Dr. Rafael Onuki Sato

Carcinoma de células escamosas: o que é?

Carcinoma de células escamosas: o que é?



O carcinoma de células escamosas diz respeito ao câncer que se desenvolve nessas células, também chamadas de epidermoides. As células escamosas fazem parte da pele, revestimentos da cabeça e pescoço, útero, dentre outros órgãos.

A parte mais externa da pele, por exemplo, chamada de epiderme, é composta por três tipos de células: as escamosas, basais e os melanócitos, responsáveis pela tonalidade cutânea. Esses elementos sofrem alterações constantes, se renovando com o surgimento de novas células.

Quando algum fator prejudica a geração de células saudáveis da pele, como a exposição à radiação ultravioleta, ocorre uma multiplicação desenfreada de células com DNA alterado. Isso caracteriza a formação do câncer de pele.

A depender da região prejudica pelo câncer, podemos ter um carcinoma de células escamosas, também chamado de espinocelular, carcinoma basocelular ou melanoma.

Vamos conhecer mais sobre o câncer de células escamosas, a seguir.

Como é o carcinoma de células escamosas?

O câncer de células escamosas é caracterizado pelo desenvolvimento de manchas vermelhas na pele, bem como feridas abertas ou verrugas cutâneas. 

Tais alterações podem surgir em diferentes regiões do corpo, no entanto, é mais comum que ocorram onde existe maior exposição à radiação ultravioleta do sol, ou lâmpadas de bronzeamento artificial. 

Este tipo de câncer apresenta bom resultado no tratamento, ou seja, não costuma oferecer risco à vida do paciente. De toda forma, caso não seja tratado de forma correta, a neoplasia pode se tornar algo perigoso. Isso pode ocorrer quando as lesões cancerígenas aumentam de tamanho, ou se espalham para outras regiões do corpo.

Sintomas do carcinoma espinocelular

Regiões do rosto, orelhas, mãos, tórax, costas, couro cabeludo e lábios são as mais atingidas por este tipo de câncer, já que são mais expostas ao sol. Nesses áreas, pode surgir uma simples mancha vermelha, que pode alterar de tamanho e forma.

Na boca, o carcinoma apresenta um aspecto de úlcera ou mancha de cor branca. Feridas que não cicatrizam também podem representar o crescimento desse tipo de câncer de pele.

Fique atento às erupções cutâneas que crescem lentamente, bem como elevações em pintas, verrugas ou outros sinais de pele que se alteram com o tempo.

Procure um dermatologista para que o médico realize uma avaliação apurada da lesão.

Principais fatores de risco para o carcinoma de células escamosas

Algumas características físicas e hábitos do dia a dia aumentam o risco de desenvolvimento do câncer. Os principais deles incluem:

  • ter pele, cabelos e olhos claros;
  • exposição à radiação ultravioleta do sol ou de bronzeamento artificial;
  • trabalhar debaixo do sol;
  • histórico de queimaduras de sol, principalmente no início da vida.

O carcinoma de células escamosas é bastante tratável, desde que o paciente busque atendimento médico o quanto antes.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



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Tire suas dúvidas sobre o câncer de ovário

Tire suas dúvidas sobre o câncer de ovário



O câncer de ovário é o segundo tumor ginecológico mais frequente no Brasil. Em primeiro lugar, está o câncer de colo do útero.

Quase 4 mil mulheres perderam a vida em decorrência do tumor ovariano, em 2017. Para 2020, espera-se 6.650 novos casos da neoplasia, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Neste artigo, busco esclarecer as principais dúvidas das mulheres com relação a este tipo de câncer. Por isso, a leitura é essencial como medida de prevenção.

Quais são os sintomas do câncer de ovário?

Nos estágios iniciais, os sintomas do câncer de ovário podem ser confundidos com outras doenças, já que, inicialmente, ele manifesta sinais sutis. Infelizmente, esta é uma neoplasia que demonstra sintomas em estágios mais avançados.

Quando isso acontece, os principais sintomas incluem:

  • inchaço;
  • dor pélvica ou abdominal;
  • dificuldade em comer ou sentir-se cheio rapidamente;
  • sintomas urinários (urgência ou frequência).

Caso os sintomas persistam por mais de duas semanas, não hesite em buscar a ajuda do seu ginecologista.

Existe prevenção para o câncer de ovário?

Infelizmente, não. O que existe é a observação de que o uso de contraceptivos orais diminuem em até 50% o risco de desenvolvimento da doença, caso sejam utilizados por, no mínimo, cinco anos.

Outra observação interessante é que a gravidez e a amamentação também reduziram o risco de câncer no ovário. Outros estudos mostraram que a ligadura, a histerectomia e a remoção dos ovários também foram medidas preventivas responsáveis pela redução de novos casos da doença.

De todo modo, em caso de risco comprovado para a doença, como genes ligados ao desenvolvimento deste tipo de tumor, deve-se conversar com o seu médico sobre as melhores ações a serem tomadas.

Há relação entre o câncer de mama e o câncer de ovário?

O câncer de mama e de ovário podem ser causados ​​por mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Os genes podem ser detectados em exames genéticos.

A relação entre as doenças existe, inclusive, quando uma mulher desenvolve câncer de mama antes dos 50 anos. Nessas pacientes, existe duas vezes mais chances para o desenvolvimento de um câncer de ovário.

A alteração em outros genes tem associado o câncer de ovário, inclusive, aos cânceres colorretal e de útero.

Quem removeu o ovário tem risco para a doença?

Não. Porém, existe um tipo de tumor semelhante ao câncer de ovário que ainda pode ser desenvolvido, mesmo após a remoção dos órgãos. Estamos falando do câncer de peritôneo, que deve ser tratado com os mesmos medicamentos usados para o tratamento do câncer ovariano.

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4 dúvidas comuns sobre o câncer de endométrio

4 dúvidas comuns sobre o câncer de endométrio



O câncer de endométrio faz parte dos diferentes tipos de tumores que podem atingir o corpo do útero. O endométrio é a parte do útero em que ocorre a implantação do embrião. Ou seja, é lá onde começa todo o processo de fecundação e a gravidez.

Um câncer no endométrio pode causar complicações para a vagina e o fígado, já que as células cancerígenas do órgão podem se espalhar, causando metástase nesses locais.

Neste artigo, separei as principais perguntas sobre este tipo de neoplasia. Confira, a seguir.

1# Quais são os sintomas do câncer de endométrio?

O principal sinal da doença – presente em cerca de 90% dos casos – são os sangramentos anormais na vagina. Esse sinal ocorre quando há pequena quantidade de sangue fora do período menstrual.

Isso também acontece com as mulheres na menopausa. Neste último caso, o sintoma é ainda mais alarmante. Outros sintomas da doença incluem:

  • corrimento anormal;
  • sangramento menstrual mais intenso do que o comum;
  • dor pélvica;
  • sensação de massa na região pélvica;
  • perda de peso sem motivo aparente.

2# Qual a gravidade do meu caso?

Em geral, a gravidade de qualquer câncer é obtida após a realização de diversos exames, da biópsia e, em alguns casos, depois de uma cirurgia. De qualquer forma, os tumores são classificados do número 1 ao 4, sendo o estágio 1 o menos grave, enquanto o estágio 4 representa os de maior gravidade.

3# Qual o tipo de tratamento devo fazer contra o câncer de endométrio?

Em qualquer quadro de câncer endometrial, a cirurgia é sempre um método utilizado. Outras opções dependerão do estágio do câncer, da idade e saúde geral da paciente, dentre outros fatores.

Essas opções de terapias contra o câncer de endométrio podem incluir:

  • histerectomia, que é a remoção do útero;
  • radioterapia;
  • quimioterapia;
  • imunoterapia;
  • outros medicamentos.

4# Por que eu tive câncer endometrial?

O desenvolvimento do câncer endometrial ocorre por alguns fatores de risco, que facilitam e até mesmo podem determinar o seu surgimento. As principais causas desta doença incluem:

  • idade: mulheres acima dos 60 anos são as mais atingidas;
  • níveis hormonais: níveis irregulares de estrogênio e progesterona aumentam o risco do câncer, principalmente nas fases da pré/menopausa;
  • excesso de peso: IMC acima de 25 é um fator de risco para o câncer. Quanto maior o peso, maior é o risco;
  • genética: mutações genéticas podem favorecer o desenvolvimento do câncer de endométrio, como ocorre na síndrome de Lynch, que também causa risco de tumores malignos no cólon, ovário, dentre outros.

Por fim, restou alguma dúvida sobre o câncer de endométrio, que não foi respondida neste artigo? Deixe nos comentários! De todo modo, se você desconfia dos sintomas apresentados, então, procure o seu ginecologista para que seja feita uma avaliação o quanto antes.

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Cirurgia de câncer de ovário: pré e pós-operatório

Cirurgia de câncer de ovário: pré e pós-operatório



A cirurgia de câncer de ovário é realizada em todos os pacientes que apresentam a doença. O procedimento é essencial para confirmar o diagnóstico de câncer no órgão, bem como para determinar, com precisão, a extensão do tumor – etapa do tratamento chamada de estadiamento.

Outra função importante da operação no ovário é eliminar o máximo possível de regiões lesionadas pelas células cancerígenas. Você sabia que essa cirurgia se chama laparotomia?

Este é o procedimento utilizado para a coleta de líquidos na cavidade abdominal (pelve, abdômen e diafragma), que serão destinados para a análise laboratorial.

Quando o câncer é detectado nos dois ovários, então, é realizada a histerectomia total, que é a remoção dos ovários, trombas de falópio e do útero. Nos casos ainda mais graves, pode ser necessária a remoção do apêndice e até mesmo a ressecção do intestino.

Dada a complexidade deste procedimento, é necessário ficar atento aos cuidados antes e depois da cirurgia de câncer no ovário. Confira estas informações, a seguir.

Pré-operatório da cirurgia de câncer de ovário

Antes de mais nada, a preparação para a cirurgia no ovário inclui a realização de uma série de exames, que irão garantir a segurança durante o procedimento, tais como:

  • exames de sangue;
  • radiografias do tórax;
  • tomografia;
  • ultrassonografia;
  • eletrocardiograma.

Antes de entrar na sala de cirurgia, é essencial fazer uma consulta pré-operatória com o médico anestesista, para garantir que não hajam problemas com a anestesia. Além disso, outros cuidados incluem:

  • preparação do intestino, conforme recomendação do cirurgião;
  • informar ao médico sobre o uso prévio de medicamentos. Caso sejam medicamentos recorrentes, como os utilizados para o controle da pressão, eles devem ser ingeridos normalmente na manhã da cirurgia, com uma dose pequena de água;
  • jejum de sólidos e líquidos, conforme orientação do cirurgião.

Além dos cuidados básicos mencionados acima, é importante ter o acompanhamento de algum familiar ou amigo. Do mesmo modo, é preciso garantir que alguém irá auxiliá-la durante a sua chegada em casa, seja com a alimentação, banhos, dentre outras atividades do dia a dia.

Pós-operatório da cirurgia de câncer de ovário

O pós-operatório é uma fase importantíssima do tratamento. Caso você não o siga corretamente, isso pode influenciar o resultado da operação. O primeiro ponto importante é sobre a dieta após a cirurgia, que inclui:

  • ingerir pequenas porções de alimentos;
  • evitar gorduras;
  • evitar alimentos industrializados;
  • não ingerir alimentos quentes;
  • comer frutas, legumes e verduras;
  • beber pelo menos três litros de água por dia, em períodos espaçados;
  • seguir demais restrições alimentares, recomendadas pelo seu médico.

Se você pensa que repouso significa ficar completamente imóvel, você está completamente enganada! Após a cirurgia, não é recomendado ficar paralisada na cama ou no sofá. Isso pode gerar coágulos sanguíneos e prejudicar o funcionamento do intestino.

É permitido fazer caminhadas leves e subir escadas. No entanto, não se deve carregar peso durante a recuperação. Além disso, é preciso ir às consultas de retorno, para que o médico avalie a sua recuperação.

Esse também é um momento importante para que você esclareça quaisquer dúvidas sobre a recuperação. Por fim, o seu retorno ao trabalho pode ocorrer após um mês da cirurgia, dependendo da gravidade da doença e da complexidade da cirurgia de câncer de ovário.

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Câncer de colo do útero: formas de prevenção

Câncer de colo do útero: formas de prevenção



O câncer de colo do útero é a terceira neoplasia que mais afeta a população feminina brasileira, e a quarta causa de óbitos por câncer no país.

Veja como se prevenir deste tipo de câncer, a seguir.

Sintomas do câncer de colo do útero

A maioria das mulheres não apresenta sintomas do câncer de colo do útero em sua fase inicial. Nos casos avançados e metastáticos, os sintomas podem ser mais graves, dependendo dos tecidos e órgãos para os quais a doença se espalhou. 

Assim, neste caso, os principais sintomas da doença incluem:

  • sangramento entre ou após os períodos menstruais;
  • sangramento menstrual mais longo do que o normal;
  • sangramento após a relação sexual, ducha ou exame pélvico;
  • aumento do corrimento vaginal;
  • dor durante a relação sexual;
  • sangramento após a menopausa;
  • dor pélvica ou lombar inexplicável e persistente.

Qualquer um desses sintomas deve ser relatado ao seu ginecologista. Quanto mais cedo as células cancerígenas forem encontradas e tratadas, maior a chance de o câncer ser prevenido ou curado.

Como prevenir o câncer de colo do útero?

O câncer de colo do útero pode ser prevenido com exames ginecológicos regulares. Além disso, é bastante importante vacinar meninas e meninos em idade pré-adolescente contra o papilomavírus humano (HPV).

Na rede pública de saúde, a vacinação de meninas de 9 a 14 anos e de meninos de 11 a 14 anos é gratuita. Além disso, o exame preventivo (papanicolau) é um dos principais meios de detecção da doença.

Por isso, o exame deve ser feito por toda mulher que já tenha iniciado sua vida sexual, ou que esteja na faixa dos 25 aos 64 anos de idade.

O papanicolau é indicado a cada três anos, já que a doença tem um desenvolvimento lento. No entanto, os dois primeiros exames devem ser feitos anualmente. Caso estejam normais, eles podem ser repetidos de três em três anos.

Assim, outros meios de se prevenir este tipo de câncer inclui:

  • uso de preservativos e barragens dentárias durante as relações sexuais, incluindo o sexo oral, para prevenir a infecção por HPV – vírus responsável por mais de 70% dos casos de câncer de colo do útero;
  • evitar relações sexuais com pessoas infectadas com verrugas genitais, ou com outros sintomas de infecção por HPV. O vírus também é transmitido pelo contato pele a pele. Portanto, não é necessário que ocorra o ato sexual em si para que haja o contágio;
  • deixar de fumar.

A prevenção é a melhor arma contra o câncer de colo do útero. Isso porque a doença não apresenta sintomas em seus primeiros estágios. Ou seja, a melhor forma de detectar lesões pré-cancerígenas no útero é com a visita regular ao ginecologista.

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Saiba mais sobre o queratoacantoma

Saiba mais sobre o queratoacantoma



O queratoacantoma é um tipo de câncer de pele que se desenvolve principalmente pela exposição aos raios solares, ou por uma deficiência imunológica. As áreas mais atingidas são a cabeça, pescoço, braços e pernas.

Este tumor é muitas vezes associado a uma forma mais branda do carcinoma de células escamosas. De todo modo, o queratoacantoma é tratado de forma semelhante ao carcinoma.

Entenda mais sobre a doença, a seguir.

Sintomas do queratoacantoma

O queratoacantoma é caracterizado por um nódulo vermelho com cerca de 5 a 15 milímetros, semelhante a uma espinha. O tumor cresce rapidamente e o centro do nódulo costuma ser duro e escamoso. 

Após algumas semanas, as bordas da lesão podem ficar achatadas e a parte central pode cair, deixando uma cicatriz parecida com um disco. No início, quando o nódulo cresce mais, ele pode ser dolorido e sensível.

Fatores de risco

Ainda não se sabe ao certo o que causa o queratoacantoma. Assim, diversos fatores devem ser considerados. O que se sabe atualmente é que a luz ultravioleta do sol é um importante fator de risco.

Trabalhadores industriais expostos a piche e alcatrão apresentam maior incidência de queratoacantoma. Um estudo também associou o tabagismo ao desenvolvimento da doença.

Outras causas prováveis para este tipo de tumor incluem:

  • infecção por papilomavírus humano (HPV);
  • genética;
  • sistema imune fragilizado;
  • alterações cromossômicas.

Quais são os tratamentos para o queratoacantoma?

O queratoacantoma pode “desaparecer” sem tratamento alguns meses após o seu surgimento. Em outros casos, quando é preciso uma intervenção médica, o procedimento mais comum é a cirurgia de remoção do nódulo.

A cirurgia é simples e pode ser feita no próprio ambulatório médico. Outros métodos utilizados é a raspagem do tumor e a aplicação de nitrogênio líquido, chamada de criocirurgia.

Em outros casos, pode ser necessário remover uma parte maior de tecido, para garantir a retirada de todas as células pré-cancerígenas da pele. Esse método é chamado de cirurgia de Mohs.

Quando o paciente apresenta nódulos múltiplos, é necessário um tratamento mais eficaz, que geralmente inclui a quimioterapia, radioterapia, além de outros medicamentos.

Mesmo que um queratoacantoma desapareça sozinho, ele pode deixar marcas na pele mais graves do que a de uma incisão cirúrgica. Além disso, existe forte risco de que o tumor retorne futuramente. Sendo assim, o mais recomendado é a intervenção e acompanhamento médico.

É possível prevenir a doença?

Sim! Verifique regularmente a sua pele em busca de caroços ou manchas incomuns. Também é importante consultar um médico dermatologista para que seja feito exame físico anual. Ainda, é importante proteger a pele contra os danos causados pelo sol, principalmente pessoas com pele, olhos e cabelos claros.

As ações de prevenção deste tipo de tumor, bem como de outros tipos de câncer de pele, incluem:

  • evitar o sol das 10 h às 16 h;
  • usar filtro solar de amplo espectro com fator de proteção 15, ou superior;
  • usar roupas e chapéus de proteção solar em ambientes externos;
  • por fim, evitar o bronzeamento artificial.

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Entenda o que é a doença de Bowen

Entenda o que é a doença de Bowen



A doença de Bowen é uma condição de pele pouco comum. A enfermidade também é chamada de carcinoma espinocelular in situ. O problema causa lesões pré-cancerígenas na pele, que apresentam desenvolvimento lento.

A seguir, vamos entender melhor sobre o que se trata a doença.

Como é a doença de Bowen?

Assim como outros tipos de câncer de pele, a doença de Bowen se desenvolve em regiões mais expostas ao sol. O distúrbio ganhou o mesmo nome do médico JT Bowen, que falou pela primeira vez sobre a doença em 1912.

Esta é uma enfermidade considerada um tipo precoce de carcinoma epidermoide intraepidérmico, tumor que afeta a parte mais interna da pele. Quando se desenvolve, a doença de Bowen causa manchas vermelhas e escamosas.

Em alguns casos, a enfermidade pode ser confundida com outros distúrbios da pele, como psoríase, eczemas, infecção por fungos, dentre outras. Por isso, o diagnóstico diferencial é extremamente importante, dada a possibilidade de progressão para um câncer de pele.

Mesmo sendo mais comum nas áreas mais expostas aos raios ultravioletas do sol, a lesão também já foi identificada nas regiões genitais.

Outras características da doença são coceira, sensibilidade ao toque, sangramento, pus, endurecimento e nódulo sensível ao toque. Cerca de 20% dos pacientes apresentam mais de uma lesão causada pela enfermidade.

O mais preocupante da doença de Bowen é a sua predisposição cancerígena. Por isso, ao perceber os sintomas mencionados acima, procure um dermatologista para que seja realizada uma avaliação criteriosa.

Causas da doença de Bowen

Como se trata de uma doença rara, ainda não foi identificada a causa efetiva para o seu desenvolvimento. De todo modo, alguns fatores de risco são associados ao surgimento do problema, como:

  • idade acima dos 60 anos;
  • pele clara;
  • exposição solar frequente, principalmente em pessoas de pele clara;
  • infecção por papilomavírus humano (HPV), principalmente as cepas 16, 18, 34 e 48;
  • sistema imunológico fraco, como em pacientes com HIV.

Tratamento

As lesões causadas pela doença de Bowen podem ser tratadas de diversos modos. Um deles é a destruição das células lesionadas com o uso de substância congelante, como nitrogênio líquido ou gás argônio (crioterapia).

Em outros casos, pode-se raspar a área afetada, procedimento cirúrgico chamado de curetagem. Outras abordagens utilizadas incluem a remoção cirúrgica da lesão e a quimioterapia.

Nem todos os pacientes com doença de Bowen necessitam de tratamento, já que algumas lesões podem crescer de forma lenta. Por isso, é importante buscar o auxílio médico para analisar o estado de uma alteração encontrada na pele. Como vimos, esta é uma enfermidade que pode se transformar em um câncer, portanto, é melhor tratá-la o quanto antes.

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Câncer de cólon e reto: x principais sintomas

Câncer de cólon e reto: x principais sintomas

O câncer de cólon e reto, também chamado de câncer colorretal, é uma doença que consiste na presença de tumores malignos no intestino grosso. Vale destacar que a parede do cólon e do reto é formada por várias camadas, sendo que o câncer se inicia na mucosa (camada mais interna) e pode crescer de forma anormal através de uma ou de mais camadas.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que no triênio (2020/2021/2022) cerca de 40 mil novos casos de câncer colorretal serão diagnosticados no país, com uma incidência levemente maior em homens do que em mulheres. Aproximadamente 90% dos quadros são originados a partir de pólipo adenomatoso que, no decorrer dos anos, sofre alterações progressivas nas células, culminando na malignidade.

Geralmente esse tipo de neoplasia se desenvolve de maneira gradual, devido alterações nas células, que passam a crescer desordenadamente. Em alguns casos, o paciente com câncer no intestino não apresentam sinais claros no começo, porém, à medida que o quadro evolui, alguns sintomas podem surgir.

É importante ficar atento a qualquer manifestação atípica, por menor que seja, afinal, a percepção dos sintomas contribui para o diagnóstico precoce e, consequentemente, para o sucesso do tratamento. Leia o artigo completo e veja quais são os principais indícios de câncer de cólon e reto.

Alterações gastrointestinais

As manifestações mais comuns de câncer de cólon e reto consistem em alterações gastrointestinais, sejam nos hábitos do intestino ou na consistência e aparência das fezes. Pode haver constipação ou diarreia, sangue, evacuação frequente (fora da normalidade), fezes finas e gases. Outros sinais são as náuseas e a incapacidade de esvaziamento intestinal.

Ao perceber qualquer um desses sintomas suspeitos, vale a pena procurar suporte médico para investigar as causas, já que elas podem estar relacionadas a outros quadros digestivos de origem benigna.

Dores locais

Entre os sintomas possíveis de câncer colorretal estão as dores locais. A sensação dolorosa pode variar de intensidade. Além disso, ela pode estar concentrada em regiões como abdômen, reto e pelve.

Redução do  apetite

Pessoas com câncer colorretal estão sujeitas à redução de apetite, sensação de empachamento e rápida saciedade. Tudo isso faz com que o indivíduo coma pouco, gerando assim o déficit nutricional e emagrecimento repentino.

Anemia

Com a nutrição comprometida, o paciente que tem câncer colorretal se torna mais propenso a outras doenças, como por exemplo, a anemia. Combinada à alimentação inadequada, está a eventual perda de sangue pelas fezes. Se realmente a pessoa com câncer no intestino ficar anêmica, a tendência é que ocorram sintomas como fadiga, fraqueza e baixa energia.

É importante destacar que os sintomas de câncer no intestino dependem do tipo, tamanho e localização do tumor.  O diagnóstico diferencial é fundamental para confirmar ou descartar o quadro.

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Cirurgia para câncer de esôfago: como é o pós-operatório?

Cirurgia para câncer de esôfago: como é o pós-operatório?



O câncer de esôfago, como o próprio nome sugere, é um tumor que acomete o esôfago, uma espécie de tubo condutor dos alimentos, que vai da garganta ao estômago. Essa neoplasia é considerada rara e tem como principais fatores de risco o tabagismo e o refluxo não-controlado.

Quando se fala em câncer de esôfago, se faz necessário mencionar que ele apresenta quatro estágios distintos. No estágio I, o tumor é confinado à camada superficial do órgão, no estágio II ele está presente em camadas mais profundas ou compromete linfonodos, no III ele invade regiões ainda mais profundas e invade órgãos vizinhos, já no IV a expansão atinge linfonodos e órgãos distantes, como pulmão, ossos e fígado.

Entre seus sintomas estão a dificuldade para engolir os alimentos, dores no peito, indigestão, azia, perda de peso involuntária, rouquidão e tosse. Vale destacar que o câncer de esôfago é uma condição séria, que requer atenção e cuidados especiais. A boa notícia é que existe tratamento, sendo que a abordagem terapêutica geralmente mais eficaz é a cirurgia para remoção do tumor.

Por falar em cirurgia, que tal descobrir como é o pós-operatório desse tipo de procedimento cirúrgico.

Como é a cirurgia?

Antes de conversarmos especificamente sobre os cuidados pós-operatórios, é importante falar brevemente sobre a cirurgia.  Em poucos casos (apenas tumores pequenos e superficiais), o procedimento é endoscópico e menos agressivo. A maior parte dos casos demanda a cirurgia radical, pois os tumores invadem camadas mais profundas da parede do esôfago,

A cirurgia radical remove não só a lesão, como uma porção sadia do esôfago, a fim de obter uma margem de segurança. Esse procedimento recebe o nome de esofagectomia e pode ser complementado (ou não) com outras abordagens terapêuticas. Cumpre salientar que quando a cirurgia está contraindicada por motivos como dificuldades técnicas ou o paciente não está em boas condições clínicas, o tratamento se baseia em quimioterapia combinada com radioterapia.

Em algumas situações específicas é necessário reduzir as dimensões do tumor antes que o paciente se submeta à operação. Para que ele continue se alimentando, o esôfago costuma ser reconstruído com tecidos do estômago ou intestino.

Como é a recuperação?

A cirurgia pode ser realizada por técnica aberta ou minimamente invasiva, conforme a necessidade de cada caso. Trata-se de uma operação complexa e de grande porte, que requer a participação de uma equipe experiente e altamente capacitada. Justamente por conta do tamanho e complexidade do procedimento, o paciente não é liberado rapidamente.

Se tudo correr bem, o tempo de internação varia entre 10 e 14 dias, sendo que o retorno às atividades normais se dá entre 4 e 6 semanas. Esforços físicos intensos devem ser evitados por, no mínimo, 60 dias.

Quais são os cuidados pós-operatórios?

Ao ser transferido para o quarto, depois de 2 ou 3 dias na UTI, o paciente poderá levantar e caminhar devagar, sempre com o auxílio de outra pessoa. Nas primeiras vezes em que fizer isso, é normal que sinta tontura ou tenha náuseas e vômitos. Ainda assim essa movimentação é fundamental no pós-operatório.

O período também envolve medicação para dores leves, moderadas ou fortes. Além disso, a alimentação inicialmente será líquida e evoluirá para pastosa e branda no decorrer dos dias seguintes.

Como fica a vida pós-cirurgia?


Como todo procedimento cirúrgico, a esofagectomia pode acarretar riscos e efeitos colaterais, como reações anestésicas, hemorragia ou complicações pulmonares. O paciente operado pode ter alterações na voz ou na deglutição.

No começo, quem se submete ao procedimento pode levar um tempo maior para esvaziar o estômago, o que provoca náuseas e vômitos. Vale lembrar que são possibilidades, não regras. Há pacientes que não apresentam um efeito colateral sequer.

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Carcinoma basocelular: formas de prevenção

Carcinoma basocelular: formas de prevenção



O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais comum do mundo. Só para ter ideia, todos os anos surgem mais casos de cânceres de pele do que o somatório de cânceres de próstata, mama, intestino e pulmão.

Vale destacar que o câncer de pele é resultado do crescimento descontrolado de células cutâneas anormais. Ele pode ser classificado como melanoma ou não-melanoma, sendo que, entre a população mundial ocorrem cerca de 3 milhões de cânceres de pele não-melanomas e aproximadamente 132 mil melanomas por ano.

Os tumores cutâneos não-melanomas equivalem a mais de 90% dos casos de câncer de pele. Eles são subcategorizados em carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. Hoje vamos conversar especificamente sobre a primeira categoria.

O carcinoma basocelular (CBC) é originado a partir das células basais da pele ou apêndices cutâneos (glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas, pelos, etc). Trata-se de uma lesão maligna que possui crescimento lento. Apesar da alta frequência, é também uma das neoplasias com maior índice de cura. É importante salientar que o CBC pode ser evitado. Leia o artigo completo e descubra como prevenir essa condição.

Fique atento aos fatores de risco

Quem tem um ou mais fatores de risco deve redobrar a atenção, afinal, são pessoas mais propensas ao desenvolvimento de câncer de pele. Entre os principais aspectos que aumentam as chances de carcinoma basocelular estão o excesso de exposição solar ao longo da vida e a idade a partir de 60 anos.  Mesmo assim, jovens também podem apresentar essa forma de câncer.

Pessoas com pele, olhos e cabelos claros, albinismo, sardas, histórico familiar de tumores cutâneos, histórico pessoal de lesão pré-cancerosa ou câncer de pele, baixa imunidade, transplantados e uso de medicamentos supressores do sistema imunológico também estão mais sujeitas a esse tipo de neoplasia. O carcinoma basocelular é levemente mais incidente em homens do que em mulheres, apesar de afetar ambos os sexos.

Intensifique a proteção solar

Para prevenir não só o carcinoma basocelular, como qualquer outro tipo de câncer de pele, é muito importante evitar a exposição solar desprotegida. Para tanto, adote hábitos como o uso diário de filtro solar com FPS de pelo menos 30, evite se expor em horários de maior intensidade na radiação (das 10h às 16h).

Sempre que possível, use protetores físicos como óculos escuros, chapéus e roupas com fator de proteção. Por falar em roupas, os trajes que cobrem braços e pernas são aliados na prevenção dos cânceres cutâneos.

Observe sua pele

Procure conhecer sua pele. Busque analisá-la periodicamente, com o auxílio do espelho,  para detectar precocemente qualquer sinal suspeito, como manchas que coçam, descamam, crescem ou mudam de cor e forma. Verifique também eventuais pintas e lesões que sangram e são difíceis de cicatrizar.

Faça acompanhamento dermatológico

Se você está entre as pessoas com fatores de risco, visite o dermatologista regularmente. Além de orientar devidamente o paciente a respeito dos cuidados a serem tomados com o sol, o profissional pode prescrever a suplementação de vitamina D, além de outras medidas preventivas.

Quer saber mais sobre câncer de pele? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos