Todos

Cirurgia de câncer de ovário: pré e pós-operatório

Cirurgia de câncer de ovário: pré e pós-operatório



A cirurgia de câncer de ovário é realizada em todos os pacientes que apresentam a doença. O procedimento é essencial para confirmar o diagnóstico de câncer no órgão, bem como para determinar, com precisão, a extensão do tumor – etapa do tratamento chamada de estadiamento.

Outra função importante da operação no ovário é eliminar o máximo possível de regiões lesionadas pelas células cancerígenas. Você sabia que essa cirurgia se chama laparotomia?

Este é o procedimento utilizado para a coleta de líquidos na cavidade abdominal (pelve, abdômen e diafragma), que serão destinados para a análise laboratorial.

Quando o câncer é detectado nos dois ovários, então, é realizada a histerectomia total, que é a remoção dos ovários, trombas de falópio e do útero. Nos casos ainda mais graves, pode ser necessária a remoção do apêndice e até mesmo a ressecção do intestino.

Dada a complexidade deste procedimento, é necessário ficar atento aos cuidados antes e depois da cirurgia de câncer no ovário. Confira estas informações, a seguir.

Pré-operatório da cirurgia de câncer de ovário

Antes de mais nada, a preparação para a cirurgia no ovário inclui a realização de uma série de exames, que irão garantir a segurança durante o procedimento, tais como:

  • exames de sangue;
  • radiografias do tórax;
  • tomografia;
  • ultrassonografia;
  • eletrocardiograma.

Antes de entrar na sala de cirurgia, é essencial fazer uma consulta pré-operatória com o médico anestesista, para garantir que não hajam problemas com a anestesia. Além disso, outros cuidados incluem:

  • preparação do intestino, conforme recomendação do cirurgião;
  • informar ao médico sobre o uso prévio de medicamentos. Caso sejam medicamentos recorrentes, como os utilizados para o controle da pressão, eles devem ser ingeridos normalmente na manhã da cirurgia, com uma dose pequena de água;
  • jejum de sólidos e líquidos, conforme orientação do cirurgião.

Além dos cuidados básicos mencionados acima, é importante ter o acompanhamento de algum familiar ou amigo. Do mesmo modo, é preciso garantir que alguém irá auxiliá-la durante a sua chegada em casa, seja com a alimentação, banhos, dentre outras atividades do dia a dia.

Pós-operatório da cirurgia de câncer de ovário

O pós-operatório é uma fase importantíssima do tratamento. Caso você não o siga corretamente, isso pode influenciar o resultado da operação. O primeiro ponto importante é sobre a dieta após a cirurgia, que inclui:

  • ingerir pequenas porções de alimentos;
  • evitar gorduras;
  • evitar alimentos industrializados;
  • não ingerir alimentos quentes;
  • comer frutas, legumes e verduras;
  • beber pelo menos três litros de água por dia, em períodos espaçados;
  • seguir demais restrições alimentares, recomendadas pelo seu médico.

Se você pensa que repouso significa ficar completamente imóvel, você está completamente enganada! Após a cirurgia, não é recomendado ficar paralisada na cama ou no sofá. Isso pode gerar coágulos sanguíneos e prejudicar o funcionamento do intestino.

É permitido fazer caminhadas leves e subir escadas. No entanto, não se deve carregar peso durante a recuperação. Além disso, é preciso ir às consultas de retorno, para que o médico avalie a sua recuperação.

Esse também é um momento importante para que você esclareça quaisquer dúvidas sobre a recuperação. Por fim, o seu retorno ao trabalho pode ocorrer após um mês da cirurgia, dependendo da gravidade da doença e da complexidade da cirurgia de câncer de ovário.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer de colo do útero: formas de prevenção

Câncer de colo do útero: formas de prevenção



O câncer de colo do útero é a terceira neoplasia que mais afeta a população feminina brasileira, e a quarta causa de óbitos por câncer no país.

Veja como se prevenir deste tipo de câncer, a seguir.

Sintomas do câncer de colo do útero

A maioria das mulheres não apresenta sintomas do câncer de colo do útero em sua fase inicial. Nos casos avançados e metastáticos, os sintomas podem ser mais graves, dependendo dos tecidos e órgãos para os quais a doença se espalhou. 

Assim, neste caso, os principais sintomas da doença incluem:

  • sangramento entre ou após os períodos menstruais;
  • sangramento menstrual mais longo do que o normal;
  • sangramento após a relação sexual, ducha ou exame pélvico;
  • aumento do corrimento vaginal;
  • dor durante a relação sexual;
  • sangramento após a menopausa;
  • dor pélvica ou lombar inexplicável e persistente.

Qualquer um desses sintomas deve ser relatado ao seu ginecologista. Quanto mais cedo as células cancerígenas forem encontradas e tratadas, maior a chance de o câncer ser prevenido ou curado.

Como prevenir o câncer de colo do útero?

O câncer de colo do útero pode ser prevenido com exames ginecológicos regulares. Além disso, é bastante importante vacinar meninas e meninos em idade pré-adolescente contra o papilomavírus humano (HPV).

Na rede pública de saúde, a vacinação de meninas de 9 a 14 anos e de meninos de 11 a 14 anos é gratuita. Além disso, o exame preventivo (papanicolau) é um dos principais meios de detecção da doença.

Por isso, o exame deve ser feito por toda mulher que já tenha iniciado sua vida sexual, ou que esteja na faixa dos 25 aos 64 anos de idade.

O papanicolau é indicado a cada três anos, já que a doença tem um desenvolvimento lento. No entanto, os dois primeiros exames devem ser feitos anualmente. Caso estejam normais, eles podem ser repetidos de três em três anos.

Assim, outros meios de se prevenir este tipo de câncer inclui:

  • uso de preservativos e barragens dentárias durante as relações sexuais, incluindo o sexo oral, para prevenir a infecção por HPV – vírus responsável por mais de 70% dos casos de câncer de colo do útero;
  • evitar relações sexuais com pessoas infectadas com verrugas genitais, ou com outros sintomas de infecção por HPV. O vírus também é transmitido pelo contato pele a pele. Portanto, não é necessário que ocorra o ato sexual em si para que haja o contágio;
  • deixar de fumar.

A prevenção é a melhor arma contra o câncer de colo do útero. Isso porque a doença não apresenta sintomas em seus primeiros estágios. Ou seja, a melhor forma de detectar lesões pré-cancerígenas no útero é com a visita regular ao ginecologista.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Saiba mais sobre o queratoacantoma

Saiba mais sobre o queratoacantoma



O queratoacantoma é um tipo de câncer de pele que se desenvolve principalmente pela exposição aos raios solares, ou por uma deficiência imunológica. As áreas mais atingidas são a cabeça, pescoço, braços e pernas.

Este tumor é muitas vezes associado a uma forma mais branda do carcinoma de células escamosas. De todo modo, o queratoacantoma é tratado de forma semelhante ao carcinoma.

Entenda mais sobre a doença, a seguir.

Sintomas do queratoacantoma

O queratoacantoma é caracterizado por um nódulo vermelho com cerca de 5 a 15 milímetros, semelhante a uma espinha. O tumor cresce rapidamente e o centro do nódulo costuma ser duro e escamoso. 

Após algumas semanas, as bordas da lesão podem ficar achatadas e a parte central pode cair, deixando uma cicatriz parecida com um disco. No início, quando o nódulo cresce mais, ele pode ser dolorido e sensível.

Fatores de risco

Ainda não se sabe ao certo o que causa o queratoacantoma. Assim, diversos fatores devem ser considerados. O que se sabe atualmente é que a luz ultravioleta do sol é um importante fator de risco.

Trabalhadores industriais expostos a piche e alcatrão apresentam maior incidência de queratoacantoma. Um estudo também associou o tabagismo ao desenvolvimento da doença.

Outras causas prováveis para este tipo de tumor incluem:

  • infecção por papilomavírus humano (HPV);
  • genética;
  • sistema imune fragilizado;
  • alterações cromossômicas.

Quais são os tratamentos para o queratoacantoma?

O queratoacantoma pode “desaparecer” sem tratamento alguns meses após o seu surgimento. Em outros casos, quando é preciso uma intervenção médica, o procedimento mais comum é a cirurgia de remoção do nódulo.

A cirurgia é simples e pode ser feita no próprio ambulatório médico. Outros métodos utilizados é a raspagem do tumor e a aplicação de nitrogênio líquido, chamada de criocirurgia.

Em outros casos, pode ser necessário remover uma parte maior de tecido, para garantir a retirada de todas as células pré-cancerígenas da pele. Esse método é chamado de cirurgia de Mohs.

Quando o paciente apresenta nódulos múltiplos, é necessário um tratamento mais eficaz, que geralmente inclui a quimioterapia, radioterapia, além de outros medicamentos.

Mesmo que um queratoacantoma desapareça sozinho, ele pode deixar marcas na pele mais graves do que a de uma incisão cirúrgica. Além disso, existe forte risco de que o tumor retorne futuramente. Sendo assim, o mais recomendado é a intervenção e acompanhamento médico.

É possível prevenir a doença?

Sim! Verifique regularmente a sua pele em busca de caroços ou manchas incomuns. Também é importante consultar um médico dermatologista para que seja feito exame físico anual. Ainda, é importante proteger a pele contra os danos causados pelo sol, principalmente pessoas com pele, olhos e cabelos claros.

As ações de prevenção deste tipo de tumor, bem como de outros tipos de câncer de pele, incluem:

  • evitar o sol das 10 h às 16 h;
  • usar filtro solar de amplo espectro com fator de proteção 15, ou superior;
  • usar roupas e chapéus de proteção solar em ambientes externos;
  • por fim, evitar o bronzeamento artificial.

Quer saber mais sobre o queratoacantoma? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Entenda o que é a doença de Bowen

Entenda o que é a doença de Bowen



A doença de Bowen é uma condição de pele pouco comum. A enfermidade também é chamada de carcinoma espinocelular in situ. O problema causa lesões pré-cancerígenas na pele, que apresentam desenvolvimento lento.

A seguir, vamos entender melhor sobre o que se trata a doença.

Como é a doença de Bowen?

Assim como outros tipos de câncer de pele, a doença de Bowen se desenvolve em regiões mais expostas ao sol. O distúrbio ganhou o mesmo nome do médico JT Bowen, que falou pela primeira vez sobre a doença em 1912.

Esta é uma enfermidade considerada um tipo precoce de carcinoma epidermoide intraepidérmico, tumor que afeta a parte mais interna da pele. Quando se desenvolve, a doença de Bowen causa manchas vermelhas e escamosas.

Em alguns casos, a enfermidade pode ser confundida com outros distúrbios da pele, como psoríase, eczemas, infecção por fungos, dentre outras. Por isso, o diagnóstico diferencial é extremamente importante, dada a possibilidade de progressão para um câncer de pele.

Mesmo sendo mais comum nas áreas mais expostas aos raios ultravioletas do sol, a lesão também já foi identificada nas regiões genitais.

Outras características da doença são coceira, sensibilidade ao toque, sangramento, pus, endurecimento e nódulo sensível ao toque. Cerca de 20% dos pacientes apresentam mais de uma lesão causada pela enfermidade.

O mais preocupante da doença de Bowen é a sua predisposição cancerígena. Por isso, ao perceber os sintomas mencionados acima, procure um dermatologista para que seja realizada uma avaliação criteriosa.

Causas da doença de Bowen

Como se trata de uma doença rara, ainda não foi identificada a causa efetiva para o seu desenvolvimento. De todo modo, alguns fatores de risco são associados ao surgimento do problema, como:

  • idade acima dos 60 anos;
  • pele clara;
  • exposição solar frequente, principalmente em pessoas de pele clara;
  • infecção por papilomavírus humano (HPV), principalmente as cepas 16, 18, 34 e 48;
  • sistema imunológico fraco, como em pacientes com HIV.

Tratamento

As lesões causadas pela doença de Bowen podem ser tratadas de diversos modos. Um deles é a destruição das células lesionadas com o uso de substância congelante, como nitrogênio líquido ou gás argônio (crioterapia).

Em outros casos, pode-se raspar a área afetada, procedimento cirúrgico chamado de curetagem. Outras abordagens utilizadas incluem a remoção cirúrgica da lesão e a quimioterapia.

Nem todos os pacientes com doença de Bowen necessitam de tratamento, já que algumas lesões podem crescer de forma lenta. Por isso, é importante buscar o auxílio médico para analisar o estado de uma alteração encontrada na pele. Como vimos, esta é uma enfermidade que pode se transformar em um câncer, portanto, é melhor tratá-la o quanto antes.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer de cólon e reto: x principais sintomas

Câncer de cólon e reto: x principais sintomas

O câncer de cólon e reto, também chamado de câncer colorretal, é uma doença que consiste na presença de tumores malignos no intestino grosso. Vale destacar que a parede do cólon e do reto é formada por várias camadas, sendo que o câncer se inicia na mucosa (camada mais interna) e pode crescer de forma anormal através de uma ou de mais camadas.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que no triênio (2020/2021/2022) cerca de 40 mil novos casos de câncer colorretal serão diagnosticados no país, com uma incidência levemente maior em homens do que em mulheres. Aproximadamente 90% dos quadros são originados a partir de pólipo adenomatoso que, no decorrer dos anos, sofre alterações progressivas nas células, culminando na malignidade.

Geralmente esse tipo de neoplasia se desenvolve de maneira gradual, devido alterações nas células, que passam a crescer desordenadamente. Em alguns casos, o paciente com câncer no intestino não apresentam sinais claros no começo, porém, à medida que o quadro evolui, alguns sintomas podem surgir.

É importante ficar atento a qualquer manifestação atípica, por menor que seja, afinal, a percepção dos sintomas contribui para o diagnóstico precoce e, consequentemente, para o sucesso do tratamento. Leia o artigo completo e veja quais são os principais indícios de câncer de cólon e reto.

Alterações gastrointestinais

As manifestações mais comuns de câncer de cólon e reto consistem em alterações gastrointestinais, sejam nos hábitos do intestino ou na consistência e aparência das fezes. Pode haver constipação ou diarreia, sangue, evacuação frequente (fora da normalidade), fezes finas e gases. Outros sinais são as náuseas e a incapacidade de esvaziamento intestinal.

Ao perceber qualquer um desses sintomas suspeitos, vale a pena procurar suporte médico para investigar as causas, já que elas podem estar relacionadas a outros quadros digestivos de origem benigna.

Dores locais

Entre os sintomas possíveis de câncer colorretal estão as dores locais. A sensação dolorosa pode variar de intensidade. Além disso, ela pode estar concentrada em regiões como abdômen, reto e pelve.

Redução do  apetite

Pessoas com câncer colorretal estão sujeitas à redução de apetite, sensação de empachamento e rápida saciedade. Tudo isso faz com que o indivíduo coma pouco, gerando assim o déficit nutricional e emagrecimento repentino.

Anemia

Com a nutrição comprometida, o paciente que tem câncer colorretal se torna mais propenso a outras doenças, como por exemplo, a anemia. Combinada à alimentação inadequada, está a eventual perda de sangue pelas fezes. Se realmente a pessoa com câncer no intestino ficar anêmica, a tendência é que ocorram sintomas como fadiga, fraqueza e baixa energia.

É importante destacar que os sintomas de câncer no intestino dependem do tipo, tamanho e localização do tumor.  O diagnóstico diferencial é fundamental para confirmar ou descartar o quadro.

Quer saber mais sobre o câncer colorretal? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Cirurgia para câncer de esôfago: como é o pós-operatório?

Cirurgia para câncer de esôfago: como é o pós-operatório?



O câncer de esôfago, como o próprio nome sugere, é um tumor que acomete o esôfago, uma espécie de tubo condutor dos alimentos, que vai da garganta ao estômago. Essa neoplasia é considerada rara e tem como principais fatores de risco o tabagismo e o refluxo não-controlado.

Quando se fala em câncer de esôfago, se faz necessário mencionar que ele apresenta quatro estágios distintos. No estágio I, o tumor é confinado à camada superficial do órgão, no estágio II ele está presente em camadas mais profundas ou compromete linfonodos, no III ele invade regiões ainda mais profundas e invade órgãos vizinhos, já no IV a expansão atinge linfonodos e órgãos distantes, como pulmão, ossos e fígado.

Entre seus sintomas estão a dificuldade para engolir os alimentos, dores no peito, indigestão, azia, perda de peso involuntária, rouquidão e tosse. Vale destacar que o câncer de esôfago é uma condição séria, que requer atenção e cuidados especiais. A boa notícia é que existe tratamento, sendo que a abordagem terapêutica geralmente mais eficaz é a cirurgia para remoção do tumor.

Por falar em cirurgia, que tal descobrir como é o pós-operatório desse tipo de procedimento cirúrgico.

Como é a cirurgia?

Antes de conversarmos especificamente sobre os cuidados pós-operatórios, é importante falar brevemente sobre a cirurgia.  Em poucos casos (apenas tumores pequenos e superficiais), o procedimento é endoscópico e menos agressivo. A maior parte dos casos demanda a cirurgia radical, pois os tumores invadem camadas mais profundas da parede do esôfago,

A cirurgia radical remove não só a lesão, como uma porção sadia do esôfago, a fim de obter uma margem de segurança. Esse procedimento recebe o nome de esofagectomia e pode ser complementado (ou não) com outras abordagens terapêuticas. Cumpre salientar que quando a cirurgia está contraindicada por motivos como dificuldades técnicas ou o paciente não está em boas condições clínicas, o tratamento se baseia em quimioterapia combinada com radioterapia.

Em algumas situações específicas é necessário reduzir as dimensões do tumor antes que o paciente se submeta à operação. Para que ele continue se alimentando, o esôfago costuma ser reconstruído com tecidos do estômago ou intestino.

Como é a recuperação?

A cirurgia pode ser realizada por técnica aberta ou minimamente invasiva, conforme a necessidade de cada caso. Trata-se de uma operação complexa e de grande porte, que requer a participação de uma equipe experiente e altamente capacitada. Justamente por conta do tamanho e complexidade do procedimento, o paciente não é liberado rapidamente.

Se tudo correr bem, o tempo de internação varia entre 10 e 14 dias, sendo que o retorno às atividades normais se dá entre 4 e 6 semanas. Esforços físicos intensos devem ser evitados por, no mínimo, 60 dias.

Quais são os cuidados pós-operatórios?

Ao ser transferido para o quarto, depois de 2 ou 3 dias na UTI, o paciente poderá levantar e caminhar devagar, sempre com o auxílio de outra pessoa. Nas primeiras vezes em que fizer isso, é normal que sinta tontura ou tenha náuseas e vômitos. Ainda assim essa movimentação é fundamental no pós-operatório.

O período também envolve medicação para dores leves, moderadas ou fortes. Além disso, a alimentação inicialmente será líquida e evoluirá para pastosa e branda no decorrer dos dias seguintes.

Como fica a vida pós-cirurgia?


Como todo procedimento cirúrgico, a esofagectomia pode acarretar riscos e efeitos colaterais, como reações anestésicas, hemorragia ou complicações pulmonares. O paciente operado pode ter alterações na voz ou na deglutição.

No começo, quem se submete ao procedimento pode levar um tempo maior para esvaziar o estômago, o que provoca náuseas e vômitos. Vale lembrar que são possibilidades, não regras. Há pacientes que não apresentam um efeito colateral sequer.

Quer saber mais sobre câncer de esôfago? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Carcinoma basocelular: formas de prevenção

Carcinoma basocelular: formas de prevenção



O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais comum do mundo. Só para ter ideia, todos os anos surgem mais casos de cânceres de pele do que o somatório de cânceres de próstata, mama, intestino e pulmão.

Vale destacar que o câncer de pele é resultado do crescimento descontrolado de células cutâneas anormais. Ele pode ser classificado como melanoma ou não-melanoma, sendo que, entre a população mundial ocorrem cerca de 3 milhões de cânceres de pele não-melanomas e aproximadamente 132 mil melanomas por ano.

Os tumores cutâneos não-melanomas equivalem a mais de 90% dos casos de câncer de pele. Eles são subcategorizados em carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. Hoje vamos conversar especificamente sobre a primeira categoria.

O carcinoma basocelular (CBC) é originado a partir das células basais da pele ou apêndices cutâneos (glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas, pelos, etc). Trata-se de uma lesão maligna que possui crescimento lento. Apesar da alta frequência, é também uma das neoplasias com maior índice de cura. É importante salientar que o CBC pode ser evitado. Leia o artigo completo e descubra como prevenir essa condição.

Fique atento aos fatores de risco

Quem tem um ou mais fatores de risco deve redobrar a atenção, afinal, são pessoas mais propensas ao desenvolvimento de câncer de pele. Entre os principais aspectos que aumentam as chances de carcinoma basocelular estão o excesso de exposição solar ao longo da vida e a idade a partir de 60 anos.  Mesmo assim, jovens também podem apresentar essa forma de câncer.

Pessoas com pele, olhos e cabelos claros, albinismo, sardas, histórico familiar de tumores cutâneos, histórico pessoal de lesão pré-cancerosa ou câncer de pele, baixa imunidade, transplantados e uso de medicamentos supressores do sistema imunológico também estão mais sujeitas a esse tipo de neoplasia. O carcinoma basocelular é levemente mais incidente em homens do que em mulheres, apesar de afetar ambos os sexos.

Intensifique a proteção solar

Para prevenir não só o carcinoma basocelular, como qualquer outro tipo de câncer de pele, é muito importante evitar a exposição solar desprotegida. Para tanto, adote hábitos como o uso diário de filtro solar com FPS de pelo menos 30, evite se expor em horários de maior intensidade na radiação (das 10h às 16h).

Sempre que possível, use protetores físicos como óculos escuros, chapéus e roupas com fator de proteção. Por falar em roupas, os trajes que cobrem braços e pernas são aliados na prevenção dos cânceres cutâneos.

Observe sua pele

Procure conhecer sua pele. Busque analisá-la periodicamente, com o auxílio do espelho,  para detectar precocemente qualquer sinal suspeito, como manchas que coçam, descamam, crescem ou mudam de cor e forma. Verifique também eventuais pintas e lesões que sangram e são difíceis de cicatrizar.

Faça acompanhamento dermatológico

Se você está entre as pessoas com fatores de risco, visite o dermatologista regularmente. Além de orientar devidamente o paciente a respeito dos cuidados a serem tomados com o sol, o profissional pode prescrever a suplementação de vitamina D, além de outras medidas preventivas.

Quer saber mais sobre câncer de pele? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Entenda a diferença entre os tipos de câncer de pele

Entenda a diferença entre os tipos de câncer de pele



O câncer de pele, como o próprio nome sugere, é um tumor maligno que se desenvolve nesse órgão do corpo humano. Trata-se da neoplasia maligna mais frequente não só no Brasil, mas em todo o mundo.

Cumpre salientar que o câncer de pele é mais comum em homens e mulheres a partir dos 40 anos de idade, embora possa atingir pessoas mais jovens.

Indivíduos com pele, olhos e cabelos claros são mais propensos ao desenvolvimento de tumores cutâneos. Os casos de câncer em peles mais escuras são raros, mas podem ocorrer.

Ao contrário do que muitos imaginam, não há somente um tipo de câncer de pele. Confira no artigo quais são os tipos existentes e suas principais características. Boa leitura!

Quais são os tipos de câncer de pele?

Existem basicamente duas categorias de câncer de pele: o câncer de pele melanoma e o câncer de pele não-melanoma.

O câncer de pele melanoma tem origem nas células que produzem melanina, a substância responsável por determinar a cor da pele.

Já o câncer de pele não-melanoma se origina em outras estruturas e corresponde a mais de 30% de todos os casos de câncer registrados no Brasil.

Apesar de serem diferentes, as causas e fatores de risco associados aos tipos de câncer de pele são as mesmas: exposição solar excessiva e desprotegida, histórico pessoal ou familiar, doenças cutâneas prévias, bronzeamento artificial, hipersensibilidade à ação dos raios solares, etc.

Como é o câncer melanoma?

O câncer do tipo melanoma pode aparecer em qualquer região do corpo, especificamente na pele ou mucosas, em forma de pintas, sinais ou manchas. Em quem tem a pele escura, esse tipo de câncer costuma se manifestar em áreas claras,  como as plantas dos pés e palma das mãos.

Essa é a forma mais rara e grave de câncer de pele, pois possui maiores chances de disseminação para outros órgãos. Entretanto, o prognóstico é bom quando o câncer de pele melanoma é detectado em estágio inicial.

E o câncer de pele não-melanoma?

O câncer de pele não melanoma é o  mais comum no Brasil, superando 90% dos casos. Ele tem altas possibilidades de cura, desde que seja descoberto precocemente. A taxa de mortalidade é baixa, porém, esse câncer pode ocasionar mutilações significativas se não for devidamente tratado.

É importante ressaltar que o câncer de pele não-melanoma é dividido em dois subtipos de carcinoma: o basocelular e o epidermoide.

O carcinoma basocelular é mais frequente e menos agressivo. Ele é originado nas células basais da epiderme ou apêndices cutâneos, como pelos e glândulas sebáceas. Essa forma de câncer é caracterizada por uma lesão (nódulo ou ferida) e sua evolução é lenta.

Já o carcinoma epidermoide surge a partir de feridas ou sobre cicatrizes, principalmente as decorrentes de queimaduras. Ele tende a ser mais agressivo  e a possibilidade de metástase é maior.

Quer saber mais sobre o câncer de pele? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer de endométrio: conheça os fatores de risco

Câncer de endométrio: conheça os fatores de risco



O câncer de endométrio, também chamado de câncer de corpo uterino, é um tumor ginecológico que acomete o tecido (membrana) responsável por revestir a parede interna do útero. Se descoberto precocemente, o prognóstico costuma ser positivo.

Esse tipo de câncer é mais comum em mulheres acima dos 60 anos de idade, mas pode atingir mulheres mais jovens.

20%, ou menos, das mulheres com câncer endometrial estão na pré-menopausa. Além disso, apenas 5% de todos os casos acontecem com pacientes abaixo de 40 anos.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, os fatores de risco associados aos tumores malignos no endométrio são diferentes aos fatores de risco para o câncer de colo de útero, afinal, o que pesa no desenvolvimento de câncer neste segundo tipo é a presença de agentes infecciosos como o HPV – Papilomavírus Humano.

Já os aspectos que influenciam no câncer de endométrio você confere a seguir.

Fatores de risco para o câncer de endométrio

Desequilíbrio hormonal

O principal fator de risco para  surgimento de câncer de endométrio é o excesso de hormônio estrogênio (hiperestrogenismo) na corrente sanguínea. Em ciclos menstruais normais, a produção de  progesterona controla os efeitos do estrógenio e protege o endométrio. Entretanto, há situações  que rompem esse equilíbrio natural hormonal e desregulam a ação do  estrogênio sobre o endométrio, provocando assim a proliferação anormal das células.

Vale salientar que as principais questões associadas ao hiperestrogenismo são a obesidade, menarca precoce, esterilidade, menopausa tardia e uso inapropriado de terapia de reposição hormonal.

Idade avançada

Como já mencionei, mulheres a partir da sexta década de vida estão mais expostas aos riscos de câncer de endométrio. Se essas mulheres, já em menopausa, apresentarem algum tipo de sangramento vaginal, este é um indício de câncer de endométrio e, portanto, deve ser investigado. Sentir dores na relação sexual também é um dos sinais possíveis de câncer de endométrio, porém, existem quadros assintomáticos e de diagnóstico desafiador.

Alimentação inadequada

A dieta rica em gordura animal é um importante fator de risco para o aparecimento de câncer no endométrio. E por falar em alimentação, é importante adotar hábitos alimentares balanceados para prevenir problemas como obesidade, hipertensão e diabetes. Lembre-se que essas doenças também aumentam a propensão ao câncer endometrial.

Histórico familiar e aspectos genéticos

Pesquisas apontam que fatores genéticos e histórico familiar de câncer ginecológico podem influenciar no desenvolvimento de quadros de câncer de endométrio. Quem apresenta esse fator de risco deve fazer o acompanhamento constante da saúde em caráter preventivo.

Hiperplasia do endométrio

A hiperplasia do endométrio também eleva o risco de câncer endometrial. Essa hiperplasia consiste no aumento da espessura do tecido (membrana) revestidora do útero. Essa condição ocorre justamente por causa da exposição excessiva ao estrogênio, ocorrência bastante comum entre mulheres que não ovulam todos os meses ou que estejam fazendo terapia de reposição hormonal exclusivamente com estrogênio.

Quer saber mais sobre câncer de endométrio? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Os tratamentos mais comuns para o câncer gástrico

Os tratamentos mais comuns para o câncer gástrico



Os tratamentos mais comuns para o câncer gástrico

Câncer gástrico, ou câncer de estômago, é a terceira neoplasia mais frequente entre os homens e a quinta entre as mulheres no Brasil. Trata-se de uma condição grave, que acomete mais de 20 mil brasileiros todos os anos.

Ele pode ser do tipo sarcoma, linfoma ou adenocarcinoma, sendo os adenocarcionamas os mais comuns, responsáveis por 95% dos tumores no órgão. Os linfomas são diagnosticados em aproximadamente 3% dos casos, enquanto os sarcomas são ainda mais raros e correspondem a 2% das ocorrências.

A taxa de mortalidade por câncer gástrico é alta, especialmente porque 50% dos casos são descobertos em estágio avançado, quando as possibilidades de cura são pequenas. Felizmente, há tratamentos  tanto com finalidade curativa, quanto paliativa. Veja a seguir quais são as principais abordagens terapêuticas existentes.

Tratamento para a doença localizada

O tipo de tratamento depende diretamente do estágio do tumor e quadro clínico do paciente. Quando o câncer é localizado, ou seja, se restringe ao órgão em si e gânglios linfáticos no entorno, o tratamento mais indicado é a cirurgia.

Durante o procedimento cirúrgico, antes de iniciar a operação, o médico cirurgião visualiza a cavidade abdominal para checar se o tumor não se espalhou. Essa certificação é importante, pois a disseminação pode não ser constatada em exames pré-operatórios.

Na cirurgia pode ser retirado todo o estômago ou uma porção dele, conforme o tipo de câncer, localização do tumor e extensão da lesão tumoral.

Cumpre ressaltar que a realização de cirurgia antes e/ou depois do processo cirúrgico é um recurso que geralmente aumenta as chances de cura.

As cirurgias possíveis para o tratamento de câncer gástrico são as seguintes:

  • Gastrectomia, que remove o estômago totalmente ou parcialmente;
  • Billroth II, que retira a a parte inferior do estômago e conecta a porção remanescente a uma volta do intestino delgado;
  • Billroth I, procedimento que cria cirurgicamente uma nova ligação entre o estômago e o intestino delgado;
  • Linfadenectomia, que consiste na remoção cirúgica de um ou mais linfonodos;
  • Gatroenterostomia, operação que liga o intestino delgado a uma abertura realizada no estômago.

Tratamento para câncer gástrico inoperável

No caso de tumores inoperáveis ou metásticos, o tratamento costuma ser paliativo e visa o alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente.

Os cânceres metásticos do estômago geralmente se espalham para o peritônio, pulmões, fígado, ossos, gânglios linfáticos, cérebro e, até mesmo, glândula adrenal.

Nessas situações mais graves e com chances mínimas ou nulas de cura, a abordagem terapêutica pode incluir acompanhamento da evolução do quadro, transfusões de sangue, procedimentos endoscópicos, uso de medicação oral, embolização e radioterapia.

Os tratamentos devem ser discutidos junto com o oncologista, sempre com ética, sensibilidade e transparência. Os riscos-benefícios precisam ser cuidadosamente avaliados, a fim de obter os melhores resultados.

Quer saber mais sobre o câncer gástrico? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos