a radioterapia. Porém, o que muitos não sabem é que existem outras formas de tratar a doença, incluindo a cirurgia e a imunoterapia. 

Ainda pouco conhecida entre os brasileiros, a imunoterapia é um tratamento extremamente moderno. Existem diversos tipos, mas o princípio é o mesmo: combater o câncer utilizando o próprio sistema imunológico do paciente. 

Quer entender do que se trata e como ela é aplicada? Continue acompanhando este post e descubra tudo o que você precisa saber sobre esse tratamento.  

O que é imunoterapia?

Se você entende um pouco sobre os tratamentos disponíveis para o câncer, provavelmente, sabe que alguns deles têm como efeito colateral a redução drástica do sistema imunológico do paciente. Essa condição o torna completamente suscetível a doenças e infecções, um risco para quem está em tratamento. 

A imunoterapia vai pelo caminho inverso e, ao invés de tentar destruir as células cancerígenas, por meio de radiação ou quimioterapia, ela fortalece o sistema imunológico do paciente e o faz combater o câncer. 

Antigamente, esse tipo de tratamento não era possível porque a medicina ainda não entendia como e nem porquê a imunidade do corpo ignorava completamente o tumor. Por meio desse tratamento, os médicos ajudam o sistema imunológico da pessoa a identificar as células que sofreram mutação e destruí-las. 

Como esse tratamento funciona?  

Já explicamos que há décadas o tratamento não funcionava por causa das limitações do sistema imunológico do corpo. A verdade é que ele funciona muito bem e está preparado para destruir qualquer microrganismo ou substância estranha que adentre o corpo. 

O problema é que, muitas vezes, as células cancerígenas são tão parecidas com as saudáveis que acabam enganando o sistema imunológico, mesmo depois de virar tumor. O corpo sabe que tem algo de estranho acontecendo, mas não entende o porquê.

Por meio da imunoterapia, o que os médicos fazem é ajudar o corpo a visualizar essas células cancerígenas. Em muitos casos, o tratamento também oferece força para o sistema imunológico combater a doença sozinho. 

Quais os tipos de imunoterapia existentes?

Apesar do objetivo do tratamento ser muito específico, existem diversas formas de chegar ao mesmo resultado. Dentre os tipos de imunoterapia existentes, podemos citar pelo menos 3, como veremos a seguir. 

Anticorpos monoclonais 

A terapia insere anticorpos de proteínas sintéticas, produzidas em laboratório. A principal vantagem desse método é que esses anticorpos são especialistas e conseguem identificar e destruir partes específicas das células cancerígenas. 

Vacinas contra o câncer

Esse tipo de vacina é feita especificamente para ativar uma resposta no sistema imunológico, mostrando que o tumor é um corpo estranho que precisa ser destruído.

Inibidor de ponto de verificação imunológico

Nessa terapia, medicamentos otimizam o sistema imunológico, retirando dele seus limites naturais e dando força para que possam destruir as células com mutações cancerígenas. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos