câncer gástrico

Como é o tratamento cirúrgico do câncer gástrico?

Dos tumores que surgem no estômago, o câncer gástrico é o responsável por cerca de 95% deles, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ao passo que os linfomas representam 3% e os sarcomas, que são um tipo bastante raro, constituem o restante dessa projeção.

Fatores de risco para o câncer gástrico

Geralmente, esse tipo de doença atinge pessoas com mais de 50 anos, principalmente os homens entre 60 e 70 anos. Ou seja, 65% dos pacientes têm em comum essa característica. Vale dizer que em 2017 a neoplasia matou 14.314 brasileiros, dos quais 5.107 eram mulheres e 9.207 eram homens.

Mesmo que as estatísticas apontem para números de mortalidade significativos, é importante acrescentar que a possibilidade de cura não é nula. Inclusive, há casos de pacientes que se viram livre da neoplasia depois do tratamento cirúrgico.

No entanto, ressalto que a detecção precoce é fundamental, porque isso ajuda a potencializar a taxa de sobrevida dos pacientes. Então, neste artigo destaco como é feito o tratamento cirúrgico do câncer gástrico, levando em consideração os estágios da doença, vamos lá?

Estágio 1

Geralmente, nessa fase, o tumor fica numa camada superficial do estômago, sendo possível obter a cura pelos meios cirúrgicos. A partir daí, podemos recorrer à cirurgia ou ao procedimento endoscópico.

É imprescindível acrescentar que nem todos os candidatos à cirurgia são aptos para método endoscópico, uma vez que alguns tumores, mesmo que de forma rasa, conseguem entrar profundamente na parede gástrica. Então, a metodologia adotada dependerá do diagnóstico do paciente.

Estágio 2

Quando o tumor atinge o revestimento muscular do estômago ou compromete uma quantidade significativa de linfonodos próximos dessa área, adota-se a cirurgia radical, chamada de gastrectomia.

Nesse tipo de operação, retiram-se as partes afetadas do intestino e do esôfago. Contudo, a depender do quadro, o baço também é retirado. Vale acrescentar ainda que essa técnica, normalmente, trabalha em conjunto com outros tipos tratamentos.

Estágio 3

À medida que o câncer gástrico avança, a metodologia adotada tende a ser mais incisiva, porque nessas etapas, geralmente, os tumores ganham outras proporções. Por exemplo, no estágio 3, o tumor já não está numa camada superficial, mas infiltrado no órgão.

Logo, isso compromete de 7 a 15 linfonodos linfáticos nas proximidades do estômago. Portanto, a gastrectomia também é a opção indicada, principalmente porque ela é combinada com outros métodos.

Estágio 4A

Quando temos mais de 15 linfonodos comprometidos, certamente, estamos diante de um caso em que os órgãos vizinhos foram atingidos. Portanto, a remoção dos órgãos afetados é o que pode ajudar o paciente, logo, é a estratégia principal.

Até porque a probabilidade de disseminação da doença é alta. Então, o tratamento cirúrgico é a maneira que se tem de reforçar a ação do procedimento terapêutico.

O sucesso do tratamento cirúrgico do câncer gástrico depende de alguns fatores fundamentais, como a descoberta precoce da doença. Sabemos que esse tipo de doença não é tão fácil de ser detectado, mesmo assim, você deve se atentar para os sintomas, já que eles indicam possíveis problemas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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Dr. Rafael Onuki Sato

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato