Os benefícios da atividade física para pacientes oncológicos

Os benefícios da atividade física para pacientes oncológicos

Foi-se o tempo em que pessoas com doenças crônicas graves, como por exemplo o câncer, deviam permanecer em repouso absoluto e se manterem afastadas de toda e qualquer atividade física.

É claro que há exceções, pois determinadas enfermidades trazem limitações físicas. Além disso, os tratamentos mais agressivos e invasivos podem trazer efeitos colaterais que impedem, ao menos temporariamente, que o paciente oncológico se mantenha ativo.

Entretanto, de modo geral, quem está doente pode – e deve – se exercitar. A única ressalva é que a prática de atividade física deve ser liberada pelo médico, priorizando sempre a escolha de uma modalidade adequada às reais condições clínicas do indivíduo.

Ao contrário do que muitos pensam, as atividades físicas são extremamente benéficas para pacientes oncológicos. Assim sendo, este texto lista os principais pontos positivos de combater o sedentarismo em meio ao tratamento contra o câncer. Confira, em seguida, os benefícios das atividades físicas nessa situação.

Vantagens da atividade física para pacientes com câncer

Melhor mobilidade

Enquanto o repouso absoluto pode acabar resultando em atrofiamento muscular, perda de massa, redução da amplitude de movimentos e perda funcional, a prática de exercícios faz exatamente o contrário. Ou seja, melhora a capacidade física como um todo e reduz o risco de os músculos atrofiarem.

Mais disposição e bom humor

Durante a prática de exercícios, os hormônios do prazer e bem-estar são liberados. Em outras palavras, as atividades físicas ajudam a deixar o indivíduo de bem com a vida, com melhor humor, otimismo e disposição, inclusive, para seguir firme no tratamento. Vale muito a pena reservar um tempo do dia para se exercitar.

Ossos mais fortes

Outra grande vantagem da prática regular de exercícios é o fortalecimento ósseo. Se exercitar fortalece os ossos, melhora a funcionalidade das articulações e aumenta o equilíbrio, prevenindo, assim, o risco de quedas e fraturas.

Controle de peso

Vários tipos de câncer produzem sintomas como redução do apetite e emagrecimento repentino. O exercício físico pode ajudar na regulação do apetite e contribuir para o ganho de massa muscular. Portanto, auxilia no controle de peso adequado.

Benefícios cardiovasculares

Ainda que sejam de baixo impacto, os exercícios podem trazer grandes benefícios para a saúde cardiovascular dos pacientes oncológicos. Entre outras vantagens, eles melhoram o fluxo sanguíneo e reduzem o risco de doenças no coração.

Saúde emocional conservada

A prática regular de atividades físicas pelo paciente oncológico é uma medida que favorece a melhora da autoestima, promove a interação social, bem como reduz as chances de depressão. Pesquisas apontam que entre 22% a 29% das pessoas com câncer se tornam depressivas após o diagnóstico. O exercício físico evita que isso ocorra.

Ciente das vantagens de se exercitar durante o tratamento oncológico, é importante saber, contudo, que o tipo de câncer, estadiamento e condições físicas influenciam diretamente na definição da modalidade, séries e frequência de treinos.

Orientações para a realização de atividades físicas durante o tratamento oncológico

A fim de agir com segurança, siga as recomendações:

  • respeite as orientações médicas;
  • comece devagar e aumente o ritmo gradualmente;
  • não exceda os próprios limites – realize séries pequenas e faça pausas;
  • opte por exercícios leves e divertidos;
  • tenha supervisão de um preparador físico;
  • estabeleça uma rotina que possibilite a atividade física todos os dias, mesmo que apenas por alguns minutos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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A importância da alimentação para a prevenção do câncer de estômago

A importância da alimentação para a prevenção do câncer de estômago

O câncer de estômago, também chamado de câncer gástrico, é um tumor que acomete um dos órgãos mais importantes do sistema digestivo. No Brasil, o tumor maligno no estômago é o terceiro mais incidente em homens e o quinto mais frequente em mulheres. Além disso, mais de 60% dos indivíduos com o diagnóstico de câncer gástrico têm mais de 50 anos de idade.

Os tipos de câncer no estômago são os linfomas, sarcomas e adenocarcinomas. Este último tipo é o principal deles, representando aproximadamente 95% dos casos de tumor maligno no estômago.

Entre os fatores de risco da doença estão aspectos que não podem ser controlados como, por exemplo, o histórico familiar. No entanto, também há fatores que podem ser evitados, diminuindo o risco de desenvolvimento da doença, como é o caso da alimentação. Em seguida, o texto aborda sobre a importância dela na prevenção do câncer de estômago. Confira.

A causa do câncer de estômago pode estar associada à alimentação

Muitas vezes, o câncer de estômago é fruto de alterações genéticas e celulares, associadas a fatores ambientais e alimentares. Há alimentos aparentemente inofensivos que são altamente carcinógenos, ou seja, favorecem o aparecimento de tumores malignos.

As substâncias carcinógenas são encontradas em:

  • conservas salgadas;
  • grãos e farináceos contaminados com a toxina aflatoxina;
  • nitritos e nitratos contidos em adubos e conservantes;
  • assados e defumados, fonte de benzopireno.

Para simplificar, é importante tomar cuidado com o excesso de churrasco, frios defumados e outros alimentos que fazem parte do dia a dia.

A alimentação balanceada ajuda no controle do peso

O sobrepeso e obesidade também são fatores de risco para o câncer gástrico. Sendo assim, a alimentação balanceada e comedida contribui efetivamente na prevenção de tumores malignos no estômago. O ideal é que a pessoa reduza o consumo de sal, açúcar, gordura, carnes vermelhas e alimentos processados. Além disso, as porções devem ser moderadas e a dieta deve ser associada à prática regular de exercícios físicos.

Escolhas alimentares adequadas contribuem para a prevenção do câncer de estômago

Estudos revelam que indivíduos que comem frutas e verduras frescas apresentam menor risco de desenvolvimento de câncer gástrico. Em contrapartida, quem consome excessivamente alimentos defumados, vegetais em conserva e opções embutidas têm risco aumentado para esse quadro.

Uma salsicha, por exemplo, pode diminuir a expectativa de vida em 15 minutos, porque eleva as chances de desenvolvimento de câncer de estômago e câncer colorretal.

Alguns alimentos transformam substâncias naturais em compostos cancerígenos

As carnes curadas são ricas em nitritos e nitratos, substâncias que podem ser convertidas em compostos que provocam câncer de estômago. Esse processo de conversão é feito por certas bactérias, como a H. Pylori.

A contaminação por H. Pylori acontece normalmente por meio de água e alimentos contaminados, assim como falta pela de higiene adequada ou contato com fluidos infectados. Dessa forma, ao entrar no organismo, essa bactéria pode se alojar no estômago, causando úlcera e gastrite.

Embora algumas pessoas convivam com tal bactéria sem jamais apresentar sintomas, em outras pessoas a H. Pylori pode desencadear uma inflamação crônica que eleva – e muito – o risco de tumores gástricos.

Quer saber um pouco mais sobre o câncer de estômago? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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Sarcoma de Kaposi: quando a cirurgia é indicada para o tratamento?

Sarcoma de Kaposi: quando a cirurgia é indicada para o tratamento?

Condição rara, o sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer que atinge as camadas mais profundas dos vasos sanguíneos, provocando lesões na pele, no fígado, nos pulmões, nos gânglios e em toda a extensão da mucosa intestinal. No último caso, podem ocorrer sangramentos digestivos.

Outras regiões que podem ser acometidas pelas lesões típicas do sarcoma de Kaposi são os lábios, gengivas, língua, parte interna das bochechas, amígdalas, assim como pálpebras e olhos. A incidência deste tipo de câncer é significativamente maior em pacientes imunossuprimidos, como pessoas com Aids, idosos ou indivíduos transplantados, por exemplo.

Há diferentes maneiras de tratar essa enfermidade. A cirurgia é uma delas. Leia o artigo e descubra quando o procedimento cirúrgico é indicado para tratar o sarcoma de Kaposi.

Quais são os tratamentos conservadores para o sarcoma de Kaposi?

A abordagem terapêutica costuma envolver sessões de quimioterapia e radioterapia, bem como imunoterapia, terapia alvo e uso de medicação específica para a formação de vasos sanguíneos novos. As medicações antirretrovirais para tratar o HIV reduzem o risco de sarcoma de Kaposi nas pessoas com Aids. Além disso, contribuem para a diminuição das lesões.

Os sintomas do sarcoma de Kaposi incluem lesões em forma de manchas rosadas, avermelhadas ou arroxeadas na pele branca. Na pele negra, no entanto, as manchas têm coloração amarronzada e podem se espalhar pelo corpo ou pela cavidade oral. Outras manifestações que merecem atenção são a retenção de líquido e a insuficiência respiratória.

Quando a cirurgia é recomendada?

O tratamento cirúrgico não é indicado para todos os casos de sarcoma de Kaposi. Na verdade, a remoção cirúrgica é recomendada apenas quando o indivíduo apresenta poucas (e pequenas) lesões. Entretanto, o especialista deve avaliar cada caso individualmente e indicar a técnica cirúrgica mais apropriada.

A cirurgia pode ser feita basicamente de duas formas: por excisão simples ou por curetagem com eletrodissecação. Na primeira opção de cirurgia, a pele é anestesiada e a lesão tumoral é removida com o bisturi, juntamente com uma porção do tecido adjacente.

Na segunda técnica cirúrgica, o tratamento remove o tumor por meio de raspagem usando uma cureta e, em seguida, o local é tratado com uma descarga elétrica, a fim de destruir as células cancerígenas remanescentes e diminuir as chances de volta do tumor.

Ainda assim, em ambas as alternativas a lesão pode ter recidiva no mesmo local, o que significa que, mesmo após a conclusão do tratamento, os indivíduo que tiveram sarcoma de Kaposi devem fazer o acompanhamento regular com o oncologista.

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Carcinoma basocelular: causas e fatores de risco

Carcinoma basocelular: causas e fatores de risco

Você já ouviu falar em carcinoma basocelular? Trata-se de um tipo de câncer de pele bastante comum. É, no entanto, a neoplasia cutânea com maiores chances de cura. Principalmente se for diagnosticada e tratada precocemente.

Cerca de 3 entre cada 4 cânceres de pele diagnosticados no Brasil são do tipo carcinoma basocelular. Sua taxa de mortalidade não chega a 2%.

Localmente, este é um tumor agressivo, pois pode danificar as camadas de pele e invadir os tecidos ao redor. Entretanto, é menos perigoso do que outros tipos de câncer, devido ao baixíssimo potencial de metástase. Menos de 1% dos casos de carcinoma basocelular afetam outras regiões do corpo.

Quer saber um pouco mais sobre o carcinoma basocelular? Então, leia o artigo completo e conheça as causas e fatores de risco dessa condição.

Causas do carcinoma basocelular

As três camadas da pele são a epiderme, derme e hipoderme. A mais superficial delas é a epiderme, que chega a ter 1,5 cm de espessura nas regiões de pele mais grossa, como as palmas das mãos e as solas dos pés, por exemplo.

A epiderme subdivide-se em 5 camadas. A mais profunda é formada pelas células basais, componentes que se multiplicam constantemente e geram células novas continuamente.

À medida que as células velhas vão se desprendendo e descamando, as mais novas ocupam o seu lugar. Contudo, quando as células basais perdem suas características originais e as células anormais crescem desordenadamente, origina-se o carcinoma basocelular. Isso acontece, geralmente, por causa de lesões nessas células.

Quais são os principais fatores de risco para o carcinoma basocelular?

O principal fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma basocelular é a exposição solar desprotegida, excessiva e crônica. A ação dos raios ultravioletas pode agredir o DNA das células basais e, dessa forma, desencadear lesões que favorecem o surgimento de câncer de pele.

Há também outros fatores de risco envolvidos. Entre eles, estão:

  • ter pele e olhos claros;
  • ser naturalmente loiro ou ruivo;
  • ter apresentado queimaduras solares ao longo da vida;
  • fazer bronzeamento artificial;
  • exposição excessiva à radiação;
  • imunossupressão;
  • exposição a arsênico ou outros componentes químicos pesados;
  • morar em regiões tropicais;
  • histórico familiar de câncer de pele.

Pessoas que já tiveram carcinoma basocelular, mesmo que já estejam curadas, também devem redobrar a atenção. O risco de apresentar novamente um tumor desse tipo é cerca de 40% maior do que para o restante da população. Nesse caso, a melhor forma de prevenção é o acompanhamento médico regular.

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A importância do apoio familiar ao paciente oncológico

A importância do apoio familiar ao paciente oncológico

Enfrentar um tratamento oncológico é algo muito desafiador. Não apenas por ter que lidar com inúmeras alterações físicas, mas, também, pelo medo, ansiedade e incerteza do sucesso do tratamento. Tais sentimentos podem abalar o emocional do paciente.

De acordo com pesquisas recentes, as chances de uma pessoa com câncer desenvolver depressão são de aproximadamente 30%. Os dados são do Observatório de Oncologia. Isso nos leva a crer que, nesse momento delicado, é extremamente importante estar cercado por pessoas queridas, a fim de tornar o tratamento mais leve.

Quer entender qual é a importância do apoio familiar ao paciente oncológico? Leia o artigo e entenda.

O apoio familiar é um suporte psicológico necessário

O diagnóstico de câncer costuma provocar um enorme impacto psicológico em qualquer pessoa, até nas mais fortes. Portanto, ter o apoio da família, tanto nos momentos alegres, quanto nas fases difíceis, é essencial para manter a saúde mental e encontrar forças para passar pelo tratamento. Se a família não se unir, o que já não é fácil pode se tornar ainda mais complicado.

A família é muito mais que mera companhia

Uma das funções da família durante o tratamento oncológico é acompanhar o paciente nas consultas, exames, bem como sessões de quimioterapia, além de outras necessidades. Porém, mais do que simples acompanhantes, os familiares têm a importante missão de conversar, ouvir, estimular, aconselhar, consolar, enfim, estar ali com ombros e ouvidos a postos. O paciente oncológico precisa saber que não está sozinho e que pode realmente contar com a família.

Enquanto muitos se vão, a família permanece

Nesse momento tão delicado, em que a pessoa fica, de fato, fragilizada, ela tende a se isolar, afastamento-se dos amigos e familiares. Em outros casos, não é o paciente que se isola. São os próprios colegas e amigos que se afastam, deixando de telefonar, visitar e demonstrar preocupação. No entanto, a família deve ficar e ser um pilar para que o indivíduo com câncer não desmorone e siga firme no tratamento.

O apoio familiar é essencial para o cuidado do paciente com câncer

A participação da família pode ter grande influência no sucesso do tratamento. Pacientes com câncer precisam de atenção especial, o que excede as paredes hospitalares. São medicamentos, terapias, alimentos, restrições e cirurgias que demandam cuidado e disciplina. Nesse sentido, a família se torna aliada na conquista de bons resultados.

Além disso, após o diagnóstico de câncer, a família também precisa de cuidado e atenção. Os familiares também ficam abalados física e emocionalmente. Por isso, é recomendável que pais, mães e irmãos de pessoas com câncer estabeleçam períodos de descanso.

Também é essencial que essas pessoas procurem se distrair, na medida do possível, participem de grupos de apoio e cuidem de si mesmos, buscando suporte psicológico, se preciso for. Afinal, eles devem ficar fortes para fortalecer o ente querido, sempre demonstrando o apoio familiar para o que for preciso.

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Esofagectomia: conheça o procedimento

Esofagectomia: conheça o procedimento

Você já ouviu falar em esofagectomia? Trata-se de um procedimento cirúrgico para remover a totalidade ou uma porção do esôfago. O esôfago é um órgão de formato tubular, responsável pela condução dos alimentos líquidos e sólidos da boca até o estômago.

Assim como qualquer outro órgão, o esôfago pode adoecer e, dessa forma, precisar ser tratado adequadamente. Geralmente, a operação é realizada para retirar um tumor maligno em estágio inicial juntamente com parte do tecido adjacente normal. A quantidade do órgão a ser removida depende diretamente do estadiamento da doença. Em alguns casos, é preciso retirar também uma porção de outros órgãos, como o estômago, por exemplo.

Quer saber mais detalhes sobre a esofagectomia? Então, leia o artigo e entenda melhor como acontece o procedimento para a remoção do esôfago.

É possível viver sem o esôfago?

O esôfago é um órgão muito importante, que integra o sistema digestivo e existe para que se possa alimentar naturalmente. Entretanto, quando ele está comprometido, a esofagectomia se configura como uma alternativa de sobrevida. Então, o procedimento deve ser encarado com otimismo.

Para que o indivíduo continue se alimentando pós-cirurgia, o esôfago pode ser reconstruído com tecidos do intestino delgado, estômago ou intestino grosso. Ou seja, outros órgãos realizarão a função do esôfago, que consiste em conduzir os alimentos.

A cirurgia de remoção do esôfago (esofagectomia) pode curar o câncer?

Quando o câncer ainda não se espalhou além do esôfago e está em estágio inicial, a remoção do órgão pode curar o câncer. Entretanto, boa parte dos tumores de esôfago não é diagnosticada precocemente, o que reduz as chances de cura somente com sua retirada.

Como a esofagectomia é feita?

As duas técnicas que podem ser utilizadas para retirar o esôfago são a esofagectomia aberta e a esofagectomia minimamente invasiva. Dessa forma, na primeira, o órgão é removido por meio de cortes no abdômen e na caixa torácica. Na segunda, a técnica consiste em remover o esôfago através de pequenas incisões. Dessa forma, a operação é realizada com o auxílio de um endoscópio.

Independentemente da técnica eleita pelo cirurgião, juntamente com o indivíduo, os gânglios linfáticos são removidos para biópsia (exame anatomopatológico). Contudo, se a doença se disseminar para os linfonodos, pode haver necessidade de complementar o tratamento cirúrgico com radioterapia ou quimioterapia.

Quais são os riscos e efeitos colaterais da operação?

Como qualquer outro tipo de cirurgia, a esofagectomia envolve riscos.  Assim, o indivíduo que se submete à operação está sujeito às reações da anestesia, trombose, hemorragia, problemas de deglutição, engasgos, complicações pulmonares, alterações vocais, problemas digestivos, dentre outros.

Os riscos de complicações e efeitos colaterais diminuem muito se o paciente realiza todos os exames pré-operatórios, escolher um cirurgião de confiança, bem como adotar os devidos cuidados pós-cirúrgicos.

Quer saber um pouco mais sobre a esofagectomia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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Como identificar os sinais de câncer no fígado?

Como identificar os sinais de câncer no fígado?

O câncer de fígado, ou carcinoma hepatocelular, é um dos tipos de câncer mais potencialmente fatais que existem. Ele corresponde ao terceiro tumor maligno que mais leva pessoas a óbito, no mundo. Todos os anos são mais de 700 mil mortes relacionadas a essa causa.

Um dos principais motivos para a grande incidência de óbitos é o diagnóstico tardio, o que compromete efetivamente as respostas ao tratamento. O câncer de fígado pode ser primário, originado no próprio órgão, ou secundário, quando se inicia em outros órgãos e, por metástase, chega então ao fígado.

Independentemente de onde o tumor começa, é importante conhecer e perceber seus sinais para tratamento mais rápido possível, aumentando, assim, as chances de um bom prognóstico. Por isso, este texto apresenta uma lista com os principais sintomas de carcinoma hepatocelular. Confira.

Principais sinais de câncer no fígado

Nos estágios iniciais, a ocorrência de sintomas específicos é incomum, o que dificulta e atrasa o diagnóstico, aumentando, portanto, a letalidade do quadro. Quando a doença começa a dar indícios, já mais tarde, ocorrem diversas manifestações físicas.

Os principais sinais nos estágios mais avançados são:

  • redução do apetite;
  • perda de peso;
  • sensação de saciedade rápida, após consumir refeições leves e em pequenas porções;
  • crescimento do fígado;
  • baço aumentado.

Como efeito das alterações hepáticas, pode haver:

  • coceira no corpo;
  • febre;
  • veias muito aparentes na barriga;
  • agravamento de hepatite ou cirrose crônica;
  • icterícia – amarelamento dos olhos e das mucosas cutâneas

Fique atento a qualquer alteração nesse sentido. Também são frequentes os sintomas digestivos como, por exemplo, náuseas e vômitos, dor abdominal e inchaço no abdômen.

Outros sintomas do câncer no fígado

Certos tumores hepáticos podem favorecer a produção de hormônios que agem em outros órgãos além do fígado. Dessa forma, podem se desencadear sinais, como:

  • aumento do cálcio no sangue;
  • aumento da mama em homens;
  • redução dos testículos;
  • elevação dos níveis de colesterol;
  • hipoglicemia – redução de açúcar na corrente sanguínea.

Visto que esses sintomas podem sinalizar outras condições clínicas de menor gravidade, é importante fazer uma consulta com um médico especializado para investigar o quadro e fazer o diagnóstico diferencial.

Ao primeiro sinal suspeito, agende uma consulta e converse com o médico. Ele analisará os sintomas relatados e, possivelmente, fará um exame físico a fim de verificar outras possíveis alterações. Se for necessário, solicitará exames laboratoriais e de imagem com o intuito de confirmar ou descartar a condição neoplásica.

Se houver indícios de malignidade, o processo diagnóstico também envolverá a realização de biópsia, um procedimento cirúrgico que consiste na coleta de células e amostras de tecido para analisar a evolução de determinadas doenças crônicas, incluindo o câncer de fígado.

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Adenocarcinoma: causas e fatores de risco

Adenocarcinoma: causas e fatores de risco

O adenocarcinoma é um câncer originado nos tecidos glandulares, isto é, em tecidos compostos por células capazes de secretar e excretar diversas substâncias. Esse tipo de tumor maligno pode aparecer em diferentes órgãos, como estômago, próstata, intestino, útero, pâncreas, pulmões, etc.

Embora existam alguns adenocarcinomas de crescimento lento e gradual, a expansão da doença costuma ser rápida e agressiva na maioria dos casos, já que apresenta a capacidade de desenvolvimento de metástases. No entanto, apesar de complexo, o tratamento dessa neoplasia é possível, com boas respostas, a depender do estágio.

Quer descobrir como e por que se desenvolvem os adenocarcinomas? Leia o artigo e descubra quais são as causas e fatores de risco possíveis.

Causas do adenocarcinoma

As causas dessa categoria de câncer variam conforme a localização primária do tumor. Enquanto o hábito de fumar pode ter relação direta com o adenocarcinoma de pulmão, por exemplo, os tumores digestivos podem ter a ver com as escolhas alimentares. Isso significa que a causa determinante em um tumor pode não ser a mesma de outro.

Qualquer tipo de tumor maligno não apresenta uma única causa e tende a combinar aspectos externos (relativos ao ambiente) e internos (relativos a questões orgânicas). Em outras palavras, os adenocarcinomas podem ser causados pela combinação de múltiplos fatores, como poluição, contato com substâncias químicas, alterações hormonais, mutações genéticas, condições imunológicas, etc.

Fatores de risco para o adenocarcinoma

Vários fatores de risco podem aumentar a propensão de desenvolvimento de câncer, inclusive o  adenocarcinoma. Isso não significa, entretanto, que as pessoas que apresentam um ou mais fatores desenvolverão algum tumor maligno originado em tecidos glandulares. Ainda assim, é importante saber o que pode elevar as chances de câncer para evitar fatores que podem ser prevenidos, especialmente os relacionados ao estilo de vida.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de  adenocarcinomas estão:

  • tabagismo;
  • obesidade;
  • alimentação rica em carnes vermelhas e ultraprocessadas;
  • histórico familiar;
  • exposição desprotegida e prolongada aos raios ultravioletas;
  • exposição à radiação;
  • sedentarismo;
  • reposição hormonal;
  • infecções.

Ciente das causas e dos fatores de risco mais comuns, a pessoa deve adotar cuidados para levar uma vida mais saudável, priorizando a alimentação balanceada, prática regular de exercícios e abstenção de hábitos prejudiciais. Dentre eles, fumar, beber e se expor ao sol sem a devida proteção, por exemplo.

Até os fatores de risco que não podem ser controlados, como o histórico familiar, gênero ou sexo, devem ser considerados em caráter preventivo. Quem apresenta esses fatores predisponentes ao câncer pode – e deve – fazer o acompanhamento médico para evitar a doença ou diagnosticá-la e, assim, tratá-la precocemente caso venha a ocorrer. A rápida detecção do câncer, incluindo o adenocarcinoma, é fundamental para um bom prognóstico.

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Estadiamento do câncer: você sabe o que isso significa?

Estadiamento do câncer: você sabe o que isso significa?



Quando há um diagnóstico de neoplasia, é uma prática da oncologia classificar o grau de estadiamento do câncer para que se avalie a taxa de sobrevida do indivíduo. Para fazer essa avaliação, o oncologista verifica a evolução da doença.

Lendo este texto, você entenderá mais sobre o assunto, saberá quais são os tipos de estadiamento e conhecerá a importância dessa classificação. Então, continue a leitura.

O que é estadiamento do câncer?

Estadiamento é o processo realizado para determinar a extensão e o local do câncer diagnosticado em um indivíduo. Por meio desse procedimento é possível, então, avaliar a forma como a doença avançou pelo corpo.

Os médicos utilizam o estadiamento para planejar a melhor forma de tratamento, bem como analisar o prognóstico do indivíduo acometido. É comum que diferentes tipos de câncer, com o mesmo grau de estadiamento, tenham tratamento e prognóstico semelhantes.

A fim de avaliar o estadiamento do câncer, os profissionais da saúde realizam alguns exames e testes. O exame físico pode ajudar a descobrir a localização do tumor. 

Outros exames de imagem, tais como, raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassom e PET scan também oferecem informações importantes sobre o local e a disseminação do câncer.

A biópsia auxilia no diagnóstico do câncer, pois permite que o médico avalie se a imagem visualizada nos exames corresponde à disseminação da doença. Pode ser feita por meio do endoscópio, coletando-se uma amostra do material.

Tipos de estadiamento

Os estadiamentos mais comuns são o clínico e o patológico. O clínico diz respeito à extensão da doença. É uma avaliação baseada nos resultados dos exames clínicos, de imagem e da biópsia.

O estadiamento clínico é fundamental no diagnóstico, pois permite que seja escolhida a melhor alternativa de tratamento a ser iniciado.

O estadiamento patológico é realizado após o tratamento cirúrgico. Consiste em avaliar não só os resultados dos exames físico, de imagem e da biópsia, mas também no que foi observado durante a cirurgia. Em alguns casos, o estadiamento patológico confirma um grau de disseminação diferente do estadiamento clínico.

Sistema TNM

Existem diferentes métodos para mensuração do grau de estadiamento do câncer. O mais comum é o sistema TNM, um conjunto de normas que são atualizadas a cada 6-8 anos. De acordo com esse sistema, é atribuída uma letra a cada tipo de câncer.

A letra T indica um tumor primário, a letra N indica que o câncer se espalhou para os linfonodos e a letra M é atribuída ao câncer que se tornou metastático.

Além disso, cada uma dessas letras tem diversas variações que especificam as características do tumor e facilitam a escolha do melhor tipo de tratamento. Essas letras podem ter o significado alterado para cada forma de câncer ou, ainda, ter diferentes subcategorias.

Enfim, se você entendeu o que é estadiamento do câncer, conseguiu perceber como esse sistema é importante tanto para os médicos quanto para os indivíduos acometidos. Caso tenha mais dúvidas, procure um oncologista qualificado para uma consulta.

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Câncer de endométrio: quais as causas e como é feito o diagnóstico?

Câncer de endométrio: quais as causas e como é feito o diagnóstico?



O câncer de endométrio é o sexto tipo mais frequente em mulheres, no mundo, e um dos tumores ginecológicos mais comuns. Para evitar essa doença, é necessário conhecer as causas e saber como é feito o diagnóstico.

Quer saber mais sobre cada um desses tópicos? Então, não deixe de ler este texto até o final.

O que é câncer de endométrio?

O endométrio é uma membrana muito vascularizada que reveste a parede interna do útero. O câncer de endométrio pode ter origem em uma lesão pré-maligna ou já aparecer de forma maligna. 

Normalmente, as pessoas mais afetadas por essa doença são as mulheres com mais de 60 anos, que estão, portanto, na fase pós-menopausa. 

Quando não há um diagnóstico precoce do câncer de endométrio, o tumor crescerá e poderá se alastrar para o miométrio, atravessá-lo e alcançar a vagina, o colo do útero, os ovários, o reto, bem como o sistema urinário e o interior do abdômen. 

Em casos raros, a metástase pode, ainda, chegar aos pulmões, fígado e osso. Os sintomas mais relatados são hemorragia vaginal, com sangramento entre os períodos menstruais ou após a menopausa, dor e incidência de massa anormal na pelve e perda de peso.

Esse câncer pode se manifestar de diferentes formas, sendo mais frequente o carcinoma endometrioide. 

Quais são as causas?

Nas mulheres que ainda estão menstruando, o endométrio aumenta de espessura a cada mês, pois ele se prepara para um possível gravidez. Se, durante o ciclo menstrual, a mulher não engravidar, esse revestimento extra é expelido durante a menstruação.

Quando chega à menopausa, a mulher deixa de menstruar e, consequentemente, o endométrio não aumenta mais de espessura. Entretanto, quando ocorre alguma disfunção, esse revestimento extra se desenvolve pela ação indevida de células anormais, caracterizando o câncer de endométrio.

Ainda não se sabe a causa dessa disfunção, mas há um entendimento de que ocorre uma mutação genética no interior das células do endométrio. Essa mutação torna anormais as células saudáveis.

Assim, elas se multiplicam rapidamente e formam um tumor. As células cancerígenas se instalam nos tecidos adjacentes e podem se espalhar para outras partes do corpo, passando a ser um câncer metastático.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico desse câncer é feito a partir da realização dos seguintes exames:

  • exame pélvico, para que avalie o interior da vagina;
  • ultrassom transvaginal;
  • curetagem;
  • histeroscopia, para que seja visualizado o interior da vagina e, por meio do endoscópio, seja feita uma biópsia.

O resultado desses exames, confirmará ou descartará a incidência do câncer. Quando ele é diagnosticado, a próxima etapa é descobrir o estágio em que se encontra e se ele já se espalhou para outras áreas ou não.

Para isso, podem ser realizados um exame físico, uma ressonância magnética do abdômen e da pelve e uma radiografia do tórax. 

No entanto, nem sempre o diagnóstico é precoce. Por isso, a realização periódica de exames ginecológicos e o acompanhamento médico são as melhores formas de prevenir o câncer de endométrio ou de diagnosticá-lo precocemente.

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