Dr. Rafael Onuki Sato

Hidratação da pele é fundamental durante a radioterapia

Um dos grandes enfoques da radioterapia é eliminar qualquer vestígio do câncer no corpo e aliviar os sintomas. Embora seja eficaz, ainda assim não é possível escapar dos seus efeitos colaterais e uma das reações mais temidas é vulnerabilidade da pele.

Muitas pessoas, especialmente mulheres, incomodam-se com essas irregularidades com a pele, devido à força do tratamento. Porém, a dica primordial é deixar a pele mais hidratada possível, para que essas incidências não ocorram, ou, se ocorrerem, que não se propaguem com facilidade.

Como hidratar a pele durante a radioterapia?

Antes de tudo, é importante deixar claro que essas reações não acontecem de imediato. O paciente só começa a perceber a mudança a partir da segunda ou terceira semana de tratamento, ou até mais tarde, dependendo da maneira com que o organismo reage ao procedimento. No entanto, é importante estar preparado para a situação, dando prioridade à hidratação com táticas específicas para não deixar o órgão mais debilitado.

Banhos rápidos

O banho precisa ser rápido, porque a pele vai ficar mais sensível do que o normal. As irritações e vermelhidões podem surgir e deixar a pele mais sensível a qualquer ato intenso, seja para calor ou frio. Por isso, os banhos devem ser mornos, e não devem durar muito.

Uso de sabonete

Os sabonetes precisam ser de pH neutro, porque não provocam nenhuma reação inadequada à pele, e não deixam a condição ficar ainda mais grave.

Se houver dúvidas, é bom perguntar ao médico qual sabonete deve ser usado para que o órgão não sofra com mais irregularidades. Durante o banho, o sabonete deve ser usado, mas sem esfregá-lo com tanta força ou intensidade, pois isso também provoca irritações e queimaduras.

Não coce e nem esfregue a pele

Essa dica serve para o momento após o banho e durante o dia.

Ao sair do banho, não esfregue a toalha na pele para deixar o órgão mais seco. Deixe que a pele se encarregue de se secar sozinha para que a hidratação tenha mais efeito. Se possível, não use esponjas durante o banho apenas o massageio com as mãos é o essencial.

Além disso, a pele também vai sofrer com coceiras durante a radioterapia e, por mais que seja incômodo, é importante não coçá-la. Permaneça em local ventilado, a fim de que a pele se alivie da coceira naturalmente.

Usar hidratantes

Alguns hidratantes também podem ser usados para deixar a pele mais protegida. Óleos essenciais, concentrados de vitamina A e E, além de cremes à base de glicerol são ótimas alternativas e devem ser usadas mediante recomendações médicas. O ideal é fazer essa hidratação e, também, evitar contato contínuo com o sol, usando sempre protetor solar fator 50.

Caso ainda apareçam irregularidades na pele durante a radioterapia, é preciso consultar o médico para prevenir problemas ainda mais delicados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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Mucosite: o que é e como evitar

Mucosite é uma inflamação nas mucosas orais, ou seja, na parte interna da boca e/ou da garganta. Essa inflamação pode causar úlceras na região das bochechas, dos lábios, do céu da boca, da gengiva ou língua, e ocorre com grande parte dos pacientes que passam por radioterapia para tratamentos de câncer no rosto e no pescoço, além de também ocorrer com cerca de 40% dos que se tratam com a quimioterapia.

Os sintomas incluem inchaço, vermelhidão, sensação de queimação, aumento na sensibilidade, dor, dificuldade em engolir e lesões, por vezes com sangramento associado.

Para quem já possui algum outro tipo de complicação oral (como tártaro, gengivite, abscessos e outros), as chances de conviver com a inflamação são ainda maiores, já que o local já está “traumatizado”.

Prevenção

Em grande parte dos casos, há como prevenir a mucosite. Quando o diagnóstico de câncer for assimilado, e, principalmente, se ele exigir tratamento na região da cabeça e pescoço, você pode fazer algumas perguntas ao médico.

Confirme quantas sessões, aproximadamente, serão necessárias, tanto de radioterapia quanto de quimioterapia, se for o caso. Se houver cirurgia, pergunte sobre os cuidados pré e pós-operatórios.

Com essas informações, agende uma consulta preventiva com um dentista preferencialmente, um que já tenha tratado de pacientes com câncer. Ele poderá avaliar a sua situação bucal e ver se há algum problema não percebido, bem como recomendar a melhor higienização.

É possível, ainda, que seja necessária uma aplicação de laserterapia. Ela serve tanto na prevenção quanto no tratamento, pois tem ações analgésicas e anti-inflamatórias.

De qualquer forma, é muito importante que o paciente siga cuidadosamente as orientações sobre a higiene bucal. Escove os dentes corretamente, passe fio dental sem muita força e faça gargarejos regulares com bicarbonato de sódio.

Tratamento

Quem já está passando pelo problema pode seguir algumas dicas para aliviar os sintomas.

Sempre que possível, devem ser evitados alimentos ácidos, secos, picantes e de difícil mastigação. E, por mais que seja desconfortável, a higienização deve ser mantida em dia.

Além da já mencionada laserterapia, o médico também pode recomendar a crioterapia oral. Trata-se do uso de gelo mais especificamente, a sucção de alguns blocos ou lascas de gelo antes e depois das sessões de quimioterapia.

Isso pode reduzir consideravelmente a incidência das inflamações. Em outros casos, o médico pode aplicar algum tipo de anestésico local, como o Nenedent. Analgésicos também podem ser usados o Oncilon, por exemplo, é bastante popular para este tipo de tratamento.

A mucosite pode realmente atrapalhar muito o dia a dia do paciente oncológico. Não hesite em procurar ajuda se este for o seu caso!

Converse com o seu médico oncologista e com o seu dentista. Repasse as informações, conforme for necessário, e aumente as chances de que seu tratamento seja mais simplificado, isto é, com a menor quantidade de incômodos possível.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

 

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Fake News: Um desserviço e um desrespeito a oncologia – INFORME-SE

Fake News: Um desserviço e um desrespeito a oncologia – INFORME-SE

Tudo o que você precisa saber sobre o audio falso usando meu nome

Olá amigos, como todos que me acompanham já devem saber, fui vitima de um audio falso, sobre os poderes curativos da graviola contra o câncer, dentre outros assuntos, porém esse o que mais me afeta profissionalmente por ser cirurgião oncológico, tratar pacientes com câncer diariamente e ter meu nome relacionado a isso. Se você quiser os detalhes, procure no meu site e redes sociais e irá encontrar.

Abaixo, gostaria de deixar algumas referências, alguns links para quem quiser se informar mais, como sempre digo, não confie no que vê na internet, procure sites sérios e profissionais sérios para tirar suas dúvidas. Com certeza se quiser achar respostas mirabolantes, sempre vai encontrar.

Não postei todos os sites, apenas os que considerei mais importantes, muitas matérias derivadas das mesmas, então optei por fazer uma pequena curadoria para facilitar. Destaco em meio a isso tudo abaixo o alerta do INCA, sobre o “conto do milagre”, se não tiver tempo para ver todos, pelo menos veja este.

 

Folha de Londrina – Micaela Orikasa, primeira jornalista séria a se interessar pelo assunto e fazer uma matéria que não sensacionalista sobre o assunto, meu muito obrigado. Obrigado a folha de Londrina, nosso maior jornal local.

G1 e globo.com – Mais uma excelente matéria do jornalista Roney Domingos. Esclarecendo boatos e de forma muito séria e precisa. Obrigado pelo apoio.

Instituto Oncoguia – site muito sério, talvez o principal site nacional no esclarecimento a população sobre o câncer.

Inca: mitos e verdades – matéria do ano passado já, alertando a esse tipo de problema e o “conto do milagre”, leitura bastante objetiva e importante para entender as implicações inclusive legais de se fazer apologia e prescrições sem embasamento cientifico.

Instituto Vencer o Câncer – Estadão – 15/05/2017 – também vale a pena a leitura.

Site boatos.org – Edgard Matsuki – especialista em boatos de internet, indica que essa mesma noticia é recorrente há pelo menos 5 anos na internet. Desta vez atribuída a mim, mais um boato.

Am J Surg. 2006 Oct;192(4):471-3. – para aqueles que gostam de artigos científicos, revistas renomadas, primeiro este mais antigo de 2006, câncer de mama, bastante significativo.

sciencebasedmedicine.org – agora de 2017, mais recente, mas podemos ver que é uma discussão mundial o uso de terapias alternativas. Resultados também bastante contundentes. Vale a leitura.

Respeito todas as opiniões contrárias, e como já expliquei inúmeras vezes, meu intuito é informar o que aprendi e acredito e não discutir. Um grande abraço a todos os que chegaram ao final deste artigo, talvez o mais trabalhoso de seguir, mas muito importante.

“A informação é a principal arma contra o câncer.”

 

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Matéria do G1 sobre o audio atribuído a mim. Mentira

Matéria do G1 sobre o audio atribuído a mim. Mentira

Queria agradecer ao G1 e ao Roney Domingos pelo espaço cedido para mais uma vez esclarecer esse incidente que considero um desserviço para a saúde pública. Tomou proporções absurdas, então obrigado em meu nome, dos pacientes e dos serviços do qual faço parte, Hospital de Câncer de Londrina e Centro de Oncologia e Radioterapia de Londrina. Clique aqui para ver a matéria do G1 que está muito boa !!! Grande abraço a todos e espero com isso encerrar esse assunto.

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Histórico familiar aumenta chance de ter câncer de mama

Existe uma importância significativa em conhecer o histórico familiar de saúde. Quando sabemos de casos recorrentes de doenças dentro da nossa família, conseguimos tomar atitudes relacionadas à prevenção e diagnósticos precoces. Isso contribui para a eficácia e precisão nos tratamentos.

E quando nos referimos ao câncer de mama, especificamente: o histórico familiar aumenta os riscos de ter a doença? Entenda.

Doença genética e doença hereditária

É de extrema importância ressaltar que, por mais que possam parecer similares, genética e hereditariedade são diferentes. Uma doença hereditária se dá pela transmissão de pais para filhos, por meio da herança genética carregada pelas gerações. Já a doença genética (caso do câncer de mama e tantos outros) se configura quando uma célula normal passa por mutações genéticas, proliferando-se e suscitando uma doença.

Em nosso país, estima-se que somente 10% dos casos de mulheres com câncer estejam diretamente relacionados ao histórico familiar. O restante dos casos são tumores que aparecem de maneira esporádica, normalmente em pessoas com mais de 50 anos e sem indícios de casos na família.

Especificamente nesses casos, a causa aparece por conta dos hábitos de vida da pessoa (alimentação, sedentarismo, obesidade, cuidados com a saúde) e ainda de alterações genéticas (específicas da pessoa e não de sua família).

Importância da investigação do histórico familiar

O histórico de câncer de mama na família, seja do lado materno como do lado paterno, é um dos grandes fatores de risco para uma mulher ter a mesma doença. A proximidade do parentesco também é levada em conta: quanto maior, mais alto é o risco.

A suspeita e atenção devem ser reforçadas quando há muitos casos de câncer de mama ou de ovário dentro da família, principalmente em pessoas que tenham idade inferior a 50 anos (destaque àqueles familiares de 1º grau), casos de câncer nas duas mamas ou ainda casos de câncer de mama em homens.

Quando sua mãe, irmã ou filha possuem câncer de mama, o risco que você também tenha aumenta em até 80%, já que essa doença possui grande componente familiar. Dessa forma, as mulheres com histórico de câncer de mama devem atentar quanto à realização regular de mamografia.

A investigação da predisposição ao câncer é importante para identificar maneiras de prevenir a doença. Sabendo da possibilidade de um câncer, o oncologista pede que o paciente realize exames específicos, que auxiliam na identificação do tipo de tumor. Com a investigação, também se torna possível que uma adolescente que tenha histórico familiar de câncer faça mamografias mais cedo, ou até mesmo a mastectomia, evitando o aparecimento da doença.

Já existe um teste em que é possível identificar a presença ou não de mutações genéticas . Entretanto, esse serviço só é encontrado na rede particular de saúde, com o custo de R$ 600, em média. Quando detectada alguma mutação, as cirurgias preventivas ajudam a reduzir consideravelmente o risco da doença.

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6 dicas para aliviar o enjoo causado pelo tratamento do câncer

O enjoo é um dos efeitos colaterais mais comuns do tratamento do câncer. Esse problema se manifesta, sobretudo, após uma sessão de quimioterapia, principal terapêutica para a remissão de tumores.

No entanto, existem algumas medidas para evitar ou ao menos controlar o mal-estar. Para ajudar você nesse período, reuni no presente artigo 6 dicas valiosas. Acompanhe.

Tente fazer pequenas refeições

O jejum prolongado está entre as causas do problema em questão. Portanto, procure realizar mais refeições leves ao longo do dia e em menor quantidade. Desse modo, o organismo não se sentirá tão sobrecarregado.

Também não se alimente logo após um episódio de vômito, espere um tempo até consumir algum alimento de novo. E lembre-se de mastigar bem e comer devagar para facilitar a sua digestão.

Dê preferência a ingredientes frios

Se a situação estiver muito complicada de administrar, chupe um cubo de gelo cerca de 40 minutos antes de comer. Fazer ou mesmo comprar picolés de sua fruta favorita é outra boa alternativa.

Quando puder, consuma os alimentos em temperatura ambiente, pois as temperaturas mais baixas amortecem os receptores gustativos, o que reduz as náuseas.

Mantenha-se hidratado

Não deixe de ingerir de 8 a 10 copos de líquidos entre as refeições para não ficar desidratado. Essa ação simples controla a pressão no estômago e reduz as incidências de refluxo.

Entre os líquidos, priorize água, sucos naturais, chás e caldos, limitando o consumo de cafeína. Portanto, não exagere no uso de refrigerantes à base de cola, chá preto ou mate, café e energéticos.

Coma com talheres de plástico

Uma reclamação frequente durante o tratamento do câncer é o gosto metálico na boca. Então, tenha à disposição talheres de plástico para que o sabor não interfira no seu paladar. O ambiente deve ser agradável e tranquilo, por isso vale a pena dedicar-se à arrumação da mesa.

Menos saliva

Selecione alimentos mais secos, como pães, torradas e biscoitos sem recheio. A consistência desses itens ajuda a conter a sialorreia (maior produção de saliva), um dos sintomas observados durante a náusea.

Outro ponto a ser mencionado é que, por serem fontes de carboidrato, os alimentos são fáceis de mastigar, digerir e absorver. O sabor neutro também atenua o estímulo sensorial do reflexo que leva ao vômito.

Fique longe da cozinha no preparo das refeições

Caso seja viável, não esteja na cozinha durante o preparo da comida para que o cheiro dos ingredientes ao longo da cocção não agrave o enjoo.

Pôr em prática as recomendações acima costuma trazer excelentes resultados para a maioria dos indivíduos. Sendo assim, enquanto estiver em tratamento, implemente esses hábitos simples para prevenir enjoos.

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Como manter a autoestima elevada durante o tratamento do câncer

Receber um diagnóstico de câncer é uma das coisas mais chocantes e difíceis que qualquer pessoa pode enfrentar, pois se trata de uma doença séria e que pode acarretar impactos significativos. Entre os muitos sentimentos que a pessoa experimenta durante o diagnóstico e tratamento, manter a autoestima elevada é sem nenhuma dúvida um dos mais desafiadores. É justamente a relação entre câncer e autoestima o tema abordado neste artigo.

A autoestima é um dos sentimentos de valoração mais importantes para qualquer ser humano, seja homem ou mulher, pois ele se relaciona diretamente com a maneira como nos enxergamos, em que reconhecemos nosso valor e que merecemos tudo de bom que a vida pode nos oferecer. Assim, pode-se afirmar que a autoestima é o sentimento em relação a si mesmo que faz com que qualquer pessoa evolua.

No entanto, em momentos difíceis –  como no caso do tratamento do câncer, a autoestima pode ser abalada, já que a mente começa a criar pensamentos negativos sobre a própria pessoa. Esse cenário é extremamente preocupante no caso das mulheres, que são mais pressionadas pelos padrões de beleza da sociedade.

Importância da manutenção de autoestima alta

Como visto acima, existe uma relação bastante íntima entre autoestima e câncer, que, na grande maioria das pessoas, tende para o lado negativo, algo que se justifica tanto pelos sentimentos pessimistas quanto pelas mudanças estéticas que as pessoas enfrentam durante o tratamento da doença.

No entanto, manter uma atitude positiva, em especial durante o tratamento, é de fundamental importância por diversos motivos. Entre os principais, pode-se citar:

  • adesão ao tratamento: os tratamentos para o câncer têm se tornado cada vez mais indolores e menos invasivos. No entanto, muitas pessoas relutam em se submeter a eles, mesmo com a possibilidade de cura completa da doença. Com a autoestima alta, a pessoa se fortalece e se motiva a realizar o tratamento até o final, independentemente dos possíveis efeitos colaterais;
  • melhoria no relacionamento com a equipe médica: os profissionais de saúde são fundamentais para o enfrentamento de qualquer doença. No entanto, por serem os especialistas na doença, ou seja, estarem em uma posição “superior”, muitos paciente têm medo de serem completamente honestos a respeito de suas expectativas e desejos com a equipe médica, sentimento que é atenuado com uma boa dose de autoestima, permitindo que o(a) paciente se livre de angústias;
  • atitude positiva: o otimismo é fundamental para que todos possam levar uma vida plena, o que aplica também a situações de sofrimento.

Autoestima e câncer: dicas

Mesmo não sendo uma tarefa fácil equilibrar a relação entre autoestima e câncer, algumas atitudes simples podem ajudar, como:

  • falar com outras pessoas que estão ou estiveram nessa situação, por meio de redes de apoio, por exemplo;
  • dar-se tempo para se ajustar a esse novo momento da vida, entendendo que é necessário autocompaixão;
  • construir uma rede de apoio com amigos e familiares;
  • deixar que a equipe médica saiba de seus medos e angústias;
  • manter-se ativo o máximo possível, por meio da prática de exercícios, alimentação saudável e atividades de interesse, como leitura;
  • sempre que necessário, pedir e aceitar receber ajuda.

Com essas dicas simples, é possível melhorar significativamente a relação entre autoestima e câncer, tornando o tratamento da doença menos traumático e doloroso possível.

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É normal ter queda de imunidade durante o tratamento do câncer?

Os tratamentos disponíveis para o câncer na rede pública e privada de saúde apresentaram uma evolução considerável nas últimas décadas, impulsionada primordialmente pelo investimento em pesquisa e tecnologia.

No entanto, muitas dúvidas ainda cercam o assunto e uma das principais é em relação à queda de imunidade durante o tratamento. É justamente esse assunto que o presente artigo procura esclarecer.

Relação entre tratamento de câncer e imunidade

Para que se possa entender o assunto indicado acima mais facilmente, antes de qualquer coisa é necessário saber como o câncer surge e é tratado. Os tumores malignos são originários de uma mutação nas células do corpo, que começam a se multiplicar de forma desorganizada, levando à formação dos tumores.

Dessa maneira, os tratamentos disponíveis para a doença, como a quimioterapia, visam destruir essas células problemáticas. No entanto, devido à complexidade do organismo, o tratamento pode atingir aquelas células que não estão doentes, incluindo as presentes na medula óssea.

Quando isso acontece, o organismo apresenta uma queda na produção dos glóbulos brancos, que nada mais são que as células de defesa contra infecções  no sangue. Assim, essa diminuição leva à queda na imunidade. Esse quadro é chamado de neutropenia e é considerado um dos efeitos colaterais mais comuns dos tratamentos de câncer.

Precauções

Pelo que foi dito acima, pode-se afirmar que a queda de imunidade durante o tratamento do câncer é algo esperado, assim como é a queda de cabelo e a perda de peso. No entanto, diferentemente dos outros efeitos colaterais, que são primordialmente estéticos, ela pode oferecer diversos riscos.

O primeiro é o físico, uma vez que o organismo fica mais propenso a ter infecções, o que em muitos casos pode fazer com que seja necessário interromper a quimioterapia para tratar o problema.

Esse primeiro risco leva a outra consequência bastante séria: o abalo emocional. Quando o tratamento é iniciado, o paciente sabe quantas sessões serão necessárias até que ele acabe. Mas quando uma infecção se instala, todo o cronograma é modificado, fazendo com que o paciente se frustre e tenha uma menor adesão ao tratamento.

A neutropenia não apresenta sintomas nítidos ,geralmente, só é detectada após a realização de um exame de sangue. Algumas atitudes simples podem impedir a instalação de infecções, como lavar as mãos com frequência, evitar locais com grande concentração de fungos, como construções, evitar locais com multidões e sempre utilizar máscara ao sair de casa. Dependendo da contagem de glóbulos brancos no sangue, relações sexuais devem ser evitadas. Por isso, é muito importante manter um diálogo honesto com a equipe médica.

Vale ressaltar que hoje existem formas bastante eficazes de tratar a queda na imunidade, como a administração de medicamentos que estimulam a produção de células de defesa do organismo a cada ciclo de quimioterapia.

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Importância da detecção precoce do câncer

O câncer é umas das principais causas de morte no mundo. Por ano, cerca de 8,2 milhões de pessoas morrem vítimas da doença. Hoje, 32 milhões convivem com o problema em diferentes estágios, incluindo os terminais. Contudo, será que de alguma forma é possível evitar essa doença e proteger o corpo contra o seu estágio mais avançado?

É possível sim, mas isso não depende de milagre ou estudo moderno da Medicina e muito menos de uma pílula para proteger o corpo e pronto, estamos imunizados! Isso não existe.

O melhor remédio está em uma mudança de comportamento, a conscientização de que ninguém está imune ao surgimento da doença e de que o único jeito de combatê-la, além dos hábitos saudáveis, é por meio da detecção precoce nos exames preventivos.

Quanto antes ocorrer a detecção de qualquer célula cancerígena no corpo, mais fácil será proceder com o tratamento, que deverá ser menos sofrível para o paciente, garantindo-lhe maiores chances de restabelecimento e de cura.

Exames de imagem

Existem exames que, com apenas algumas gotas de sangue, são capazes de detectar algum tipo de câncer. Há também marcadores de tumor, como o AFP e o PSA, que apontam uma metástase em desenvolvimento.

Contudo, para evitar qualquer possibilidade de erro no diagnóstico, existem os exames de imagem, que são rápidos, práticos e precisos e que consistem em um rastreamento da doença. Gostaria de colocar apenas uma ressalva aqui quanto ao famoso PET-CT ou PET SCAN, que apesar de ver o corpo como um todo tem suas ressalvas e não deve ser usado amplamente como rastreamento de rotina, e sim na detecção precoce apenas quando de uma suspeita de lesão não identificada. 

Além de ajudar a detectar mais rapidamente e mais cedo o câncer que o paciente possui, tais equipamentos ajudam no passo seguinte, que é o de proceder com o tratamento mais adequado, a fim de alcançar a recuperação o mais breve possível .

O nosso corpo por inteiro, incluindo os órgãos, é formado por células. Quando não descoberta a tempo, uma célula cancerígena tem a possibilidade de crescer em tamanho e se multiplicar, “contagiando” as demais células próximas.

Assim, um órgão que seja acometido por uma dessas células, em poucos meses, poderá estar tomado por completo por elas, quando estas não contaminam as células de outros órgãos próximos. É quando ocorre a chamada metástase.

 

Não deixe de consultar o seu médico e sempre faça um check up completo. Prevenção nunca é demais e pode ser o melhor remédio para recuperação e cura mais eficazes.

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Hormonioterapia e câncer: entenda a relação

A quimioterapia e a radioterapia são as formas mais comuns de tratamento de diversos tipos de câncer. Porém, o que muita gente não sabe é que a hormonioterapia também é uma opção para quem está lutando contra esse problema de saúde.

Mas como a hormonioterapia funciona?

Esse tipo de tratamento é feito por meio de medicamentos que atuam no bloqueio da ação dos hormônios no corpo humano. Dessa forma, os hormônios não irão estimular o aumento e crescimento das células do câncer.

Alguns tipos de câncer, como o de próstata e o de mama, utilizam esses estímulos dos hormônios presentes  no corpo para avançar e crescer cada dia mais. Com a hormonioterapia, esse crescimento é suspenso e o câncer tem seu desenvolvimento barrado. Esse tratamento pode ser feito por meio da ingestão de comprimidos ou pela aplicação de injeções.

Indicação do tratamento

A hormonioterapia tem sido muito indicada por especialistas para o tratamento do câncer de próstata e para o câncer de mama. Nesses casos, o tratamento trabalha para que os efeitos da testosterona e do estrogênio sejam bloqueados e não atuem no desenvolvimento do câncer já presente no organismo.

É muito comum que esse tipo de tratamento seja um grande aliado de outras técnicas utilizadas para o combate ao câncer, como a radioterapia ou o procedimento cirúrgico. Dessa forma, o paciente terá mais chances de cura. Porém, a utilização ou não da hormonioterapia irá variar de caso para caso.

Além disso, outros fatores também devem ser levados em conta ao optar ou não pelo uso desse tratamento, como especificidades do tumor, possíveis efeitos colaterais e a idade de quem está com a doença.

Mesmo que na maioria dos casos a hormonioterapia seja utilizada com o objetivo de cura, esse tipo de tratamento também está sendo usado em casos em que a cura do câncer já não é mais possível. Dessa forma, a terapia atua somente para impedir o avanço do tumor.

Efeitos colaterais

Considerando que a hormonioterapia atua no corpo humano com o objetivo de barrar os efeitos dos hormônios em no organismo, o doente pode sofrer com alguns efeitos colaterais durante o tratamento. Isso acontece porque o corpo precisa da ação dos hormônios para realizar algumas funções.

Os efeitos colaterais mais comuns relatados pelos pacientes que realizam esse tipo de tratamento são a impotência sexual, facilidade para ganhar peso, desenvolvimento de trombose nas pernas, sensação de ondas de calor pelo corpo e perda da vontade sexual.

Todos esses efeitos gerados pela hormonioterapia passam a ser amenizados pelo médico durante o tratamento, pois ele poderá observar quais os níveis de tolerância do corpo do paciente. Para que essa terapia funcione, é preciso seguir de forma precisa todas as dosagens recomendadas pelo especialista, além de tomar os medicamentos de forma regular.

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